Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
Mostrando postagens com marcador mundo de cabeça para baixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mundo de cabeça para baixo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Contrastes...

Para encerrar o dia...

Descendentes dos canibais de Papua Nova Guiné que comeram quatro missionários cristãos fijianos em 1878 pediram desculpas pelo ato de seus ancestrais a um alto representante do governo de Fiji.

Até onde sei, nenhum representante de Fiji ou descendente do Rev. George Brown pediu desculpas ao povo de Papua Nova Guiné pelo massacre de nativos, com a participação do próprio heróico reverendo, que se seguiu à morte dos missionários.

Prefiro nem comentar nada.

terça-feira, 26 de junho de 2007

o problema dos pitboys é a falta de focinheira.

O que há de errado com aqueles pitboys (sem ofensa aos pitbulls) que espancaram e roubaram a bolsa daquela moça no Rio? Quando foram presos, alegaram que achavam estar espancando uma prostituta. Mas que diferença isso faz!? Que tipo de idiota acha que espancar prostitutas é menos errado do que espancar qualquer outra pessoa? O único tipo de pessoa que parece merecer umas boas porradas são estes cinco pitboys. Mas ao que me parece isso deve acabar acontecendo na cadeia. Os meninos pobres que, por curiosa aberração social, lotam as prisões brasileiras, não devem gostar muito de meninos ricos que batem em "prostitutas". Boa sorte para vocês, cachorrinhos de apartamento. :)

Em tempo, esta é mais uma amostra de que o ser humano vale pelo que tem na cabeça (e, quiçá, no coração), e não pelo que tem no bolso. E por falar em falta de coisa na cabeça, o não-menos-ignorante pai de um dos monstrinhos acabou quase levando uns tiros de uns bandidos que estavam passando por ali e resolveram metralhar a delegacia. Este é um mundo louco, que tem como uma de suas vitrines aquela maravilhosa e absurda cidade chamada Rio de Janeiro.

Se o mundo ficar mais de cabeça para baixo do que isso, o mar do Rio de Janeiro escorre.


P.S. Qualquer semelhança ao caso do índio Galdino não é mera coincidência. Os dois casos são exemplos claros do que há de ruim na classe média urbana brasileira. É natural que gente ignorante (e sem noção) tenha filhos ignorantes, e potencialmente perigosos.