Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006


Hoje é o BlogDay.

Em meio às muitas correrias que estou envolvido, nem tive tempo de pesquisar outros blogs. Admito, fui meio relapso nessa. Mas nem sempre dá para fazer tudo que queremos fazer, não é? De qualquer forma, vou responder às perguntas sugeridas pelo GlobalVoices...

(E agradeço ao Copiador, do blog Cópia Carbono, por ter indicado o Alriada)

* Por quê você começou a blogar?
Vou ser bem sincero. Comecei a blogar, nos idos de 2002, pois achei divertida a idéia de ter um espaço para falar o que bem me viesse à cabeça. Estava entediado em uma madrugada insone de abril regada a muita coca-cola e, para matar o tempo, criei o Alriada Express.

* Sobre o quê você bloga, principalmente?
Já me perguntei isso muitas vezes. Depende muito do meu momento, e da época. Blogo, eu diria, sobre o que estiver me interessando no momento. Já bloguei sobre poesia e literatura (e sempre volto a fazer isso), já bloguei sobre política (e deveria ter ficado calado), já bloguei sobre quase tudo que pude imaginar. Foi divertido. Se quer saber sobre o que blogo atualmente, basta dar uma corrida nos meus arquivos. Eles respondem a esta pergunta muito melhor do que eu.

* Você bloga em sua língua ou em outra língua? Por quê?
Blogo em minha língua, pois meu público é, até onde sei, lusófono também. É claro que há posts em inglês, pois eu não me preocupo em traduzir aquilo que já está escrito, ou que fica melhor, na língua daquele povo esquisito que toma cerveja quente...

* O que motiva você a continuar blogando mesmo que (no caso da maioria dos blogueiros) você não receba nenhuma remuneração por isso?
Eu gosto de blogar. É um output legal para minha imaginação, e é bom para manter um referencial online daquilo que estou pensando e sentindo -- uma vez que nem sempre tenho a diligência ou paciência de ficar dizendo às pessoas o que estou fazendo ou pensando.

* A sua audiência é, em sua maioria, do seu país ou você costuma ser lido por pessoas à volta do mundo?
Minha audiência é, até onde sei, quase totalmente de pessoas do meu país.

* O que pensam a sua família e seus amigos a respeito do fato de que você é um blogueiro?
Meu irmão é blogueiro, meus sobrinhos também são. Quase todas as pessoas do meu círculo tem o hábito de ler blogs, senão de escrevê-los. Mesmo meus amigos mais "não digitalizados" costumam, vez por outra, visitar meu blog. Acredito que é para eles, principalmente, que meu blog tem a função de informá-los de que ainda estou vivo, e sobre o que estou fazendo. Eu diria que é muito normal ter um blog em meu círculo. Normal, e muito bom.

* O seu chefe sabe que você tem um blog?
Sim, e ela também tem um blog.

* Qual a relação entre os blogs em sua região ou país e a mídia tradicional?
A mídia tradicional brasileira já absorveu, em certa medida, uma parte da blogosfera. Há, claro, sempre, os blogs que fazem um contraponto à mídia tradicional. Eu diria que a relação é, até certo ponto, saudável -- ou tão saudável quanto pode ser qualquer relação com a mídia tradicional, esta vendida. :)

* Quando você bloga, como você descreveria aquilo que escreve? É parte de uma conversação? É uma divagação? É parte de um diário pessoal? É jornalismo? É um pouco de tudo, ou tudo ao mesmo tempo, em cada momento? Estas definições fazem alguma diferença?
Eu diria que é um pouco de tudo, em cada momento. Mas de fato esta definição não faz muita diferença no mundo dos blogs. Blogs que seguem apenas uma linha, uma diretriz rígida, me soam um pouco "arcaicos". Blogar é diversidade, e espontaneidade. É coisa pessoal, mesmo que fale de assuntos de relevância global.



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terça-feira, 29 de agosto de 2006

Como é difícil escrever sem cigarros!
Eu sou do tipo de escritor que PRECISA estar com um cigarro entre os dedos, e em um ambiente com muito silêncio, para poder trabalhar. De qualquer forma, vou batalhando aqui (neste barulho e sem cigarros) para conseguir ajeitar as coisas que quero publicar hoje no Overmundo...

Logo que estiverem no ar, eu coloco os links aqui.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

" this guy iz great!!!"
Eu sei que estou meio atrasado em postar isso, mas a interpretação de funtwo (Jeong-Hyun Lim, segundo esta matéria do NY Times) para o Cânone de Pachelbel é simplesmente impressionante...

Leia a matéria...
Web Guitar Wizard Revealed at Last


... e veja o vídeo...




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à sombra da árvore"A imaginação tem verdadeiro poder de transformar a vida do imaginante. Ela tanto pode encantar a sua vida, e fazer com que na medida dos desígnios dos Deuses tudo em sua vida siga pelos rumos que você sonha, como também pode amaldiçoar sua vida e transformá-la em um lugar muito escuro e triste. A imaginação compartilhada, por este ou aquele formato, é uma forma de arte. Imaginar é maravilhoso, é mágico, mas é preciso ter cuidado e carinho com sua imaginação... e com o que permite que ela faça com você e com o universo."

Estava pensando nisso agora mesmo...

Bons sonhos para todos nós, imaginantes...

(e agora, de volta ao trabalho com meus escritos)

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quinta-feira, 24 de agosto de 2006

E por falar em O Cavaleiro e o Dragão, descobrí que existe um conto homônimo de Martha Argel.

Vou dar uma lida quando chegar em casa...

Despertando do torpor banal, descansado e com vontade de criar e voar novamente, resolvo colocar as coisas em movimento na casa-alriadaexpress...

Atendendo a pedidos, vou retomar a velha fábula... de onde ela parou...

Para quem não se lembra d'O Cavaleiro e o Dragão, aí vai o repost de 10/10/2005...

-=-

O Cavaleiro e o Dragão
Enfim, com quase um ano de atraso, publico a décima parte da fábula na íntegra. Se você ainda não conhece a história do Cavaleiro e o Dragão,leia a primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta parte, os fragmentos da sétima parte, a oitava e a nona partes...


O sol espreitou por entre as pedras do templo, despertando Amarath e o dragão. Era um sol avermelhado, pouco amistoso, que brilhava através das nuvens de fumaça. Amarath levantou-se rápido e foi se lavar no rio, deixando para trás o dragão que parecia apenas fitar o sol e as nuvens e escutar o vento. Tinha um sentimento de urgência que não sabia explicar e corria desabalado pelo urzal rumo ao rio. Sentia no ar um cheiro que fazia sua cabeça girar. A água estava fria demais, parecia inamistosa. Era um dia muito estranho.

No caminho de volta, caminhou devagar. Por algum motivo sentia seu estômago ainda vazio revolvendo-se a cada passo. Podia, desde o pé da colina, ver o corpo do dragão recortado contra o céu iluminado que agora quase o ofuscava. Não podia ver sua face, e talvez ainda não soubesse interpretá-la, mas sentia que a criatura o fitava com olhar grave. Ao chegar ao topo da colina, fitaram-se, de fato, em silêncio, por várias batidas do coração pesado de Amarath.

O jovem cavaleiro quebrou o silêncio.
- "o que está acontecendo?"

O silêncio do dragão foi resposta o bastante. Ele sabia, em seu íntimo, as palavras raspadas que a criatura proferiria, antes mesmo que ele as proferisse.

- "O dia nasceu."
- "É. Eu sei disso..." Amarath começou a responder, sentindo ainda a atmosfera estranha do dia retorcendo seu interior.
- "Escute!" Rugiu o dragão. Amarath pulou para trás, quase escorregando colina abaixo, e escutou...
- "Hoje você vai se encontrar com a mulher lobo..."
o coração de Amarath pulou uma batida.
- "...e você deve matá-la."

Por um segundo o jovem aprendiz de cavaleiro não pôde respirar. As palavras o atingiram como um golpe, desorientando-o, tirando-o de ação. Ele não conseguia sequer falar. A pergunta morreu eu seus lábios, antes que o dragão continuasse a falar.

