Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Serviços da Viação Itapemirim desrespeitam e irritam usuários

Meu velho post sobre os maus serviços prestados pela Viação Itapemirim no trecho BSB-BH-BSB permanece vivo e recebendo comentários até hoje. Posto abaixo alguns dos comentários, para dar a eles a visibilidade merecida. Quem sabe algum dia a diretoria desta empresa perceba que seu descaso com a frota e com a equipe estão "pegando mal" e melhore seus serviços?

Bruno disse...

Pô, que chato.
Eu faço o trecho Curitiba-São Paulo freqüentemente, em 90% das vezes via Itapemirim (nos outros 10%, via Cometa), e felizmente nunca tive problemas. Não sei se tem a ver com os motoristas e ônibus que eles alocam para cada região ou se foi pura sorte mesmo...

Daniel Duende disse...

Olá Bruno,

talvez eles operem com mais seriedade (e qualidade) em alguns trechos, mas minha experiência no trecho BSB-BH foi ruim (principalmente na volta). Se eles fazem um bom trabalho no trecho CTBA-SP, fico feliz. Mas a companhia devia dar mais atenção à qualidade dos serviços em todos os trechos, e não apenas em alguns.

Abraços do Verde.

Anônimo disse...

o bando de filha da puta é melhor dexa a empresa em paz morou eu amo a empresa e n~so gosto desses comenterios não caralho


Daniel Duende disse...

Perdão, caro (ou cara) anônimo(a). Não tinha a intenção de ofendê-lo(a) ao falar mal da... empresa que você ama. :)

Confesso que minha relação com ela não é muito boa. Ela me deixa na mão... não consigo mais confiar nela... sabe como são estas coisas, né?

Te desejo uma relação feliz com a sua... err... empresa de viação. E que sejam felizes para sempre.


(é cada um que me aparece, hehehe)


Anônimo disse...

Concordo com o amigo, viajo na mirim porque e empresa que trabalho tem convênio com mesma, toda sexta e domingo viajo na linha RJxSPXRJ, sempre de leito e também afirmo que a mirim é a pior empresa que conheço. O leito quse sempre tem algúem reclamando que a poltrona não inclina direito, o ar as vezes nãão funciona e já umas 8 vezes o ônibus quebrou na estrada. Fiz questão de fazer este comentário só para que você saiba que sua opnião negativa não é a única. Em relação esse babaca que diz amar a mirim, vc não leve em consideração seu comentário, ppois apartir do momento queele xingou ele já perdeua razão


Anônimo disse...

Grato ao amigos pelos comentários e relatos de suas experiências. É interessante o tanto de informação que podemos obter na rede. Estava comprando uma passagem pela Itapemirim, através do site na Internet, e resolvi fazer uma pesquisa antes de efetivar a compra, buscando eventuais reclamações dos clientes que usam o serviço com frequência (o que não é o meu caso). Não foi só nesse site que encontrei usuários insatisfeitos com a Itapemirim. Parece mesmo que o desrespeito pelo consumidor é regra naquela empresa. Resultado, busquei uma alternativa. Viva a democracia e a liberdade de opinião (mesmo as mais desorientadas).


Daniel Duende disse...

Fico feliz que meu comentário tenha ajudado, caro Anônimo 3 :)

E não se preocupe com a maluquice do Anonimo 1, caro Anônimo 2. Tem gente de todo tipo neste mundo. Alguns devem gostar da Mirim :)

Mas amar uma empresa de viação é mesmo estranho, a não ser que ela te trate muuuito bem :)

Abraços do Verde


Henrique Augusto Simões disse...

