Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
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quinta-feira, 10 de maio de 2007

A publicidade e a realidade nos fast-foods

Este site norte-americano está realizando um projeto interessante: comparar as fotografias publicitárias dos alimentos servidos por várias cadeias de fast-food norte-americanas com o alimento(!?) efetivamente servido por elas. Quem já comeu um Big Mac no McDonald's ou um Whopper no Burguer King sabe da pequena diferença observável entre a fotografia bonita em cima do balcão e a realidade em cima da bandeja.

Vamos a algumas fotos:


























Para ver o resto das fotos, ou estas mesmas em seu tamanho original (segundo o editor, o site está sempre sendo atualizado), clique aqui para visitar o site.

Para ser sincero, mesmo estas coisas amassadas e disformes me deram fome.
Deve ser porque já é hora do jantar, ou eu não sou mesmo muito exigente com a aparência da minha comida.

A dica foi da Lu, do blogue Dia de Folga.


MEMEZANDO:
Que tal fazermos o mesmo aqui no Brasil? Fotografar a foto publicitária de alguns de nossos fast-foods (ou mesmo as fotos dos pratos nos cardápios de restaurantes) e, depois, fotografar o prato servido? É um meme moderadamente trabalhoso, mas vale a pena. Quem se anima?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Pedófilos de pixels?

Estão dizendo por aí que já há avatares de pedófilos atacando avatares de criancinhas no Second Life. Há quem diga que isso é crime. Descartando a histeria coletiva que a palavra "pedofilia" causa nas pessoas em geral, fica a pergunta: aliciar, constranger sexualmente ou "machucar" o avatar alheio é crime? (e então o prazer que eu tinha em trucidar a tiros os avatares dos jogadores do time adversário no Counter Strike faz de mim um assassino frio e psicótico?)

Vamos com calma. A pergunta não é simples. O intento de se aproveitar da inocência, e do corpo, de uma criança, mesmo que sua realização seja apenas virtual ou no campo das idéias, já é algo bem delicado. Mas arrogar a um intento, realizado virtualente, a dimensão criminal (ou chamar a isso de estupro e/ou pedofilia) me soa mais um daqueles exageros que os jornais adoram cometer para impressionar os leigos. Estupro é pipi na pepeca de quem não quer. Pedofilia é pipi, ou qualquer outra coisa, na pepeca ou no popô de uma criança, e coisa do gênero. O que pode estar acontecendo entre aqueles avatares pode ser uma vontade destas coisas, mas certamente não pode receber o mesmo nome (e muito menos o mesmo tratamento) que seus correlatos reais, nem pela mídia nem pela justiça.

E no fim das contas, o que um homem ou mulher faz para obter seu prazer sem prejudicar física ou psicologicamente ninguém, não é também da conta de mais ninguém. Vamos deixar de ser tão exageradamente moralistas. Deixa isso pro Bentinho XVI e seus "Papabóis" :)

Em tempo... como é que se estupra alguém no Second Life? :)

domingo, 18 de março de 2007

A "Contagem de Corpos" carioca. Uma manifestação e um manifesto.

Reproduzindo o início da matéria de Egeu Laus para o Overmundo:

Pessoal,
Estou vindo agora da Praça XV e quero escrever sem pensar muito:

Sei que um post sobre esse assunto não vai fazer muito sucesso aqui (como de resto em qualquer lugar). É compreensível. Qualquer sinal de violência ou atitude violenta perto de mim costumo me afastar rapidamente. Me sinto extremamente incomodado e acho que passar longe da violência preserva minha saúde mental.

Infelizmente não está dando mais pra fazer de conta que não é com a gente. À noite, aqui no quarto, e nas madrugadas, ouço as AR-15 do Morro Dona Marta (também chamado de Santa Marta) que fica aqui pertinho, embora do lado não ocupado. De dia, ouço os porteiros comentando algum tiroteio que alcançou as escadarias que dão acesso as subidas do morro. Mais que isso, amigos dos amigos são atingidos, como o Picucha do AfroSamba ou a Delphine da Terr'Ativa com a qual mantive contato por um bom tempo. Não preciso contar das últimas nos jornais. Todo mundo leu.

Não sei quais as saídas imediatas. Imagino que existam ações a curto, médio e longo prazo. Tento enxergar algum caminho no meu trabalho com a Rede Social da Música. Como a arte e a cultura poderão contribuir para alguma mudança? Divido com vocês minha perplexidade.