- "O terceiro teste é muito simples. Consiste em matar uma fera que aflija uma cidade ou vila, demonstrando coragem e noção de sua função enquanto guerreiro de seu povo. É um teste difícil, e assim deve ser."
- "Mas... mas, por que!?" Amarath falava, quase sem voz, olhos fitos no dragão como que implorando para que aquilo não fosse a verdade...
- "A mulher lobo entrou em uma vila há duas noites. Havia gado no pasto, mas ela não quis o gado. Havia homens que caminham na noite, cegos, como são os homens, e ela não os quis. Entrou em uma casa, não qualquer casa, mas uma casa em especial, em uma vila que não era qualquer vila, era uma vila especial. Nesta casa ela devorou uma criança."
- "Porque?!"
- "Pergunte a ela, se ao encontrar-se com ela você reconhecer nela aquela que você conheceu. Não se preocupe, não estarei com você para deixá-los pouco à vontade."
- "Como assim? Como assim reconhecer nela aquela que conheci...!?" Amarath não conseguia entender. Ele não conseguia aceitar. Dentro de si sentia as entranhas expressando também sua revolta.
- "As pessoas nem sempre são iguais em todos os mundos... Mas chega de perguntas. Vá! Você tem um dia difícil pela frente." O dragão se virou, como se a espreitar o vento, procurando sua rota de vôo.
- "Você não tem sentimentos!?"
O dragão não se voltou para Amarath. Permanecia olhando para o céu cheio de nuvens e para a fumaça no horizonte. Mesmo assim, ele respondeu:
- "Sim, eu tenho. Mas estes são os seus sentimentos. Não vou me enredar neles. Eu apenas estou apresentando-lhe seu teste. Você pode, se quiser, abandonar o caminho do cavaleiro e se juntar a ela. Mas desconfio que você poderia terminar sendo o jantar de sua amada."
Amarath podia imaginar que o dragão mostrava os dentes ao vento, no que deveria ser um sorriso.
- "Você é cruel!" disse o jovem, quase gritando.
- "Eu sou um dragão. E você ainda tem muito a aprender sobre o que é a crueldade, menino. Vá. Aja como o homem que você pretende ser." a fera verde alongava as asas, falava quase preguiçosamente.
- "Você não sabe o que é amor!? Você não conhece estes sentimentos? Por quê você me pede isso?" agora Amarath gritava.
- "Quando você os conhecer, conte-me sobre eles." O dragão voltou sua cabeça para o aprendiz de cavaleiro, mantendo o corpo voltado para o templo, e aproximou-a. Seus olhos buscavam os de Amarath.

Ele sabia que não adiantaria discutir. Em seu coração apertado, ele sabia que seu teste havia começado e que tinha agora uma escolha pela frente. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Respirava com dificuldade, pensava com dificuldade. Mas no fundo sabia que não fora preparado por metade de sua vida para ser um cavaleiro de dragão para desistir agora. No fundo sabia que, mesmo sem entender, precisava prosseguir. Este não era o momento para tomar todas as decisões. Por fim, com um suspiro, mesmo sem saber ao certo o que dizia, ele assentiu:

- "Eu vou." palavras pesadas, cortantes, sussurradas...
- "Siga naquela direção, senhor cavaleiro, e cuidado para não se perder. E apresse-se." o dragão apontou seu grande rabo na direção das colunas de fumaça que formavam-se a alguma distância no leste, depois voltou a deixá-lo cair preguiçosamente sobre a relva e virou-se novamente para a encosta. Abriu as asas como se fosse levantar vôo...
- "Espere! Eu tenho perguntas..."
- "Todos tem perguntas."
O dragão voltou a fitar Amarath como se estivesse impaciente. Mas a impaciência parecia claramente uma afetada atuação. Amarath recuperou urgentemente o fôlego e indagou:
- "Como espera que eu...?" não consegiu procunciar a palavra matar... "Eu não tenho uma espada, nem sei exatamente qual é a vila... e quem era a criança?"
- "Se precisar de uma espada, arranje uma. Você reconhecerá a vila. Agora vá, matador de mulheres lobo."

Amarath sentia-se ferido na alma e muito só quando voltou-se para o leste para caminhar. Após alguns passos voltou-se na esperança de fazer mais uma pergunta, mas temendo que o dragão já tivesse ido embora. Ele ainda estava lá, observando-o caminhar.

- "E se eu fracassar?"
- "Não pense na derrota quando for lutar, nem pense na morte quando for matar... ou morrer."
Amarath decidiu não pensar nas palavras do dragão. Não ainda. Apenas fez a sua última pergunta.
- "Por quê eu?"
- "Porque foi você que a trouxe, e ela está procurando por você..."

O coração do jovem aprendiz de cavaleiro voltou a disparar, sua mente cheia de dúvidas, suas faces em chamas olhando para o enorme dragão que abria as asas e ganhava os céus.

Pode discernir ainda, trazidas pelo vento, as últimas palavras do dragão:
"...você entenderá quando encontrar a vila, e a loba."

Perdido demais para fazer qualquer outra coisa, Amarath apenas caminhou...


(fim da décima parte)



esta fábula continua...

-=-

Agora, que seja o que os Deuses quiserem...
Vou descobrir quais serão os rumos de Amarath.


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sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Minha micro-matéria sobre o Complexo Cultural do Ministério da Cultura (Espaço Sérgio Motta), escrita para o Guia Overmundo, entrou no topo da lista e foi parar na página principal (lá no canto inferior esquerdo, nos destaques do Guia Overmundo).

Eeeeeeeê!
Palmas para mim... palmas para nós todos. :)


(e não é que a foto ficou até legal?)

E você, o que é que está fazendo se ainda não colabora com o Overmundo?


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("o amor perfeito é só uma planta" foto batida em 05/08/2006, inspirada consciente e inconscientemente por uma velha poesia minha, de mesmo nome, escrita na madrugada do dia 06/08/2004.)

Existem dias em que você acorda de manhã cheio de energia e quer revolucionar o mundo à sua volta, fazer coisas novas ou de um jeito melhor, mostrar para sí mesmo e para o mundo o seu poder...
Quer fazer diferença e construir algo...

E tem dias em que você simplesmente não quer deixar a peteca cair, não quer deixar o seu movimento desandar, e só ísso... porque está com muita preguiça de fazer qualquer outra coisa...

Hoje estou num dia do segundo tipo. É sexta feira e eu tenho preguiça de tudo, não quero pensar nem ter idéias. Quero apenas levar o dia até o fim, e então cair na minha cama e descansaaaar...
Então vamoquevamo, e joguem a peteca devagarinho porque eu não quero correr. :)

UPDATE:

Chega de estresse! Chega de cidade seca!
Vou fazer uma visita à minha irmã nas terras do Alto Encantado, e me libertar da banalidade (e da loucura) desta cidade por um fim de semana. Estou mesmo precisando viajar e relaxar (e receber a benção quimérica da rainha do Alto Encantado...). Este clurichaun precisa de um pouco de glamour para recuperar seus poderes e sacudir os pesos do mundo e da alma...

É isso.

Se você não entendeu nada, não se preocupe. Nem sempre se pode entender os duendes.
Basta dizer que vou viajar e volto na segunda...


Fui.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Overmundo
Poesia de Murilo Mendes que deu nome ao Overmundo. Dica do Ronaldo Lemos.

Os pinheiros assobiam, a tempestade chega:
Os cavalos bebem na mão da tempestade.

Amarro o navio no canto do jardim
E bato à porta do castelo na Espanha.
Soam os tambores do vento.

"Overmundo, Overmundo, que é dos teus oráculos,
Do aparelho de precisão para medir os sonhos,
E da rosa que pega fogo no inimigo?"

Ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante,
Que anda, voa, está em toda a parte
E não consegue pousar em ponto algum.
Observai sua armadura de penas
E ouvi seu grito eletrônico.

"Overmundo expirou ao descobrir quem era",
Anunciam de dentro do castelo na Espanha.
"O tempo é o mesmo desde o princípio da criação",
Respondem os homens futuros pela minha voz.

Fonte: Poesia Liberdade (1947)


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O Labirinto das Leituras do Fonseca
Rodando pelo Overmundo como de costume, encontrei um excelente texto de André Azevedo da Fonseca (que também tem um blog e uma página na UOL). Coisa fina, do tipo de coisas finas que se encontra no Overmundo.

"O escritor argentino Jorge Luis Borges dizia que as bibliotecas estão povoadas de espíritos, pois livros são como sarcófagos onde hibernam as almas dos autores. Sim, gênios literários são capazes de derramar a essência do próprio espírito nas entrelinhas dos textos. Da viscosidade das narrativas emergem idéias e sensações que, ao serem interpretadas na leitura, ressuscitam e flutuam pela nossa imaginação, passando a iluminar as profundezas de nossa inconsciência. É por isso que grandes escritores tornam-se imortais. Eles renascem em pedaços a cada lampejo de nossa inteligência no exercício da leitura de suas obras.

