Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mr. Manson em defesa dos pobres jornalistas de aquário...

Deu no Mr.Manson...


imprensa21.jpg

"Os jornalistas que vieram até o Ibirapuera cobrir a Campus Party para a dita “velha mídia” estão sendo alvos de brincadeiras e pegadinhas dos blogueiros, uma turminha animada que adora se divertir e aprontar altas confusões.

Enjaulados em um aquário de vidro no meio do pavilhão, os pobres profissionais dos veículos obsoletos e fadados ao desaparecimento estão sendo tratados como animais em extinção.

imprensa11.jpgA richa entre as duas classes vem crescendo porque enquanto jornalistas recebem gordas diárias para virem até aqui, ficarem bestando no Orkut, e só escreverem porcaria, os blogueiros pagaram para estar aqui e escrevem as suas porcarias em troca de míseros centavos dos anúncios do Google."


Na falta de coisa útil para fazer, a gente brinca. As idéias dos cartazes foram uma certa blogueira-jornalista e de uma certa não-blogueira-cientista-social.

Mais fotos da brincadeira, aqui.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Não é Fantástico, Homer?

É realmente fantástica a capacidade da Rede Globo de se superar em mediocridade e jornalismo sensacionalista mal intencionado em seu especial dominical "Fantástico".

Matérias ruins e cheias de distorções, apresentadas com o tom de quem fala com um débil mental (ou com um Homer Simpson, como diria o William Bonner), perfazem todo o programa: Exotização dos índios do Alto Xingú, estatísticas estapafúrdias advindas de pesquisadores ingleses que nada têm o que fazer, comentários sobre os hábitos de mentir sobre gastos dos casais de Ipanema e Leblon (que para a Globo parecem ser o Brasil inteiro) e um especial de moda exortando a beleza do balonê...

Onde a Globo vai parar com essa merda toda? Onde bem quiser, como de costume.
Afinal de contas, por pior que seja a programação, todo mundo assiste.
Isso não é Fantástico?

Duuuuuuuuuff!


P.S. Quer mais? Tropa de Elite ternurinha no Central da Periferia (aquele programa que serve pra empatizar os fodidos com os mais fodidos do mundo afora) e lições neoliberais engraçadinhas de política externa latino-americana em um tal de "Central de Boatos", ou coisa do gênero. É fantástico. =)

P.P.S. Eu achei EXTREMAMENTE PREOCUPANTE a maneira como aqueles idiotas do Melhores do Mundo (grupo de teatro brasiliense que, se bem me lembro, um dia já foi engraçado) falam da Venezuela e do povo venezuelano na estréia do terrível quadro "Central de Boatos" do Fantástico. Se toda brincadeira tem fundo de verdade, a verdade no fundo das piadas dos caras parece ser uma só: vamos, brincando, jogar todo mundo contra nossos vizinhos latinos mais radicais. Tio Sam e "brimo" Mainardi devem ter achado engraçado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vampiros e EMOs chupadores de sangue?

"O delegado titular do 4DP de Presidente Prudente, Dirceu Gravina, acredita que o acusado seja um psicopata.

- Não sei o quanto de sangue que ele bebeu. Os meninos não querem falar muito, dizem que ele é do bem. O que sei é que as vítimas são da tribo Emo (fã de hardcore com letra romântica, com visual andrógino, que usa maquiagem e gosta de chorar) - afirma."

(da matéria "Lider de seita macabra bebe sangue de 16 adolescentes" do grandioso O Globo)


"Através das informações colhidas pelos adolescentes, a Polícia Civil descobriu que os jovens são adeptos do estilo de vida emo: "são grupos de jovens dissidentes dos darks, que se reúnem sempre à noite, usam maquiagens escuras e carregadas, possuem as franjas cobrindo os olhos, vestem roupas pretas, ouvem o mesmo tipo de música, freqüentam cemitérios e praticam o auto-flagelo. Durante todo o tempo em que ouvimos os adolescentes, eles se beliscavam se furavam com agulhas e evitam ao máximo olhar nos olhos das pessoas", afirma o delegado.

Gravina explica que os adeptos desse grupo, na sua maioria, praticam a psicosexopatia denominada vampirismo: "Nesse caso, a satisfação da libido é alcançada ao sentir o sangue de outra pessoa", relata a autoridade."

(outra pérola, agora da matéria "Polícia ouve jovens sobre o codinome de Wlad Hacamia", do Terra.com)




Pobres EMOs. Agora além do trabalho que tem para manter aqueles cabelos e aqueles fotologs, viraram também pervertidos sexuais chupadores de sangue...

domingo, 26 de agosto de 2007

Mais repercussão da campanha do Estadão

Direto dos comentários à matéria do Zé Murilo no Global Voices Online, traduzida no Global Voices em Português:

4 Responses to “Brasil: Campanha publicitária compara blogueiros a macacos”

  1. Daniel Duende Diz:

    O Felipe Tofani, do pristina.org, publicou uma defesa da campanha publicitária do Estadão, escrita por João Livi da agência Talent (responsável pela campanha em questão).