Junto-me ao Egeu Laus e ao Tico Santa Cruz nesta perplexidade. O Rio de Janeiro é hoje, e cada vez mais, uma cidade de contrastes aberrantes. Toda a beleza e encanto desta cidade tão viva convive lado a lado, por vezes frente a frente, com a terrível desigualdade e o mortífero conflito social e econômico que já atingiu há muito tempo a dimensão de uma guerra. E é isso mesmo que acontece aqui no Rio de Janeiro -- uma guerra!

Conheço ainda muito pouco do que é esta cidade, mas posso dizer-lhes de minha própria experiência que o tipo de violência urbana que existe no Rio é diferente de tudo aquilo que conheço. Não é uma cidade de reles assaltantes esperando nos becos (não mais do que qualquer outra), nem uma cidade de batedores de carteiras ou crimes leves causados pela cobiça ou pela miséria. É, infelizmente, uma cidade que guarda -- sob os braços abertos da estátua redentora sobre a montanha -- várias cidades que estão em guerra entre si.

Há no Rio a cidadela murada dos ricos com seus carros blindados e seus seguranças particulares, que flana, ignora, atropela tudo mais em sua sanha para fechar os olhos frente ao cenário que os cerca. Há os constabulários dos justiceiros noturnos, policiais e outros 'profissionais de segurança' que saem à noite para combater 'o problema' a seus próprios modos parciais. Há os feudos das encostas dos morros, com seus senhores feudais populares que guerreiam entre si e contra as polícias -- a oficial e a mascarada -- e cooptam seus servis vassalos a participar de suas guerras financiadas pelos ópios populares ora proibidos. Há as fortalezas das milícias que se arvoram na vista grossa da lei para guerrear em seus próprios termos contra os senhores feudais do tráfico. Há os guetos e os moradores dos viadutos pedindo ou tomando o que podem, na tentativa de retomar para si um pouco do que estas sociedades os negaram. E há, no meio destas cidades em guerra, o povo que como eu e você sai na rua em busca da beleza ou a caminho do trabalho mas não sabe ao certo quando vai se ver na linha de tiro dos tantos militantes desta guerra.



E enquanto a situação apenas se agrava, sem uma atitude coerente vinda de NENHUM dos lados, continuamos apenas contando os corpos, varrendo-os para a sarjeta e para debaixo do tapete ao amanhecer, para continuar acreditando que vivemos numa cidade que é simplesmente a "Cidade Maravilhosa".

O Rio é muito mais do que a cidade maravilhosa que os cartões postais vendem. É muito mais também do que uma cidade em guerra. É mais do que um dos maiores centros urbanos e econômicos do sudeste brasileiro, e muito mais do que apenas uma grande cidade. É mais do que o Rio dos poetas ou dos boêmios, e é mais do que uma das grandes capitais do turismo leigo ou sexual do Brasil. É tudo isso e muito mais, e toda esta beleza e diversidade merece ser salva de suas próprias mazelas. Toda a vida que existe aqui merece ser protegida e exaltada, e não destruída pelos muitos lados deste conflito de idéias e armas. Mas o que fazer? O que pode ser feito? Até quando se vai tentar as mesmas velhas soluções militantes ou paliativas? Até quando vamos apenas contar os corpos e enterrá-los, fingindo não fingir que são apenas mais algumas vítimas da guerra que ninguém quer admitir?

Até quando...?


Voltando à matéria do Egeu, segue o manifesto lido por Tico Santa Cruz na referida manifestação:
"Os Deputados, Senadores, Prefeitos, Governadores e Presidentes, desfrutam de muitos privilégios PAGOS com o dinheiro do povo.

E nós contamos os corpos...

Seus filhos estudam em colégios particulares e muitos de seus parentes quando precisam são atendidos erm excelentes hospitais que não pertencem a rede pública. ANDAM EM CARROS BLINDADOS e moram em locais da cidade protegidos por seguranças particulares.

E nós contamos os corpos...

55% dos deputados estaduais residentes nesta Assembléia Legislativa estão respondendo a processos cível, criminal ou eleitoral, enquanto você sequer pode prestar concurso público se estiver envolvido em algum processo judicial.

E nós contamos os corpos...

Os políticos brasileiros são processados por fraudes, corrupção, desvio de verbas ou qualquer crime cometido ao longo de seu mandato TEM DIREITO A JULGAMENTO EM FORO PRIVILEGIADO.

Até o momento nenhum político envolvido nos crimes e nos escândalos de corrupção que acompanhamos pelos jornais e TVs foram parar atrás das grades. Isso chama-se IMPUNIDADE.

E nós contamos os corpos...

Verbas que deveriam ser destinadas a Rede Pública de Ensino, aos Hospitais, a Segurança de nossas Comunidades são desviadas por muitos destes cidadãos que deveriam nos defender e nos representar.

E nós contamos os corpos...