Quando nos debruçamos sobre um livro e nos deixamos hipnotizar pelo espírito do autor, somos levados, passo a passo, a um labirinto de experiências novas que magnetizam nossa alma e inspiram nossa percepção. Através da literatura percebemos constelações de realidades invisíveis e enxergamos a multiplicidade de possibilidades da vida; mas é imprescindível travar esse contato na juventude, de preferência antes dos 20 anos, pois nesse período nossa alma ainda está fresca, maleável, sedenta de vida e repleta de eletricidade. Velhos têm a alma seca, dura, enfastiada e escura. Tornar-se adulto sem mergulhar na literatura embrutece a alma. Quem passa pela vida sem curtir a experiência literária deixa de vivenciar uma das sutilezas mais delicadas do espírito humano..."
(para ler o texto na íntegra no Overblog, clique aqui)


Vale a pena ler o texto todo e, se você já for um overmano ou overmana... deixar lá o seu voto.

Abraços do verde.


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quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Acordo com o barulho de madeira estalando. Abro os olhos e pulo da cama. No fundo eu já sabia o que era. A mesa do meu computador, velha de guerra e sobrevivente de 4 mudanças canhestras de casa, estava desabando. Tive tempo de segurar meu monitor e fazer uma supersônica oração pelo meu CPU...

*** CRASH ***

Tirando a bagunça e o cenário de pocket-beirute que se instalou no canto do meu quarto (com CDs e papelada e cinzas de cigarro espalhadas em meio a ferro retorcido e madeira lascada), não houve maiores danos. Meu velho computador (ainda mais velho de guerra) sobreviveu (o HD titubeou um pouco antes de voltar a funcionar, mas por fim funcionou para o alívio do Duende), apesar das escoriações.

Ainda não consegui fazer a internet voltar a funcionar, mas isso se deve provavelmente ao meu relativo analfabetismo digital em resolver alguns tipos de problemas no meu Debian-Linux. O Metal há de me salvar... espero. :)

Bem. É isso.
É hora de ir para casa e tirar aquelas férias de internet que eu já vinha me prometendo há dias...

Quem sabe eu consiga escrever um pouco agora?



p.s. Sim, eu sabia que a mesa (que já estava torta e molenga) iria cair cedo ou tarde, mas eu sempre me pegava pensando que ela ainda sobreviveria alguns dias...
Afinal de contas, a Torre de Pisa não está torta há seculos e até hoje não caiu?


p.p.s. Acredita que eu esquecí de fotografar essa história? Tem horas em que eu esqueço que tenho um celular com câmera...

terça-feira, 15 de agosto de 2006

"O Overmundo não é um site. Quem o enxerga dessa forma reducionista perde a visão do contexto maior onde se insere esta movimentação, e basta alguma interação com os overmanos para sacar o diferencial. O Overmundo é um coletivo aberto, uma rede colaborativa de difusão cultural, e talvez a única iniciativa relevante de jornalismo cidadão no país. Vale à pena acompanhar e colaborar com esta turma."
(Conclusão do post Overturma faz o dever de casa, do brother blogueiro ZéMurilo)
Assino embaixo.

Daniel Duende Carvalho. :)


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O Bicarato, que também é homem de palavras, comenta em seu blog sobre o que pensam outros homens de palavras a respeito da guerra fria que alguns grupos e países vem travando contra os sentidos e os significados das palavras...

"Mestre Sérgio Rodrigues traduz o poeta palestino Mourid Barghouti, na Festa Literária Internacional de Parati:
Vivemos em tempos de linguagem poluída. Há um verbicídio em marcha. O massacre de civis é chamado de ?danos colaterais?. A ocupação, de ?defesa própria?. A guerra, de ?preparação para a democracia?. Bombardear um povo até jogá-lo de volta na Idade Média, de ?modernização?. Movimentos de resistência são chamados de ?terroristas?. E não se trata simplesmente de uma poluição, mas de uma poluição que pode mandar pessoas para o campo de extermínio. Essa poluição está em curso. Nosso dever é, no mínimo, não acreditar nela, escrutiná-la, denunciá-la."


Vale sacar a pena e lutar pelo sentido das coisas.


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Memórias de um Cyber-Ancião
um jovem ancião britânico que fala sobre suas visões de mundo e sobre seu tédio é a nova sensação do YouTube, com quase um quarto de milhão de acessos em uma semana (segundo o blog Monkey Bites da Wired)



Uma vez que o YouTube está "em reformas" (e o Monkey Bites também sabe disso), não tenho como ver os vídeos do simpático cybervelhinho por agora. Logo, vou ter que deixar minhas opiniões pessoais sobre o vídeo para depois.

Tudo que eu tenho a dizer agora é...
O Pessoal do YouTube faz uns infográficos tão legaizinhos, né? :D




To Be Continued...

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segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Conversando com o ZéMura no caminho de volta para casa, descobrí o número de blogues da Blogosfera dobra a cada 3 meses. Como disse meu irmão, isso não é muito impressionante quando se fala de um aumento de 10.000 para 20.000 blogues. Mas não, estes não são os números. O número de blogues do mundo aumentou de 25.000.000 para 50.000.000 (é, vc leu direito! de 25 para 50 milhões!) nos últimos 3 meses.




É...
Estamos crescendo e nos multiplicando.

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Pérolas sujas da existência (nordestina e brasileira) para o trono...

Comprei o mais novo livro do Ezio Flavio Bazzo, Entre os Gritos do Carcará e a Desfaçatez da Raça Humana.

Excelente livro, como costumam ser os vomitórios culturais/existenciais viajores de Bazzo.
Virou imediatamente minha leitura de banheiro!
Para quem me conhece sabe que, para que um livro vire minha leitura de banheiro, ele não pode ser pouca merda...
(desculpem, o trocadilho foi inevitável) :D

Segundo Maria Helena Sleutjes, em resenha sobre o livro para o site Recanto das Letras:

"Neste instigante livro, Ezio Flávio Bazzo realiza um vôo espetacular sobre o fato de estar vivo, aqui, agora, em qualquer lugar, há qualquer hora, tendo como pano de fundo o sertão Sanfranciscano, num Brasil perdido de sua própria história.
>
Através de uma narrativa que mescla pleno domínio das usuais formas acadêmicas de expressão com o conhecimento empírico da vida, usa palavras elaboradas e palavras "chulas" como se quisesse nos dizer que viver é essencialmente, transitar por entre as grandes e contraditórias dimensões da realidade, e apenas isto.
>
Salpicando o texto de erótica sensualidade, Bazzo transita facilmente e com aparente despretenção pela cultura cristalizada destes rincões perdidos, atravessando sorrateiramente as questões ambientais, político-socias, éticas, morais e históricas deste pedaço de Brasil entregue à própria sorte.
>
Trabalhando apenas com a realidade nua, desprovida de sentimentos, emoções e ideais, vai recheando a narrativa com estilhaços que doem e vai linkando às suas impressões descritas, teses que empalidecem rostos complacentes,esbofeteiam sorrisos, desnudam a credulidade cega e sobretudo, incendeiam qualquer resto de esperança.
>
Seu livro é essencialmente, um grande e articulado GRITO!!!"


Comprei o último exemplar que o Faraó carregava em sua pilha ambulante. Se você é de Brasília e também quer adquirir o seu exemplar, entre em contato com o nosso amigo livreiro ambulante e trovador de entremesas botequeiras pelo fone 9551-4040.


P.S. E foi lendo este livro, devidamente entronizado, que me ocorreu que trata-se de um Romance d'A Pedra do Reino mais sujo e maledicente e pessimista. Quando Bazzo cita o hábito de se cuspir no chão para afastar o mal ("Escarra novamente (aqui o escarro e a cuspida além de perversidade natural, tem também outro sentido)... 'e as mulheres se benzem 4 vezes, e os homens amaldiçoam seu nome, cuspindo no chão' E. Unger, p.44"), comum aos britônicos do século V e ribeirinhos sanfranciscanos do século XXI, lembrei-me imediatamente de como é próxima, em um nivel profundo e visceral, nossa cultura sertaneja da cultura céltica dos tempos antigos...


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Falando agora sobre o Overmundo...