  2. Luana Selva Diz:

    Eu acho a campanha do Estadão pertinente, engraçada, bem feita e não vi crítica aos blogues e sim a alguns blogues e outrois veículos de informação dentro da web. Todo mundo sabe quem na internet se deve filtrar a fonte de seus dados e foi só isso que a agência quis mostrar, ainda mais porque o Estadão tem muitos blogues, não está atrás nessa questão de mídia de internet e não teria como fomentar uma discussão entre jornalismo informal e formal. Acho que fizeram tempestade em copo d’água e viram o que não havia nessas campanhas.

    Eu, por sinal, adoro a do cara que escreve sobre comportamento e psicologia, achei hilária …

  3. Paula Góes Diz:

    Fomos citados:

    “Em outros blogs, como o Global Voices Online, a campanha do estadao.com.br é identificada como tática com a finalidade de aumentar o tráfego no portal do jornal: “É óbvio que a estratégia de marketing do Estadão estava contando com o barulho que os blogueiros iriam fazer a respeito dos anúncios para alcançar os seus objetivos, e os blogueiros certamente estavam entre aqueles que induziram as pessoas a visitar o novo site do jornal. Por outro lado, alguns blogueiros acham que inflamar a discussão entre blogs e a mídia tradicional neste momento pode ser uma má idéia, enquanto outros acham melhor entrar na brincadeira.”

    http://www.estadao.com.br/economia/not_eco38340,0.htm

  4. Daniel Duende Diz:

    E o José Murilo, autor da matéria acima e Editor de Lingua Portuguesa do Global Voices Online, escreveu em seu blogue uma resposta para a matéria do Estadão.

    Além da resposta lúcida e interessante, Murilo também dá alguns bons conselhos sobre a blogosfera para o pessoal do Estadão:

    “1 - A rede são os links e os links são a rede, como bem lembrado pelo colega wainermartins, e portanto falar da blogosfera sem linkar é falta de respeito. E lembre-se que blogueiros redigem em hipertexto, portanto, seção de comentários sem links trata-se de interface defeituosa.

    2 - Esqueça a web 2.0 e se ligue na web ao vivo. Esta é a rede que pode ser descrita através de verbos como escrever, ler, atualizar, postar, editar, assinar, taguear, sindicar, xemelizar e linkar. A web ao vivo está sendo construída por sobre a web estática, a qual se traduz em substantivos como website, endereço, localização, tráfego, arquitetura e construção. A web ao vivo é esta acontecendo agora, de forma dinâmica, e compreende o conteúdo que pode ser encontrado via Technorati e Google BlogSearch (esqueça o google padrão), máquinas que irão indexar em minutos o que estou postando aqui, e o que outros postarão sobre estes meus ‘dois palitos’ nesta conversa.

    3 - Esta vem do Código Aberto: “A notícia está deixando de ser um produto para se transformar no ponto de partida de um processo, que começa com os jornalistas, que depois cedem o papel principal para os leitores. Os profissionais deixam de ser os donos da notícia.” Eu diria: não pense em blogueiros como produtores de ‘conteúdo’. Não encaro o meu ato de blogar como produção de informação para ser consumida por outros, e sim como escritos que podem vir a informar outros interessados. Digo ‘informar’ neste sentido mais básico de ‘formar’, alargar o espaço interno que define a minha humanidade: aquilo que eu sei. Autoridade na blogosfera é o direito que eu concedo a outros de me informar, de alargar os horizontes do que conheço. Nesta ecologia, reputação é tudo. E o ‘Bruno’ é bemvindo.”

    Vale a pena visitar a matéria do Murilão para ver a conversa inteira.


E segue a conversa...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Algumas boas novas sobre o Global Voices em Português.

Mas não foi apenas de reflexões e soul-searching que foram feitas minhas últimas semanas. Entre as muitas coisas boas -- realmente muito boas! -- que andei fazendo nos últimos tempos, está o meu trabalho no Global Voices em Português.

Para quem não sabe, o Global Voices Online (www.globalvoicesonline.org) é um observatório das blogosferas de lugares e um amplificador das vozes das pessoas e grupos que não recebem a devida atenção das mídias tradicionais e de internet, ou são por elas mal representados. Neste trabalho, diversos editores captam o que está sendo assunto nas blogosferas (blogues, flogs, vlogs, podcasts, listas de discussão, etc...) destes lugares e escrevem artigos trazendo estes temas e discussões para o observatório das Vozes Globais. Paralelo ao projeto do Global Voices Online existe o projeto Global Voices Lingua, que se propõe a traduzir e amplificar o conteúdo produzido para o Global Voices Online (cujo material é produzido em inglês) para outras línguas do mundo. São hoje quase 10 os sites do projeto Lingua, e como alguns de vocês já devem saber, estou atualmente coordenando o site que trabalha com a tradução e amplificação do conteúdo para a lingua portuguesa, o Global Voices em Português.