O Supremo Tribunal Federal retomou dia primeiro de março o julgamento de recurso destinado a garantir o foro privilegiado a "agentes políticos" processados por improbidade administrativa, mesmo que já tenham deixado o cargo. Dos 11 ministros do STF seis já votaram a favor dos político e um contra. Restam votar 4 ministros.

A medida, se aprovada, impedirá que ministros de Estado e o presidente da república sejam fiscalizados por procuradores na primeira instância da Justiça, como ocorre hoje. Além de paralisar os processos em andamento a decisão do STF permitirá que administradores já condenados possam pedir a RESTITUIÇÃO de valores que foram obrigados a devolver aos cofres públicos.

Cerca de 10 mil inquéritos e ações judiciais contra autoridades acusadas de corrupção podem ser arquivadas.
Os defensores do foro privilegiado querem que presidentes, ministros, governadores e prefeitos envolvidos em corrupção não sejam mais atingidos pela lei. O Código Penal Brasileiro é de 1940.

E nós contamos os corpos...

Um soldado da polícía militar ganha 800 reais por mês.
Um professor ganha em média 400 reais por mês.
Um médico do SUS ganha em média 1.500 reais.
O Estado gasta em média com nossas crianças 300 reais por mês.
Um preso custa aos cofres públicos em média 800 reais por mês e todos nós sabemos que o Estado não oferece nas penitenciárias NENHUMA CONDIÇÃO DE REABILITAÇÃO dos apenados, cabendo a sociedade arcar com todos estes custos e mais os salários dos nossos políticos que passam de QUINZE MIL REAIS mensais.

E nós contamos os corpos...

O Rio de Janeiro está em guerra enquanto nossos representantes não fazem nada

E nós contamos os corpos...

Fim da impunidade.
Fim da imunidade parlamentar.
Fim do voto secreto no Congresso Nacional.
Queremos segurança, educação e saúde de qualidade pois
pagamos por isso.

SEM JUSTIÇA NÃO HÁ PAZ.

Deputados assumam suas responsabilidades pois elas são do mesmo tamanho de seus privilégios.

Enquanto nós contamos os corpos.

Ass) Voluntários da Pátria"





Se tudo que podemos fazer neste momento é discutir o problema e tentar enxergar novas dimensões dele, buscar novas propostas para sua solução neste momento em que o caminho parece escuro e sem desvios... então é isso que temos que fazer.

Não há dúvida, contudo, que esta não é uma Guerra que vá se vencer com mais e mais armas ou mais e mais violência. Esta é uma guerra que só vai terminar quando atacarmos as raízes de toda esta belicosidade, que vem do ódio de classes e da inviabilidade e do absurdo cotidiano a que são submetidos os moradores de algumas das tantas cidades que fazem parte desta grande e maravilhosa cidade.

Esta é uma guerra que só acaba quando encontramos um meio para que se queira a paz, em todos os lados destas trincheiras. É uma guerra que só acaba quando se aprender a não odiar e a apresentar soluções que agradem suficientemente a todos os lados. É uma guerra que termina com justiça, mas não com a justiça que pune apenas um dos lados que está a combater, visando satisfazer o outro. É uma guerra que termina quando todos tiverem condições de viver, de crescer, de trabalhar, de produzir e de se divertir em paz... como é justo para todos os homens e mulheres de uma sociedade civilizada. Como é justo para todo morador desta Cidade Maravilhosa que aprendi a amar.



Enquanto não chegarmos a este ponto de capacidade de resolver problemas como uma só sociedade, vamos continuar sendo apenas parte de um dos lados da guerra...
e vamos continuar apenas contando os corpos.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Loose Change: Como George W. Bush fingiu um atentado terrorista e matou seu povo em benefício próprio.

Vamos colocar alguns pontos:

* George W. Bush e seu vice-presidente Dick Cheney tinham todos os motivos para querer que um grande atentado terrorista, daqueles que chocam o mundo todo, acontecesse em território norte-americano. Era tudo que eles precisavam para melhorar sua popularidade e ter uma boa desculpa para instalar um governo quase facista nos EUA e posar de guardiães do bem no mundo ocidental.

* Não era possível, tecnicamente falando, derrubar as duas torres do World Trade Center com dois míseros aviões. Não apenas o impacto não as derrubaria (como todos puderam ver que não derrubou), como o incêndio e danos estruturais consequentes não eram suficientes para fazê-las cair daquele modo.