Embora tenha ficado boa parte da tarde mexendo com as coisas do BlogDay2006 (o que produziu os dois posts acima), eu não esquecí do Overmundo. Fiquei felizão-saltitante ao ver que minha primeira contribuição (sobre a lojinha de caldos e cervejas legalzona da 314 norte) foi parar na capa do Overmundo, e pelo visto as outras (principalmente a dos Pilotis dos Blocos de Brasília) teve uma recepção calorosa também.

Agora é hora de me concentrar na agenda Overmundo (que não tem ainda, até onde eu ví, nenhuma contribuição de Brasília). Vamos ver se movimentamos as coisas por lá...


p.s. se você gosta do Restaurante Bali e quer dar mais uma prestigiada no Duende que vos escreve, que tal dar uma passadinha aqui e dar seu voto para minha contribuição sobre o simpático restaurantezinho de comidas diferentonas? (ela ainda está precisando de uns votos para ser efetivada no Overmundo)

p.p.s. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que agora a minha dica sobre os Pilotis... foi parar no topo do Guia Overmundo? Pode me chamar de bobo, mas eu fico felizão com estas coisas... :D


p.p.p.s. Já mandei hoje para a Agenda Overmundo mais umas duas contribuições. Uma sobre a programação de filmes do Complexo Cultural do MinC e outra com a programação desta semana do Landscape. As duas contribuições ainda estão na fila de edição, abertas a sugestões.


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E o Global voices dá seu toque especial no BlogDay 2006...
Tradução (com algumas adaptações discretas) deste post aqui, feito no Global Voices,
dando uma contribuição bem legal para o BlogDay2006


"Antecipando este dia (o BlogDay2006), nós aqui do Global Voices gostaríamos de pedir à nossa comunidade para que ajude colegas blogueiros de diferentes países a saberem mais sobre vocês. Nós viemos observando que pessoas de diferentes países blogam por diferentes motivos, e que as blogosferas em diferentes lugares desenvolveram diferentes tipos de relações com o resto de suas culturas, política e mídia mainstream (tradicional). Nós gostaríamos de ajudar as pessoas a entenderem melhor você e a blogosfera da sua região. Então, se vocês tiverem um tempinho, por favor ajudem-nos escrevendo um post (ou muitos, se você preferir) antes de 31 de agosto, respondendo algumas ou todas das questões abaixo (e, claro, deixando um comentário com o endereço de seu post neste lugar aqui):

* Por quê você começou a blogar?

* Sobre o quê você bloga, principalmente?

* Você bloga em sua língua ou em outra língua? Por quê?

* O que motiva você a continuar blogando mesmo que (no caso da maioria dos blogueiros) você não receba nenhuma remuneração por isso?


* A sua audiência é, em sua maioria, do seu país ou você costuma ser lido por pessoas à volta do mundo?

* O que pensam a sua família e seus amigos a respeito do fato de que você é um blogueiro?

* O seu chefe sabe que você tem um blog?

* Qual a relação entre os blogs em sua região ou país e a mídia tradicional?

* Quando você bloga, como você descreveria aquilo que escreve? É parte de uma conversação? É uma divagação? É parte de um diário pessoal? É jornalismo? É um pouco de tudo, ou tudo ao mesmo tempo, em cada momento? Estas definições fazem alguma diferença?

* Os blogs já começaram a ter algum impacto na política de seu país? Já começaram a influenciar a forma como a mídia tradicional faz suas coberturas? Nós ADORARÍAMOS saber alguns exemplos disso ocorridos em sua região ou país.

Quando fizer os posts, por favor envie-nos um trackback para este post, ou deixe um link para seu(s) post(s) na sessão de comentários deste post. Se você não tem um blog mas tem opiniões sobre o estado dos blogs e do blogar em seu país, sinta-se livre para deixar um comentário aqui (e, principalmente, aqui). Na véspera do BlogDay, nós iremos fazer um post ou dois sumarizando, citando e linkando para aquilo que você disse."


Logo que tiver um tempinho, vou fazer meu post respondendo estas perguntas...

Vamos aderir? Eu, e o pessoal do Global Voices, queremos saber
o que vocês tem a dizer sobre o assunto.


Abraços do verde em dia ciborgue...


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Está chegando o Blog Day!
faltam 17 dias para a grande celebração anual da liberdade de expressão e da diversidade blogueira. Cheguem junto e participem vocês também desta festividade do direito de falar e ser ouvido.

O que é o BlogDay?
BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes e visitarão blogs recomendados por outros blogueiros participantes, para alargar seus horizontes e criar novas conexões na blogosfera.

O que acontecerá no BlogDay?
Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post recomendando novos blogs a serem visitados. Blogs estes que, de preferência, representem uma cultura, ponto de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers e criando novos links na blogosfera mundial.

Instruções para o BlogDay:
1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
2. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2006.
3. Escreva uma pequena descrição dos blogs e o link para eles.
4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
5. Junte a tag do BlogDay usando este link: http://technorati.com/tag/BlogDay2006 e um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org/

Comemore!


P.S. Se você, assim como eu, não entendeu o que queria dizer a 5ª instrução, então está na hora de aprender uma ou duas coisinhas sobre as tags do technorati.

P.P.S. Tags: , (vivendo e aprendendo) :D

P.P.P.S. O texto do post foi, em sua maior parte, adaptado da versão pt-pt (português de portugal) do texto de apresentação do Blogday 2006 no próprio blog do Blogday.

P.P.P.P.S. ô postzinho que deu trabalho pra fazer! mas agora saiu! :D

sábado, 12 de agosto de 2006

A minha contribuição para o Guia Overmundo chamada Steak Rio - Cremes Quentes e Cervejas Geladas já entrou na fila de votação. No momento em que eu escrevo este post ela já tinha 7 votos, e precisa de mais 13 votos até o final de domingo para ser mantida no site.

Eu iria ficar tão feliz se meus leitores passassem por lá, cadastrassem-se no Overmundo (se já não estiverem cadastrados) e votassem nela. Leva apenas uns 2 minutos, e isso faria um duende feliz. :)
Não é assim... uma colaboração genial... mas é uma das primeiras, e eu tenho um certo carinho por ela. :D

Vão lá e votem, meus caros.

Abraços do Verde.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

O Technorati gosta de mim!

Não sei exatamente por quê isso aconteceu, mas, pelo que acabei de descobrir, o Alriada Express é o primeiro hit quando se faz uma busca por "Overmundo" no site Technorati.
(bem, ao menos ERA, no momento em que fiz este post)

Valeu, Techie!

Comecei a seguir, desta vez, o conselho do irmãozão ZéMura
(e fui feliz fazendo isso)

Minhas duas novas contribuições para o Overmundo tem um jeitão particular (o MEU jeitão BEM particular), mas (e por causa disso) eu fiquei feliz com elas. Espero que os overmanos e overminas também curtam.
E vocês, meus fiéis 12 leitores, se tiverem um tempinho passem por lá para dar uma prestigiada nelas (e dar uns pitacos sobre como elas poderiam ser melhores).

As contribuições ainda estão no forno da "fila de edição" do Guia Overmundo. Chamam-se, respectivamente, "Steak Rio - Cremes quentes e cervejas geladas" e "Pilotis dos blocos do Plano Piloto de Brasília". Espero que gostem.

Abraços do Duende Overmano quase tardio (pois antes fazer as coisas tarde do que nunca fazê-las)


P.S. Por sinal, vocês sabem o que é o Overmundo?

P.P.S. O (over)mano e copoanheiro Bica também está por lá.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

O ZéMura me deu um toque legal... o mesmo toque, pela terceira vez!
"Já está na hora você de parar de enrolar, Daniel, e começar a colaborar com o Overmundo."
Ele tinha razão... em todas as 3 vezes.
Vamos ver o que eu consigo fazer...

Eu adoro adoro adoro viajar de avião...
Mas de Fokker 100 eu não viajo mais não.
(Eles estão caindo aos pedaços)

Por quê é que ainda há Fokker 100 voando no Brasil?
Eu não sei. Você sabe?


p.s. A Fokker, empresa que -- como você deve imaginar -- fabricava os Fokker 100, faliu em 1996. De onde vem as peças novas para os velhos aviões que estão voando? Do ferro velho, ou do fusca do comandante?

sad stone 2

Tristeza sobre Pedra,
uma de minhas fotos prediletas da semana.
Foi tirada em uma pracinha encravada na 309 norte,
onde me sentei para ler um pouco, tirar o esmalte
de minhas unhas e tirar algumas fotos.