Daniel, o fato de uma pessoa "amar" uma empresa de ônibus não é nada de estranho, pois existem pessoas que tem apreço por Ônibus, e eu sou um deles, inclusive um apreciador da Viação Itapemirim. Concordo que o sr. anônimo foi errôneo em suas palavras, e inclusive já disse coisas parceidas no meu fotolog tb. Asssim como concordo com vc que há falhas, mas todas as empresas são assim. eu viajo para o litoral capixaba frequentemente, e sempre viajo de Itapemirim, pois os carros dela que fazem o trecho, são os melhores da empresa, e o serviço convencional dela dá de mil no leito da São Geraldo, concorrente da mirim no setor. eu tenho um endereço na internet onde coloco além de informações sobre a empresa, imagens de sua frota. sou de BHZ e sei que a linha BHxBRASILIA não é bem cuidada, mas é pq antes, era só a itapemirim que fazia, pois a penha fazia parte do grupo. agora são grupos distintos, mas a itapemirim em breve será comprada pela mesma empresa que comprou a penha, portanto continuará o monopólio na linha. olha, opinião de usuário: se tiver q falar não para alguma empresa, fale para a GONTIJO/SÃO GERALDO. no dia q viajar numa das duas, irá entender, principalmente se for próximo ao WC do veículo.

Caso interesse, acesse meu fotolog: http://fotolog.terra.com.br/viacaoitapemirim


Anônimo disse...

Olá Daniel,td bem que chato que vc deve ter pego um dos poucos profissionais pouco preparados destas empresa ou insastifeito com alguma coisa sempre viago na mesma e sempre fui bem tratado com respeito e educação ja viajei na Cometa,Gontigo e a viagem fora bem ruim totalmemte diferente não consiguir dormir ao contrário da Itapemirim que mim sinto á vontade para dormir e já tive oportunidade de conversar com motoristas que foram bastantes educados e eles disseram que a empresa dá treinamento para atendimento a clientes portantanto vc foi infeliz na sua viagem.Talvez vc não estar acostumado a viajar e não conhece as outras empresas... Roberto


Daniel Duende disse...

Bem, é possível que eu tenha dado azar, pego os motoristas e os ônibus em um dia ruim, ou estivesse pagando algum karma...

mas o fato é que eu apenas descreví minha experiência. fico feliz que outras pessoas tenham experiencias positivas com a empresa e escrevam sobre isso. assim é a internet. cada um diz aquilo que pensa, e todos nós conversamos.

se algum dia eu viajar novamente pela Itapemirim e tiver uma experiência positiva, blogarei sobre isso. Até lá, agradeços pelos links e pelo feedback, mas mantenho a minha opinião.

Abraços do Verde


mary disse...

caros amigos o que tenho a dizer a vcs e que a itapemirim esta deixando a desejar com a sua frota de ônibus muito velha se vcs estão reclando dessa linha de BH X BRASÍLIA imagina as linhas de SP X A NORTE NORDESTE que os ônibus a maioria são velhos podemos contar de dedo os ônibus novos que tem nessas linha. A gora em quetão do motorista que atende mal o cliênte eu tenho por mim que a culpa não e da empresa mas sim do proprio motorista porque se ele não esta satisfeito com a empresa o cliente não tem nada a ver.

SCRN 702/703 Bl.D En.46 disse...

Olá,
Quais agências, além da Rota Mineira, fazem essa rota Brasília x Belo Horizonte? Vocês sabem?
Quem souber, por favor, me mande email falando.
Meu email é erviana@gmail.com
Obrigado!
Eduardo Viana


Anônimo disse...

Queridos, enviei essa reclamação para a ANTT, devido à falta de respeito que eu acho haver pelos clientes. Sei que muitos nao concordarão comigo, mas quem viajou no onibus foi eu e só eu e mais algumas pessoas que estavam lá sabem dizer o que realmente aconteceu...


Prezados,
Gostaria de registrar aqui a minha reclamação em relação aos serviços de transportes rodoviarios que tem sido prestados na linha Macae x SP x Macae pela empresa Viação Itapemirim.

É ridículo que tenhamos que pagar a tarifa de R$60 por uma viagem completamente desconfortavel, insegura e estressante.

Sou de Macaé/RJ e estou sempre viajando para SP. A ultima viagem que fiz SP x Macae foi no dia 23 de Novembro e foi terrivel. O onibus não tinha cinto de segurança, estava com problema na caixa de marcha, as poltronas não tinham o minimo de comforto para pessoas que viajam 9 hs (tendo que viajar espremido por conta do pouco espaço que tem para as pernas, especialmente nos primeiros bancos), não tinha água mineral, onibus muito velho que ao meu entender não serve nem para passeio na roça. Os motoristas que dirigiam o onibus tinham muita dificuldade de passarem a marcha, parecia que o onibus quebraria a qualquer momento.

