Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
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sábado, 26 de maio de 2007

O dia do descanso do Duende.

Tirei o sábado para descansar e colocar o sono em dia, o que significa não fazer nada de útil além de conversar com amigos e pessoas queridas, beber bastante cerveja, me empanturrar de lula e camarão e, principalmente, dormir cedo sem me preocupar nem um pouco com trabalho ou nada mais.

Só assim poderei estar de volta ao batente amanhã com as baterias recarregadas para colocar tudo em dia. Demorou, mas eu aprendi que quando a gente trabalha E descansa a gente consegue continuar trabalhando por mais tempo sem começar a odiar tudo que está fazendo (nem esquecer a cor do céu, ou de meus próprios olhos).

Até amanhã, pessoal. :)


p.s. o nome do post é uma homenagem ao livro "O Dia do Descanso de Deus", de Adroaldo Bauer, minha nova aquisição (o livro, entenda-se bem), e que não tem rigorosamente nada a ver com este post.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Babawaggababawabababbawaggababah...

Porque este blog anda ficando sério demais...
(porque eu andava ficando sério demais...)

tá vivo!

De vez em quando você sonha que está voando? Eu costumava sonhar com isso, mas há algum tempo que não sonho com quase nada. Mas não vamos falar de mim, por hora. Quando você sonha que está voando, como é que você faz para voar? Tem que fazer alguma força com a barriga, com as costas, ou coisa assim? Seu vôo é algo gracioso, ou é meio desajeitado? Em meus sonhos, apesar de ser um vôo delicioso, tenho a impressão de que eu era um voante tão destro quanto uma barata voadora...

Babawaggababawabababbawaggababah foi, durante anos, uma das expressões mais engraçadas nas quais eu conseguia pensar. Era o grito de guerra de alguma das criaturinhas surreais do jogo ToeJam & Earl, um dos mais surreais jamais feitos para um videogame (e também um dos jogos com a trilha sonora mais legal que eu já vi). Era uma expressão que eu gritava para mim mesmo quando queria descontrair depois de um momento sério demais. Geralmente era acompanhada por uma corrida desenfreada, com os braços levantados e as mãos espalmadas, em nenhuma direção em particular (imitando o monstrinho que inspirou-me a expressão).

Andava sentindo falta de dizer babawaggababawabababbawaggababah. Esta e outras pequenas coisas é que davam o tom da minha suave maluquice que me mantinha são. Não sei por quê diabos invento, por vezes, de ser tão sério. Eu sou o cara que sonha que está voando (e voa que nem um zangão bêbado), e que sai gritando babawaggababawabababbawaggababah por aí, e que anda na ponta dos pés aos saltitos... e que geralmente não estava nem aí para quem achava que nada disso fazia sentido.

12 de março é um bom dia para deixar de ser tão chato comigo mesmo, por nenhum motivo em especial. É parte do meu nonsense, e só tem mesmo que fazer sentido (ou não) para mim mesmo.

Vou alí.
Babawaggababawabababbawaggababah pra vocês.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

a hora de parar e sair por aí...

Todo blogueiro ou, seria melhor dizer, toda pessoa que escreve conhece aquele momento em que tem que escrever sobre uma ou muitas coisas e tenta... tenta... tenta, mas não sai nada. Não é falta de inspiração nem muito menos falta do que dizer. Não é falta de assunto nem de vontade ou esforço. É uma falta ou excesso de sei-lá-o-quê, que trava nossas engrenagens literárias e blogueiras e não permite que saia mais nada.

Quando você começa a escrever o mesmo post pela quinta vez, depois de tê-lo apagado nas outras quatro vezes ao perceber que nem sabia mais do quê estava falando neles...

Quando você começa a sentir desespero e questionar o sentido da vida e de blogar, e a pensar em todos os probleminhas que você tem que resolver e que ficam para depois porquê você está ali tentando escrever, e ainda assim não consegue escrever...

Quando você percebe que não lembra mais da cara do porteiro do seu prédio e nota que tem saudades de todas as vezes que sentou com um amigo ou amiga para tomar uma cerveja...

Enfim... quando o escrever vira um sofrimento e mesmo assim nada de útil é produzido, é hora de sair de casa e se lembrar que você mora em Copacabana e tem uma praia, um mar, um céu e uma cidade linda e cheia de vida lá fora.

Nem sempre se pode ser Deus. Disso eu já sabia.
Mas digo-lhes também...
Nem sempre se pode ser blogueiro.


Vou sair por aí. Volto quando, mais do que ter algo a dizer, eu tiver prazer também em dizê-lo.