Existe tanta beleza neste mundo para quem está
com os olhos abertos para a beleza!

E as maiores belezas estão nos detalhes,
escondidas pelas cores fortes do absurdo
do dia a dia e pelas cores cinzentas do
tédio existencial cotidiano.

Você ainda se impressiona com as pequenas coisas?
Eu estou reaprendendo.
A vida vale a pena quando você tem olhos para a beleza dela...

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

duende + tomie ohtake

A vida é cheia de curvas e reviravoltas...
É necessário saber dançar entre elas.


(foto na exposição de Tomie Ohtake no CCBB)

"Entender é sempre limitado.
(...) O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
(...)Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo..."

(Clarice Lispector)

Citação da Clarinha,
que tem o costume de chegar de mansinho e dizer algo simples e genial.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Somos universos.
Somos feitos e preenchidos por tantas vontades, desejos, sonhos, esperanças, medos, necessidades, idéias, sentimentos e... coisas... que leva-se muito tempo para realmente nos enxergarmos e entendermos. Mais complicado ainda, então, é conseguir realmente enxergar, entender e conhecer outras pessoas. o que temos na maior parte do tempo são vislumbres, olhares, momentos...
Por vezes confundimos as partes com o todo, e não conseguimos enxergar a enormidade e a complexidade daquilo que chamamos de pessoa. De qualquer forma "conhecer" é um exercício de juntar pedaços e momentos, articulá-los, e encontrar uma visão orgânica e total daquilo que se busca conhecer.

Se é difícil que consigamos conhecer a nós mesmos, mais complicado ainda é conhecer os outros. Mas não há outra forma de conseguirmos enxergar os outros senão através de uma visão clara de nós mesmos...

É necessária uma grande quantidade de silêncio e reflexão para se conhecer a si mesmo. Mais do que isso, é necessária também a experiência de viver e a atenção constante aos próprio atos. Em parte a gente se entende quando pensa, mas na maior parte a gente se conhece quando age. E é das nossas ações, mais até do que dos pensamentos, que a gente vai descobrindo quem é.

Mas a vida é assim mesmo. Com humildade, calma e paciência -- e muita vontade de conhecer -- a gente vai conhecendo a sí mesmo, ao mundo e às pessoas. Não há pressa, pois não pode ser feito de um dia para o outro. O que importa é que a cada dia a gente conheça mais, e saiba viver melhor (e possa ajudar as outras pessoas a se conhecerem e conhecerem umas às outras também, e viverem melhor). Por hora estou encantado com a idéia de conhecer a mim mesmo. O oráculo de Delfos e as fadas da floresta escura mandam lembranças...

E você, conhece a si mesmo?

terça-feira, 1 de agosto de 2006

cutout_pilotis

Pilotis...
Eu também sou um bicho de pilotis...
Pilotis fazem parte da minha vida...
Fui muito feliz entre pilotis...

Obrigado tios Oscar e LeCocô... pelos pilotis!

Eu amo essa cidade! :D

Um filme/documentário sobre um cozinheiro cheio de personalidade?
Isso me lembra um escocês brasileiro com cara de negociante turco de fumos chamado Mário...

Conhecem o Mário? :D


nonsense p.s.: a cerveja pode substituir o café da manhã, mas nem um bom whiskey substitui 9 horas de sono saudável e sonhos bonitos...

domingo, 30 de julho de 2006

E o meu gmail, para variar, entrou em greve desde a manhã de hoje.
Estou começando a desconfiar que ele faz operação tartaruga aos domingos...

Não sei quanto a vocês, mas eu acho que
esta manhã de domingo está perfeita
para se comer uma pamonha bem quentinha!

Viva os prazeres simples da vida! :D




espero que o Pão de Açúcar tenha pamonhas agora...

Um Casamento à Indiana é um filme muito honesto. Consegue divertir sem perder sensibilidade e tocar o coração sem perder a sutileza. É um filme que não tenta se explicar enquanto se desenrola, apenas conta sua história muito humana no limite da simplicidade e exuberância indianas. É este, inclusive, um dos pontos mais especiais do filme: trata-se de um filme profundamente indiano, mas que ao mesmo tempo pega a veia de questões humanas universais. Em meio à complexidade da ritualística dos preparativos de um matrimônio surgem, com uma sutileza tocante, questões como a infidelidade e o conflito entre paixão e um casamento arranjado, segredos familiares, diferenças culturais, e o conflito e casamento entre a tradição e a modernidade na Índia moderna.

A história do casamento da filha única de um casal punjabi de classe média alta serve de fio para uma meada macia e rica de conflitos e encontros entre pessoas profundamente humanas e reais, trazendo mais de uma lição de vida discretamente entretecida em meio a sua trama aparentemente sem grandes pretensões. Mas, como já disse, é um filme que não se explica. Muitos detalhes e nuances podem escapar àqueles que não tem algum conhecimento prévio da cultura e sociedade indianas, mas o essencial do filme não depende de conhecimento algum. Basta que se seja humano e se deixe tocar, e que se enxergue o quanto de sua própria vida e da vida daqueles que se conhece está retratado alí, nos eventos que cercam o casamento de uma jovem indiana. É um filme sobre amor e família, em suas formas mais profundas. Recomendo!

sexta-feira, 28 de julho de 2006

O velho espírito verde disse:
"Toda busca de poder é uma distorção. Todo poder acumulado só pode ser usado para destruir o equilíbrio. Todo aquele que busca o poder sobre os outros sem ter completo poder sobre si mesmo deve ser destruído. O único poder que nos é de direito, e que é um direito que raramente reivindicamos completamente, é o poder sobre nós mesmos. O poder sobre o outro é uma aberração..."

Eu estava com saudades dele.
Ele é parte do que eu sou e eu sou parte do que ele é.

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Então o dia 25 de julho foi o Dia Fora do Tempo?

Isso faz muito sentido... :)

"Hey Duende! Você vive em um mundo paralelo..."

É... são coisas que você tem que ouvir quando vive, de fato, com um pé neste mundo e outro no seu mundo interior. Eu ando mesmo mais avoado do que o normal. Mas há tanta coisa dentro de mim para ver, entender e conhecer que, neste momento -- eu confesso -- o mundo exterior não anda me interessando mesmo muito...

Ando gostando da minha vida pequenininha, e de minhas pequenas alegrias de duende em corpo de gente.

Se for importante, não custa nada me cutucar e falar.
Temos que aprender a viver com nossos poetas imaginantes avoados... :)

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Se eu não conseguir colocar meu sono em dia, vai ficar difícil trabalhar (ou fazer QUALQUER coisa minimamente inteligente)...

Minha cachola está dando uns bugs muito engraçados. Ainda agora desaprendí a ler (até a expressão fica esquisita, né?) e levei alguns bons 20 minutos tentando decifrar um texto simples de 6 linhas.


Vai dormir, Duende!

Enquanto eu procurava a foto para o post anterior, encontrei a página do Mark Wilkinson (o cara que fez as capas de todos os albuns do Marillion na era do Fish). Eu adoro aquelas capas. Fiquei vários minutos saboreando minha descoberta, mas a premência das coisas que tenho a fazer aqui no Minc agora não me permitiu prolongar demais o meu deleite.

De qualquer forma fica aqui o link, para que eu volte lá mais tarde
(e para que vocês possam desfrutar também de suas lembranças doces com esta banda, ou viajar pelas minhas lembranças...)



The Masque - Mark Wilkinsons artworks.

"...Eu acho uma canção, um poema, um solo de violão, um toque de tambor, um
canto, um solo de sax, uma entoação mântrica, uma meditação...todas essas
coisas...bem mais importantes que um presidente, um governador, um
prefeito...qualquer merda dessas. Hoje, sei disso, profundamente. O amor
puro de uma criança, qualquer criança, é muito mais importante que George
Bush, Fidel, Lula, sei lá quem mais. O raio de sol sobre a roseira, sobre o
verde da pradaria, da campina, um pingo de chuva, um bolo de fubá...são
coisas bem mais interessantes e supremamente importantes que um deputado,
por mais bem intencionado seja este deputado..."

(um trecho de um texto de Teteco, amigo do copoanheiro alfarrabista Bicarato, crosspostado para o AINN)

E o Bica, assim como o Teteco, tem toda a razão
quando diz que isso poderia ter sido escrito por um de nós também...