A placa do onibus é MPZ-9019 (como segue a foto). A Itapemirim se orgulha de sua frota, mas a foto desse onibus nem aparece no site deles. No entanto, está livre para circulação.

Já me decidi e no que depender de mim, a Itapemirim não verá mais o meu dinheiro. Prefiro pagar mais caro e ter um serviço que preste do que pagar caro e ter um serviço podre como nos é oferecido.

Quando ligamos para o atendimento para comprar passagem é passado que o onibus é executivo, simplesmente, não temos maiores detalhes pq os atendentes não sabem informar... e quando chegamos para embarcar é aquela vergonha. Passamos raiva pois é humilhante demais.

Ridiculo é o que eles fazem com seus clientes. Me nego de hoje em diante me arriscar a viajar por essa empresa. Porque nunca poderei ter certeza de qual serviço me surpreenderá.

Espero, sinceramente, que essa reclamação seja de alguma importancia.

Sds,


Para quem mora em Brasília, a Rota Mineira faz a rota BSB-BH-BSB com muito mais segurança. Para viagens BSB-SP, prefira sempre outras viações que não a Itapemirim. Há quem diga que as rotas do Sul são melhores, mas há também quem diga que nas rotas que vão mais para o Norte a Itapemirim consegue ser ainda pior.

E aí, Itapemirim. Tão falando mal de vocês aqui. Vocês não vão fazer nada a respeito... tipo... começar a prestar atenção no serviço que prestam a seus usuários?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Going offline for a while...

Minha conta guestnet aqui do hotel (aquela que estava caindo toda hora) está expirando, e já é quase a hora do almoço de domingo. É hora de largar a internet e ir curtir minhas últimas horas em São Paulo, passear com a Patinha que -- com toda a razão -- não aguenta mais saber de internet e Campus Party também e, sobretudo, tomar todas as cervejas que não pude tomar nos últimos dias.

Me desculpem se não tive tempo de visitar todos os blogues e responder todos os comentários que gostaria de anteontem pra hoje. Logo que chegar em Brasília, quando der, reconecto-me às conversas.

Como nota final, achei bacana o post sobre a Carta True Tech no blogue do Campus Party.

Até mais, meus 9 leitores.
Abração do Verde.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sobre o acidente do JJ 3054 da TAM, e sobre os posts que não consigo escrever...

Eu acho que já estava ficando meio alto de cerveja e alegria no velho -- e caquético -- Barzão quando uma amiga chegou me avisando do acidente em Sâo Paulo. Pouco se sabia até então sobre o Airbus da TAM que havia passado direto pela pista, se chocado com o depósito de cargas da mesma empresa e explodido matando todos os passageiros. Foi a primeira vez que vi a televisão do bar, geralmente usada como monitor do circuito interno (vocês já viram boteco com circuito interno de TV? pois é...) ser sintonizada em um canal de TV aberta. Lá estava o prédio em chamas, e a coisa parecia ser muito séria e pesada.

Logo que cheguei em casa, e pelos últimos dois dias, li todas as matérias de todos os jornais sobre o assunto. Rodei a blogosfera, absorvi todas as informações possíveis. Conversei com um ex-piloto que havia trabalhado com o co-piloto do avião acidentado, rodei sites sobre teoria aeronáutica...
em suma, fiz todo o dever de casa de um bom blogueiro para se escrever um post polpudo sobre o assunto.

Mas, quando me sentei para escrevê-lo... não saiu.

Foi então que entendi que tenho um sério problema com a obrigatoriedade de escrever posts. Ter que escrever alguma coisa é quase garantia de me ver não querendo escrever nada. E no que tange ao trabalho criativo, não querer é próximo de não fazer. E assim, nada de "post sobre o acidente".

E nem preciso dizer nada. O Intermezzo (e a Intermezzo-Lista) já fez uma excelente cobertura da história (desde o princípio, falando de micos dos jornais, comentando a cobertura estrangeira, e dando updates do assunto na midia), o Alex Primoapontou o dedo nas burradas cometidas pela globonews, o assunto apareceu lá no Global Voices em Português também, e outros blogueiros já escreveram bons textos sobre o assunto.