* Um prédio que desaba, o faz aos poucos, de um modo desajeitado e absurdamente perigoso para os prédios da vizinhança. Para que um arranha-céu caia daquele modo reto, rápido e quase de uma forma limpa, seria necessário dinamitá-lo. Com um pouco de atenção aos vídeos e ao relato dos sobreviventes, pode-se ver que aconteceram centenas de explosões ao longo do World Trade Center na hora que antecedeu sua queda. As imagens dos bombeiros mostram o estrago causado pelo que só poderia ser uma bomba no térreo do prédio. Há centenas de outras evidências a este respeito.

* Qualquer um com dois olhos e um pouco de atenção pode notar que nenhum avião atingiu o Pentágono. Nenhum avião poderia cair sem deixar vestígios (tal coisa nunca aconteceu), e o estrago causado ao Pentágono é totalmente incongruente com o estrago causado pelo impacto até mesmo de um avião Cessna, quanto mais de um avião comercial do tamanho proposto. O fato de nenhuma câmera pegou o avião, e que ninguém afirma com certeza tê-lo visto batendo lá, parece ser ignorado convenientemente por todos.

* Nenhum avião caiu ou foi derrubado em nenhum campo norte-americano naquele dia. Ou, se o foi, isso nunca foi mostrado. Policiais que atenderam ao "local da queda" daquele quarto avião disseram que não havia nada lá -- nem destroços, nem corpos. Por sinal, algumas das aeronaves que teriam "sido destruídas" naquele dia ainda constam como aviões existentes e em uso nos EUA.

* Os terroristas acusados da ação não eram capazes de pilotar aviões bem o bastante para manobrá-los da forma que apontam as versões oficiais dos acidentes. Pior que isso, a maioria deles está viva e bem em algum outro lugar do mundo, como afirmam as próprias embaixadas de seus países.

* Não era possível em 2001 se ligar pelo celular de um avião em vôo, e as famílias dos que receberam ligações não reconheceram o jeito de seus "parentes" nas pretensas ligações que informavam o que acontecia naquele vôo.

* Nos dias que se seguiram ao ataque, o vídeo onde, em tese, Osama Bin Laden confessava o ataque, mostrava um homem que não poderia ser o pretenso líder do "Al Qaeda". O próprio Osama lançou naquela época um comunicado dizendo que não tinha nada a ver com os ataques.

* Centenas de pessoas apresentaram, a princípio, relatos e opiniões que apontavam na direção contrária à versão oficial sobre os atentados. No prazo de semanas, todos começaram a concordar a respeito da versão oficial, mesmo tendo afirmado antes que ela era absolutamente ilógica e impossível. Aqueles que mantiveram seus relatos que apontavam em direções diversas da versão oficial foram demitidos de seus cargos ou desapareceram.

* O governo e a mídia tradicional norte americana se recusa a discutir o assunto, ridiculariza quem tenta fazê-lo e, agora, inventou um bode expiatório perfeito (com carícias e remedinhos) para corroborar sua mentira assassina.

* O atual governo norte americano é, a olhos vistos, o maior grupo de terroristas e assassinos da face deste planeta.

Se você discorda destas afirmações, peço que assista a este filme. Seu nome é Loose Change, e foi disponibilizado na página LooseChange911.com desde pouco depois do falso atentado. Nele você encontrará o embasamento para estas e dezenas de outras afirmações que corroboram tudo que estou dizendo. Assistam o filme. Depois a gente conversa.

sábado, 3 de março de 2007

Mais sobre uma guerra perdida...

Este não é mais um post sobre a guerra do Iraque embora, com este título, bem que também poderia ser. Tem a ver, por outro lado, com outra guerra que é (talvez) mais antiga e (novamente talvez) mais estúpida do que a incursão "libertadora" dos EUA nas terras babilônicas (Oh Babilônia!).

Desta vez estou escrevendo para falar de mais uma discussão (até razoavelmente produtiva) sobre a chamada "Guerra às Drogas" que é movida por boa parte do mundo "civilizado" ocidental. A discussão desta vez está rolando lá pelo AINN, com alguns participantes bem razoáveis (como, por exemplo, o MauMau e o Zecaleeyuga, que tem meu respeito embora discordem de mim). Não quero me alongar muito sobre o assunto. Para quem quiser ver meus argumentos, estão todos expostos lá no thread. Basta ir e ler.

Esta é uma guerra perdida, e a questão não é mais se as pessoas tem o direito de usar a substância que bem entenderem (e eu acho que tem) ou se o Estado tem a prerrogativa de opinar na vida pessoal das pessoas naquilo que só diz respeito a elas mesmas (e eu acho que não tem), mas sim se a chamada "guerra ao tráfico" faz algum sentido, ou se o preço que a população brasileira paga por ela em dinheiro de impostos e sobretudo sangue derramando em meio ao tiroteio faz algum sentido. Eu continuo achando que não.