É nisso que eu também acredito.
Tenho nojo do joguete muscárico dos políticos
sobre a grande merda pública que é o poder.

Mais me interessam as pessoas com que me relaciono
e a poesia, e entender esta bagunça toda que virou o mundo,
com suas moscas e mostros tão alheios às roseiras e aos bolos de fubá...

...e às crianças de todas as idades.




Temos que cuidar de nossas crianças.
É a elas que pertence o nosso reino sensível, celeste ou não.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Diziam meus professores nos idos tempos de curso de Psicologia na UnB que as mulheres tem mais sensibilidade às texturas e cores e os homens tem mais sensibilidade às formas e dimensões.

Porquê é então que tem tantos homens elogiando as cores das fotos mal enquadradas e fora de foco que eu tiro? :D

Funes, o Memorioso, de Borges também não consegue pensar.
Por outro lado Borges pensou e faz pensar um bocado...

"Havia aprendido sem esforço o inglês, o francês, o português, o latim. Suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No mundo abarrotado de Funes não havia senão detalhes, quase imediatos."
(trecho de Funes, o Memorioso; conto de Jorge Luís Borges)


Pense nisso.

"The real problem is not whether machines think but whether men do."
-- Burrhus Fredric Skinner, american behavioural psychologist and very bland guy.

"Frankly, the REAL problem is not whether machines can think, or if men would do that. The real problem is whether Burrhus Friedrich Skinner thinks."
-- some guy.

I don't think so... :)


Skinner é um cara muito estranho.
Quando seus pombos de estimação ficaram supersticiosos,
ele acreditou ter descoberto que todo mundo é um pombo.

Estou com uma música do Rolling Stones na cabeça a qual só sei cantar em nananãs...
É uma aflição inútil, pois ninguém consegue identificar meus desafiados nanananãs, e eu não sei uma palavra sequer da letra da música para conseguir procurá-la no google.

Se algum telepata que conheça Rolling Stones puder me ajudar, eu apreciaria enormemente o agrado... :)


UPDATE:

ACHEI!!!


(Rolling Stones - Paint it Black)


p.s. mas valeu pela ajuda, dotô Tobaruela :)

p.p.s. eu achei até um anime music video de Paint it Black feito com imagens de Cowboy Beebop (ficou bem legalzinho).

terça-feira, 18 de julho de 2006

Ora, francamente...

Eu não posso me distrair por uns dias que este Povo de Israel já arranja outra guerra? Quem eles acham que são? Os Estados Unidos da América?

Mas será o Benedito!?


p.s. Não. o Benedito é da outra galera de malucos...

amendoim1

a vida é doce.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

São quase cinco, e meu rádio mental toca antes das seis.
Confio na vida mais do que antes. Eu aprendí.
Ela me mostrou sem palavras
o que todas aquelas palavras queriam dizer...

São quase cinco.
Meu rádio mental toca antes das seis.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

sombras

Não é fácil ser eu, mas eu gosto.
Vou gostar mais no dia em que parar de brigar
com a minha própria sombra.

Se a vida não é lógica
e não caminha em linha reta,
porquê diabos eu tento fazer isso?

Eu sou muitas coisas.
Entre elas, aquilo que você vê.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Metade
de Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe
seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada,
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimento.

Porque metade de mim é o que eu ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto
o doce sorriso que eu me lembro
de ter dado na infância.

Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais
do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.

Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é a plateia
e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.



quarta-feira, 12 de julho de 2006

depois do "sapo morto que encanta"...

Homem-sapo poliglota encontrado na África

Um fato ocorrido nesta manhã chocou biológos do mundo inteiro
e promete mobilizar boa parte da comunidade científica. Um homem-sapo
de aproximadamente 50 centímetros de altura foi capturado pela
tribo dos Comianoos nas proximidades da vila de Tchakaboon na
Namíbia, enquanto, segundo os habitantes locais, "contava histórias
de ninar em francês" para um grupo de crianças da vila. Ao ser laçado
pelos moradores, a estranha criatura entoou a canção "Born in the USA"
de Bruce Springsteen e fez gestos obscenos.

Exames preliminares não foram conclusivos, mas o "achado" recusou-se
a comentar suas origens e pediu um advogado, derretendo em lágrimas.

Fonte: Reuters(!?).

(veja a notícia no AINN, com as "fotos")

Ei... não olhem pra mim. O hoax-notícia é do sapão-Padua. :)


Estaremos vivendo sob o signo dos sapos?

terça-feira, 4 de julho de 2006

Minha inspiração de hoje para escrever minha crônica de Changeling...
(partilhar o que te toca é um ato de generosidade)


Return to Innocence (letra)



Out from the Deep (letra)



The Gravity of Love (letra)



Beyond the Invisible (letra)


Ouví todas essas mais de uma vez hoje...
Elas falam comigo de um jeito que eu gosto.
(toda a arte de um artista é indivisível de sua experiência de viver)

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Existem alguns momentos da vida em que a melhor coisa que há a fazer
é saber que você não sabe nada, e não ficar achando que sabe o que fazer...

Só sei que nada sei.
Así pasan los dias...



Nestes dias escuros, os Gryphon são muito sensíveis à banalidade...

sábado, 1 de julho de 2006

árvore e banco

Lugar de inspiração...

Quando a vida de funcionário do governo ameaça massacrar (ou entediar irreversívelmente) minha alma de duende, eu fujo para debaixo desta árvore coraçãozuda e vou conversar comigo mesmo e com as formigas. Elas gostam de trabalhar mais do que eu, mas me deixam ficar lá fumando meus cigarros e conversando com meus personagens...

É. Eu gosto daquele lugar. :)

O mundo tem outras cores quando se dorme direito... :)

Vamos ver se agora eu aprendo isso.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Quando é que eu vou aprender a dormir direito?

Ohh dúvida cruel!
Compro ou não ações do Banco do Brasil?

Esta vida de pobre magnata é tão complicada! :)


Já sei!
Esqueça as ações, Duende, e vá ler um livro.
Eu não nascí mesmo para ganhar dinheiro...

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Seu gato parece com o Hitler?



Coitado. ;)

Em tempo... eu estou ciente dos problemas e defeitinhos deste novo template. Mas, sabe como é né? Quando eu usava um template que EU havia feito, eu sabia consertar. Agora, com este template chique feito pelo DPadua, eu fico refém da boa vontade dele para mexer em quase tudo.

E como muita gente sabe... Depender do DPadua = esperar... esperar... esperar... :D
Eventualmente aquele quadrado maluco que pisca em cima dos links vai ser consertado, assim como os outros glitches. Tá dando para ver o blog no Firefox, não está? Então tá bom.

Vou me preocupar em escrever, que é o que eu sei fazer.

Conversando com o Metal(dot) e com o Eric (o poeta da ponte aérea) em meio a uns pratos de comida cantonesa, me toquei de que faz tempo que eu parei de publicar minhas poesias. Achava que estava poupando as pessoas de uma fase poética que eu considero menor, mas depois das broncas que recebí, mudei de idéia.

Já que é o que querem, vou voltar a publicar.
Estou pensando aqui... para que grupos/espaços vou disparar minhas poesias novas e antigas? Acho que vou fazer uns super-cross-posts diários para alguns grupos (imaginários, confraria dos poetas, etc...), e postá-las também aqui. É uma boa coisa também para este momento de recuperação de fôlego do Alriada Express.

É. Mãos à obra, Duende...

Ficar gripado nos coloca realmente em contato com a nossa realidade orgânica. É molhado, cheio de pequenas dores, pequenas sensações... ora frio ora quente, cheio de nuances. Não, eu não gosto de ficar gripado. Mas já que estou, é interessante entrar em contato com as sensações que a gripe traz.

Ok, é nojento e desagradável ficar encatarrado. Mas em vez de apenas falar "yuck" ou "que merda, estou gripado", vocês já tentaram apenas entrar em contato com a sensação de estar gripado?

Existem muitas formas de se fazer as coisas. Qual delas te faz mais feliz?
É uma pergunta que tenho me feito ultimamente.

Eu e minha gripe vamos nos entendendo bem...