No fim das contas, tudo que tenho a acrescentar está na conversa que tive por email com o meu amigo aviador Z.C., da qual reproduzo alguns trechos abaixo:

Duende: Segundo os jornais, os peritos acreditam que que o acidente pode ter sido causado por um toque tardio (além da marca de 1000), ou pela perda do controle do avião por parte do piloto.

Z.C.: Possivelmente o toque ocorreu após a marca dos 1000 pés (300 mts.). Ele, também, estava muito veloz, fato que piora sobremaneira a situação. Acredito que o avião estava pesado, próximo ao peso máximo de pouso. Acho que ele pode ter perdido o controle durante a freagem devido aquaplaning, mas não devido à arremetida. Não creio que ele estivesse arremetendo. Para mim ele tentou parar a aeronave dentro da pista e, quando viu que não ia dar, tentou um "cavalo de pau" para não cair de frente no viaduto sobre a Av. Bandeirantes. Ele tentou quebrar de lado, entende ?

Duende: Afirma-se que o piloto arremeteu ao final da pista, mas não conseguiu decolar. O relato de que ter-se-ia ouvido no rádio os gritos de "vira, vira, vira" do co-piloto corrobora isso, principalmente se a informação de que na verdade ele estaria gritando "gira, gira!!" (o que no jargão, corrija-me se eu estiver errado, significa "girar" o nariz para cima para decolar) for verdadeira.

Z.C.: É bem possìvel que o co-piloto tenha gritado "vira-vira etc". Esse garoto era muito bom profissional. Foi meu co-piloto no 737 na Varig e era bem acima da média. Só não entendo porque os gritos dele saíram na fonia aberta. Alguém abriu o microfone dentro da cabine. Aliás, acho que aquela cabine estava lotada de gente e que foram quebrados alguns procedimentos operacionais devido à interferências e desatenções.

Duende: Mas a arremetida faria sentido apenas no caso da primeria hipótese (toque tardio).

Z.C.: Correto.


Duende: Não se tenta arremeter e decolar em uma situação de aquaplanagem ou perda de controle na pista, não é?

Z.C.: Absolutamente correto, mas em aviões pequenos até dá para pensar numa arremetida

Duende: Por outro lado, o aumento da velocidade pode ser dado à perda de aderência que prejudicou a frenagem e levou o avião a voltar a acelerar? O "vira vira" ouvido no rádio pode ter sido uma tentativa desesperada de tentar dar um "cavalo de pau" no avião? Isso não fez sentido pra mim.

Z.C.: Mais uma vez, acho que vc está correto.

Duende: Resumindo... se o piloto perdeu o controle do avião, por que acelerou?

Z.C.: Não creio que ele tenha acelerado, acredito mais que ele tenha entrado veloz e que tenha tido dificuldade de parar o avião dentro da pista.

Duende: Se o avião acelerou por causa da perda de controle, o que quereria dizer o 'vira vira'? se tocou tarde, por que não consegiu decolar de novo? acredito ser relativamente normal se abortar um pouso por um toque tardio, não?

Z.C.: Ele só tentaria uma arremetida se fosse logo após o toque, antes de armar o reverso. Não conheço muito bem o automatismo dos Airbus; voei muito a linha Boeing, mas depois que se arma o reverso dos motores não se recomenda tentar uma arremetida, especialmente em Congonhas onde as condições são críticas.


Duende: Além disso, você acredita que estas afirmaçoes preliminares que chegaram na midia, culpando os pilotos ou eventualmente o aparelho, podem ser uma tentativa de acobertar a irresponsabilidade da Infraero em liberar a pista?

Z.C.: Com certeza !!


Duende: Será que o piloto errou mesmo, ou foi totalmente vitima de uma pista péssima e perigosa em tempo ruim?

Z.C.: Pode ser que o cara tenha errado e eu acredito que ele tem grande parte da responsabilidade, mas, como já lhe disse, um acidente ocorre devido a uma série de eventos e fatores que culminaram naquele momento, provocando aquele acontecimento. As condições da pista, tenho certeza absoluta, foram fatores determinantes para a ocorrência do acidente.


Duende: São muitas perguntas né? Mas estou escrevendo uma matéria a respeito e acredito que suas respostas podem me dar uma luz.

Z.C.: Espero ter esclarecido alguma coisa.



Em um outro email, este mesmo amigo também me passou suas impressões depois de assistir os vídeos da câmera do aeroporto:



Duende: Pelo que eu entendi, a hipótese da perda de controle da aeronave depois do toque é a mais razoável. Esta perda de controle teria acontecido por vários fatores, como o tempo, as condições da pista, o peso do avião, eventuais falhas do piloto... e depois disso, tudo que aconteceu foi uma tentativa desesperada por parte dos pilotos de se parar a aeronave, sem sucesso. A curva para a esquerda descrita pela aeronave ao sair da pista, atravessar a avenida e bater no depósito, pode se dar então à uma tentativa frustrada do piloto em "quebrar de lado"?

Z.C.:
Isso mesmo, Daniel.
Acho que ele tentou dar um cavalo de pau, mas, diante do vídeo que assisti faz pouco tempo no Jornal Hoje, pode ser que ele tenha tentado uma arremetida desesperada. Parece que ele já tinha acionado os reversos e, ao perceber que não ia parar na pista, tentou uma arremetida já quase na cabeceira oposta. Digo isso por que, pouco antes do impacto numa filmagem feita pela Infraero, aparece uma labareda de fogo saindo da turbina esquerda. Isso pode ter sido provocado por um "overbooster" de combustível, o que provocaria um "stall" de compressor com consequente perda de potência naquele motor (esquerdo). Nesse caso, a aeronave tenderá a girar para o lado onde haja menos potência (esq.), visto que cria-se um momento de torção lateral entre o motor direito (full power) e o motor esquerdo (sob "stall").
Minhas questões ainda persistem:
1- Quem abriu o microfone ?
2- Havia excesso de velocidade na aproximação.
3- Se havia potência de arremetida o avião deveria ter entrado voando, jamais se arrastando sobre o solo, mesmo após a queda desde a cabeceira. A distância é muito pequena, por isso ele deveria ter voado, a menos que estivesse com o "speed brake" e os reversos acionados, entende? Nesse caso ele estaria tentando parar o avião e não arremetendo.
O vídeo deixa essa dúvida.


Por hora é isso.

Aproveito a oportunidade para dizer que me solidarizo com a dor de todos os familiares e amigos das vítimas deste terrível acidente. Passei por Congonhas umas 6 vezes em minhas idas e vindas do Rio para Brasília, e em uma delas o avião em que eu estava chegou a derrapar um pouco na hora do pouso. Eu pude ver, neste dia, os prédios próximos ao fim da pista e pensar em como seria terrível um acidente ali. Isso foi uma das coisas que mais me chocou ao saber deste acidente. Eu estive lá, e ele poderia ter acontecido comigo ou com qualquer um de nós. Para as vítimas, só podemos esperar justiça. Para os parentes das vítimas, força e serenidade sempre. E que a verdade sobre este acidente venha à tona e ajude a que sejam tomadas medidas para que isso não aconteça novamente, nem lá nem em nenhum outro lugar.

E no fim das contas, eu acabei escrevendo um arremedo de post sobre o acidente, não é mesmo?

Abraços do Verde.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Duende recrutado para mais um bom meme...

O gente boa Ian Black do blogue Enloucrescendo me recrutou (e eu só descobri isso agora, via Technorati) para mais um de seus adoráveis memes. Em seu post 5 COISAS BOAS pra se fazer EM SÃO PAULO (letras capitais do autor) Ian partilha seu olhar sobre algumas coisas que ele considera muito especiais em sua cidade, seguindo (talvez sem saber) a mesma proposta dos posts feitos no Guia das Cidades do Overmundo. Ao fim do post ele sugere (err... recruta) vários blogueiros para fazer o mesmo a respeito de suas cidades. Cara antenado, até ele sabe que minha cidade é Brasília! :D

Vou escrever algo a respeito amanhã (ou, quem sabe, depois de amanhã... dependendo do ritmo da cachola), para não deixar o meme morrer na praia (que, por sinal, minha cidade não tem mas não carece de ter também...).

Aliás, estava pensando, este seria um bom post pra dar uma remexida nos negóço que andei publicando sobre Brasília neste meu tempão no Overmundo...