Atchim pra vcs. :D

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Communism and socialism, programs for intellectual control over society ... fascism, a program for the social control of intellect.
-- Pirsig, Robert M., Lila. An inquiry into morals. New York (Bantam Books) 1991, 274

Sanity is not truth. Sanity is conformity to what is socially expected. Truth is sometimes in conformity, sometimes not.
-- Pirsig, Robert M., Lila. An inquiry into morals. New York (Bantam Books) 1991, 335


É por essas e por outras que eu gosto tanto do Robert Pirsig.
Quem não leu Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas não sabe o que está perdendo. Eu estou lendo Lila (o segundo livro dele), e sinto que eu deveria ler o ZAMM de novo...

p.s. tem um cara aqui que tenta explicar, com algum sucesso, a Metafísica da Qualidade de Pirsig. Se estiver curioso a respeito, leia. Eu recomendo a leitura dos livros. É uma forma de alta qualidade de se explicar sua metafísica.


UPDATE:
A Wikipedia deu a dica, e eu achei a versão completa online do Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas. Agora você não precisa mais comprar o livro para lê-lo. Se eu encontrar o Lila, prometo que conto para vocês...

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Pérolas Espirituais...

em um chat:

(17:46:34) Duende: acho que já vou nessa, fiote.
(17:46:45) Duende: vou pra casa refletir um pouco e meditar sobre o rio e a montanha.
(17:46:50) dpadua@xemele.cultura.gov.br: automaticamente
(17:46:54) dpadua@xemele.cultura.gov.br: bom surfe
(17:47:32) Duende: lições de "corredeirismo" :D
(17:47:51) dpadua@xemele.cultura.gov.br: hehehe
(17:48:01) dpadua@xemele.cultura.gov.br: depois, the beer is on the table
(17:49:44) Duende: ó ié.
(17:49:56) Duende: vou rodar um "defrag" na minha alma e volto em breve :D
(17:50:10) dpadua@xemele.cultura.gov.br: hehehe ducarai!


e em um email:

o banheiro é o lugar mais meditativo de qualquer ambiente.
é um dos poucos lugares em que ficamos parados, sozinhos e geralmente em silêncio.

antes, toda casa tinha um templo.
agora, toda casa tem um banheiro.
isso não é por acaso...

A espiritualidade ciborgue e contemporânea existe.
Basta ter olhos para ver o agora. :)

quarta-feira, 21 de junho de 2006

purple flowers
(foto por daniel duende, o clurichaun)

as flores de hoje.

"A beleza é fugaz.
Há de se viver o momento.
A beleza é, como tudo mais,
muito fugaz..."

terça-feira, 20 de junho de 2006

Metaldot: o blog do Metal, ponto.



Estou atrasado pra falar do blog técnico novo do Metal, mas antes tarde do que nunca...

Depois de muito ouvir encheção de saco, o Metal finalmente resolveu fazer um blog técnico. Já não era sem tempo, né? Se quer saber como é, então vai lá, porque eu não vou ficar aqui resenhando blog técnico dos outros, fi.

Wesnoth é bom. Wesnoth é da gente.



A versão 1.2 já está quase saindo.
Por hora eu me divirto com a 1.1.2
que já é bem legal (e está confortavelmente
empacotada nos repositórios Debian).

www.wesnoth.org

segunda-feira, 19 de junho de 2006

shiva ilumindado

shiva iluminado

Eu adoro esta foto!
É uma daquelas que "acontecem", sem que você as planeje.

É em momentos como este que a divindade mostra a cara e diz "Olá"

Agora eu entendí.

As malfadadas chuteiras que causaram bolhas no pé do igualmente bolha Ronaldo (aquele lutador de sumô da liga fraldinha que ocupa a camisa 9 de nossa seleção de futebol) foram uma estratégia da Nike (just do it. just do shit.) para tentar encobrir o fato de que seu enorme garoto propaganda não joga mas porra nenhuma.

Na próxima copa eles deveriam usá-lo como garoto propaganda para vender bolas. Seria um mote matador, ter o Ronaldo entrando (rolando, claro) em campo, parando no meio do campo e falando: "eu que já joguei tanta bola, e agora que me tornei redondo e levo chute de todo mundo, eu posso dizer que realmente entendo de bola. É por isso que eu sei que as bolas Nike são as melhores. As bolas do meu patrocinador são bonitas e resistentes de um jeito que nem eu sou. Compre bolas Nike! Just do iiiiiiiit"...

Ok. Ninguém riu. Mas você não riu porquê você não ficou com a imagem mental de uma bola com a cara do Ronaldo. Quem não chutaria? :)

retrato de cici

Eu realmente gostei desta foto.
Esta é a Cici que eu vejo.

É para isso que a gente aprende a fotografar, não é?
Para mostrar aos outros como é que você vê o mundo.
É um tesão quando a gente consegue... :)


Love, Pictures and Understanding to all those who are not blind at heart.

Desconstruindo um Blog.

Quando eu comecei com o Alriada Express, lá em uma noite entediada e cheia de Coca-Cola em abril de 2002 (eu ia linkar aqui para meu primeiro post, mas ele é muito idiota. Leia-o por sua própria conta e risco), eu não fazia menor idéia do que queria com ele. Acho que o montei porquê a Tatá e as amigas dela pareciam se divertir um bocado fazendo comentáriozinhos smart-pants a respeito de seus cotidianos. Realmente, foi muito divertido fazer isso... por um tempo.

Depois eu descobrí que um blog é uma boa ferramenta para muitas coisas, inclusive publicar links interessantes (em tempos pré-del.icio.us) e mostrar ao mundo como você é interessante. Fiz um bocado destas coisas também, e foi interessante fazê-las. E então chegou o tempo de blog-desabafo, nos idos dias turbulentos no final de 2002. Funcionou bem também, e curiosamente também funcionou um bocado para que um bocado de gente me achasse ainda mais interessante. Pronto, estava configurada a relação "blogueiro-caçador + blog-vitrine". Depois disso, tirando alguns dias muito inspirados, o Alriada nunca mais foi o mesmo.

Havia um tempo em que eu escrevia para mim. Depois eu comecei a escrever para um seleto público de pessoas que me achavam interessante. Veio então, depois, um tempo em que eu comecei a escrever para um público um pouco maior, que se interessava em coisas interessantes (mas, em minha opinião, saturantes) como a blogosfera e as dinâmicas e causos do mundo digital. Depois disso eu tentei fazer de tudo um pouco: blog de informação interessante ou não, pseudo ativismo e ciber-ativismo, desabafos tímidos (afinal eu tinha leitores demais), mais desabafos um pouco menos tímidos sobre o mundo e as frustrações que ele causa (alguns posts dos quais me arrependo, por ter falado tanta besteira. Mas, somos ridículos, não é?), publiquei alguns de meus escritos (alguns dos quais me orgulho, outros nem tanto) e por fim... um monte de posts sobre rigorosamente nada.

É isso. A impressão que tenho é que de uns tempos para cá o Alriada Express pode até ser interessante, mas que boa parte do que escrevo são elaborações bem ou mal feitas sobre o NADA. Não é que eu não tenha o que dizer, mas o blog se engessou. Não parece mais ser realmente meu. Mesmo sabendo que tenho cada dia menos leitores (pois escrevo cada dia menos coisas que interessem a alguém, até mesmo a mim), eu continuo me sentindo pouco à vontade com o Alriada. Por quê. então, mantê-lo?

Pensei longamente a respeito desta pergunta, e por um segundo namorei a idéia de simplesmente deletar o Alriada (com toda a sua história, e seus alguns posts interessantes, e seu template bonito da grife DPádua Blogwear e o escambau). Desistí. O que fazer dele então? Deixar ele flutuando no espaço? Continuar escrevendo sobre o nada? Chamar os caça-fantasmas?

Por fim a resposta me pareceu óbvia...

Comece de novo, Duende.


Pronto, a partir de hoje declaro que o Alriada Express volta a ser o que sempre deveria ter sido (e o que sempre declarei que ele era, mesmo quando não era): Um blogzinho de comentários smart-pants a respeito do meu dia a dia, talvez com algumas notícias interessantes ou não, de vez em quando com um ou outro fragmento de escritos meus, por vezes com algum comentário sobre a blogosfera quando isso me interessar... e com a dose de nada que me ocorrer falar. Quem gosta, gosta, quem não gosta... que não goste. :)

Não muda nada? Talvez não. Mas todo mundo tem que se ajeitar na cadeira de vez em quando, mesmo que vá permanecer sentado na mesma posição.


Espreguiça Alriada!
Estamos de volta ao negócio. :)


Love, Blogging and Understanding the weird ways of being a blogger...

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Idiotice do dia:

Sentado na frente do computador do trabalho, cansado demais pra fazer qualquer coisa, eu resolvo colocar o fone de ouvido do celular e ouvir algumas músicas para relaxar. Quando começo a ouvir animadamente Chainsaw (do Deathray Davies, que por sinal virou o meu toque de celular por ter o crescendo perfeito). De repente me toco que as poucas pessoas que ainda restavam em meu setor às 19:30 de uma quarta-feira véspera de feriado começam a se levantar e olhar na minha direção. Levei alguns segundos para entender por que é que estavam olhando para mim...

Se você pensou que eu estava cantando (uma música que ninguém mais estava ouvindo) e balançando a cabeça (possívelmente de modo bem frenético e abandonado, nem sei mais...) enquanto escrevia, acertou.
Não é por nada que tem gente aqui que acha que sou maluco. :)

Mirrormask (aqui e aqui também), o filme de Neil Gaiman e Dave McKean (o cara que fazia as capas de Sandman) mexeu comigo também...

A busca de Helena por sua mãe (e pela "salvação" da mesma) dentro (e fora) de seu "dreamscape" falou diretamente comigo. O filme tem uma das mais belas representações cinematográficas do universo onírico que já ví. Não é surpresa. Gaiman e McKean realmente entendem do universo semi-inconsciente do Sonhar.





É um filme para quem sabe como são os sonhos. Muita gente não o entendeu.

Pior para eles...

Brinquedo novo...

Enfim, chegou o meu tão esperado celular novo. Foi uma looonga espera até que o pessoal da TIM resolvesse entregar o celular. Enfim, entregaram na segunda feira. Ainda estou começando a minha complicada relação com a câmera dele, mas já deu para ter alguns resultados razoáveis...

marlboro

clurichaun de óculos olhando para o sol

Como vocês talvez tenham percebido, eu criei uma conta nova de flickr para postar as fotos do celular.

Adicionem-me. Esta conta vai ser bem mais frequentemente atualizada do que a outra era.
O flickr antigo já tem 200 fotos e eu não quero perder nada.

Por hora, é isso...

"Mas e o flamengo, hein?"

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Piada perdida:

Eu esquecí de cumprimentar as vans do transporte alternativo anteontem. Era o dia da besta, não era?

Ao menos eu cumprimentei todas as pessoas que são bestas, que nem eu. :)

quarta-feira, 7 de junho de 2006

"Without limiting the foregoing, under no circumstances shall Google or its licensors be held liable for any delay or failure in performance resulting directly or indirectly from acts of nature, forces, or causes beyond its reasonable control, including, without limitation, Internet failures, computer equipment failures, telecommunication equipment failures, other equipment failures, electrical power failures, strikes, labor disputes, riots, insurrections, civil disturbances, shortages of labor or materials, fires, floods, storms, explosions, acts of God, war, governmental actions, orders of domestic or foreign courts or tribunals, non-performance of third parties, or loss of or fluctuations in heat, light, or air conditioning."

Retirado dos termos de licença do Google, embutidos no serviço de email @CulturaLivre.

Não é uma coisinha fofa? "Atos de Deus"? ;)

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Embaixada da Irlanda - Brasília - DF
SHIS QL Conjunto 05, Casa 09; Lago Sul
CEP 71630-255 - Brasília - DF

tel. (0xx61) 248-8800
fax (0xx61) 248-8816
e-mail: irishembassybrasilia@eircom.net

Engraçado.
Eu nunca havia pensado em procurar a embaixada da terra verde.

Agora vou arranjar um dia para aparecer por lá e ver como é.

Dizem que amanhã é o Dia da Besta.

Pena que não é feriado.

Estes católicos são mesmo estranhos. Ficam com medo do fim do mundo, e nem sequer fazem um feriado no dia para que nós, pagãos, possamos rir da cara deles bebendo uma cerveja honesta...


Em tempo, mas nada a ver:
Espero que o livro do Crow Quintino preste...

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Libere o Buda em você...

frase do dia dos guapos cavaleiros da cultura livre...


p.s. estou sem saco de explicar a origem da frase. medite sobre a frase, como se fosse um koan, e encontre sua própria iluminação.

Já que o Krisnatágoras falou do assunto...

A Declaration of the Independence of Cyberspace

by John Perry Barlow

Governments of the Industrial World, you weary giants of flesh and steel, I come from Cyberspace, the new home of Mind. On behalf of the future, I ask you of the past to leave us alone. You are not welcome among us. You have no sovereignty where we gather.

We have no elected government, nor are we likely to have one, so I address you with no greater authority than that with which liberty itself always speaks. I declare the global social space we are building to be naturally independent of the tyrannies you seek to impose on us. You have no moral right to rule us nor do you possess any methods of enforcement we have true reason to fear.

Governments derive their just powers from the consent of the governed. You have neither solicited nor received ours. We did not invite you. You do not know us, nor do you know our world. Cyberspace does not lie within your borders. Do not think that you can build it, as though it were a public construction project. You cannot. It is an act of nature and it grows itself through our collective actions.

You have not engaged in our great and gathering conversation, nor did you create the wealth of our marketplaces. You do not know our culture, our ethics, or the unwritten codes that already provide our society more order than could be obtained by any of your impositions.

You claim there are problems among us that you need to solve. You use this claim as an excuse to invade our precincts. Many of these problems don't exist. Where there are real conflicts, where there are wrongs, we will identify them and address them by our means. We are forming our own Social Contract . This governance will arise according to the conditions of our world, not yours. Our world is different.

Cyberspace consists of transactions, relationships, and thought itself, arrayed like a standing wave in the web of our communications. Ours is a world that is both everywhere and nowhere, but it is not where bodies live.

We are creating a world that all may enter without privilege or prejudice accorded by race, economic power, military force, or station of birth.

We are creating a world where anyone, anywhere may express his or her beliefs, no matter how singular, without fear of being coerced into silence or conformity.

Your legal concepts of property, expression, identity, movement, and context do not apply to us. They are all based on matter, and there is no matter here.

Our identities have no bodies, so, unlike you, we cannot obtain order by physical coercion. We believe that from ethics, enlightened self-interest, and the commonweal, our governance will emerge . Our identities may be distributed across many of your jurisdictions. The only law that all our constituent cultures would generally recognize is the Golden Rule. We hope we will be able to build our particular solutions on that basis. But we cannot accept the solutions you are attempting to impose.

In the United States, you have today created a law, the Telecommunications Reform Act, which repudiates your own Constitution and insults the dreams of Jefferson, Washington, Mill, Madison, DeToqueville, and Brandeis. These dreams must now be born anew in us.

You are terrified of your own children, since they are natives in a world where you will always be immigrants. Because you fear them, you entrust your bureaucracies with the parental responsibilities you are too cowardly to confront yourselves. In our world, all the sentiments and expressions of humanity, from the debasing to the angelic, are parts of a seamless whole, the global conversation of bits. We cannot separate the air that chokes from the air upon which wings beat.

In China, Germany, France, Russia, Singapore, Italy and the United States, you are trying to ward off the virus of liberty by erecting guard posts at the frontiers of Cyberspace. These may keep out the contagion for a small time, but they will not work in a world that will soon be blanketed in bit-bearing media.

Your increasingly obsolete information industries would perpetuate themselves by proposing laws, in America and elsewhere, that claim to own speech itself throughout the world. These laws would declare ideas to be another industrial product, no more noble than pig iron. In our world, whatever the human mind may create can be reproduced and distributed infinitely at no cost. The global conveyance of thought no longer requires your factories to accomplish.

These increasingly hostile and colonial measures place us in the same position as those previous lovers of freedom and self-determination who had to reject the authorities of distant, uninformed powers. We must declare our virtual selves immune to your sovereignty, even as we continue to consent to your rule over our bodies. We will spread ourselves across the Planet so that no one can arrest our thoughts.

We will create a civilization of the Mind in Cyberspace. May it be more humane and fair than the world your governments have made before.

Davos, Switzerland

February 8, 1996

Eu confesso que matei um monte de posts agora. Eu não gostava deles. Não estavam bem escritos e, olhando para eles agora, pareciam um monte de merda. Matei sim, confesso. Os posts são meus, eu os mato quando quiser.

Chamem, se quiserem, de depressão pós-post.


p.s. a única coisa dita nos posts que merece ser repetida é que foi uma grande decepção descobrir que as orelhas de Daniel Dantas não são tão grandes quanto eu pensava.