Tem sido bastante bacana trabalhar com a excelente equipe de voluntários que se formou à volta do projeto. A sempre presente (e sempre disposta) Paula Góes e a super animada (e igualmente competente) Luana Selva tem dado um show, encabeçando a lista das maiores tradutoras do site. Mas elas fazem mais do que isso. São também extremamente envolvidas com todo o funcionamento do projeto, dando sugestões, responsabilizando-se pela resolução de problemas e pelo apoio aos colaboradores mais novos e, sobretudo, criando um clima de trabalho muito agradável no grupo de discussão. Sou fã destas minhas colegas!

Mas elas não são as únicas que estão de parabéns (e tornando a experiência de trabalhar com o GV cada dia mais satisfatória): nossos outros colaboradores, Adriana Yamashita, Maria Cristina Rauh e o recém-chegado Hudson, também merecem parabéns pela disposição de colaborar e pelo bom trabalho que já fizeram e que ainda irão fazer. Não posso (nem quero) também deixar de citar o excelente trabalho feito pela Cilene Dutra nos primeiros dias do Global Voices em Português, que foi fundamental nos primeiros dias do projeto. A todos vocês, o meu sincero e feliz muito obrigado!

Hoje o Global Voices em Português não apenas é o site com o maior número de acessos únicos por dia no projeto Lingua (com uma média de mais de 600 por dia, o que é muito para um site com efetivamente 2 meses de vida e ainda no começo de seu crescimento), mas é também um site que apresenta para o público lusófono a variedade de notícias e olhares que o Global Voices Online representa em seu site original para o público anglófono, com uma crescente qualidade de tradução e formatação. Estamos ainda começando, mas estamos orgulhosos de nosso trabalho.

Se você estiver interessado em colaborar com o projeto Global Voices em Português, traduzindo matérias ou apresentando alguma outra forma de nos ajudar, ou se estiver interessado de exibir os nossos feeds em seu blogue ou site de notícias, entre em contato comigo pelo email daniel.carvalho [em] gmail [ponto] com.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A companhia foi debandada, mas os bons soldados não desistem jamais

O NoMínimo morreu, ou foi massacrado pelo desinteresse dos anunciantes ou do público geral de noticiosos, mas os seus corajosos blogueiros -- combatentes? -- não se deram por vencidos. Pedro Dória, Carla Rodrigues, José Paulo Kupfer, Luiz Antônio Ryff, Ricardo Calil e Sérgio Rodrigues já estão de volta ao front blogosférico para continuar seu trabalho e sua luta pelo bom texto jornalístico/bloguístico e pela qualidade da informação.

No mínimo eles merecem aplausos. Penso eu que eles merecem muito mais. Um brinde aos incansáveis combatentes da extinta companhia NoMínimo, que não (nos) abandonaram (n)a selva jornalística brasileira.

A dica foi do Idélber Avelar, do Biscoito Fino e Massa, que também está elogiando o Global Voices em Português. Valeu também Idélber!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Al-Jazeera no YouTube

O Mohamed Nanabhay deu a dica num dos grupos de discussão do GVO, que a AlJazeera, canal árabe de televisão que é tido como um dos importantes centros de cobertura jornalística do Oriente Médio e Norte da África, está disponibilizando partes de sua programação em árabe e inglês no youtube.

Quem estiver interessado, pode dar uma olhada:
http://www.youtube.com/aljazeerachannel - programação em árabe. está começando a ser disponibilizada agora.
http://www.youtube.com/aljazeeraenglish - programação em inglês. já tem um bocado de material disponível por lá.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Dúvida 'estórica'.

E aquela história da Virginia Lane, de dizer que estava na cama com Getúlio Vargas no momento do 'assassinato' deste por "quatro homens encapuzados"? Alguém sabe no que deu? (Além do editorial indignado de Luiz Garcia, de O Globo?)

Eu bem acredito na hipótese de assassinato do Getúlio Vargas (embora me falte conhecimento histórico para dar palpite sobre o mandante do feito), mas daí a achar que a vedete estava na cama com Getúlio, presenciou sua morte e a contou só 50 anos depois... para um repórter da Rádio Globo que fazia uma reportagem sobre a vedete no Carnaval 2007? Papo estranho, hein?

Talvez a jovem senhora de 87 anos esteja variando, o que é provável, ou estivesse querendo promover o seu livro de memórias, o que é ainda mais provável. Mas estar na cama com o ilustre suicida/assassinado? Acho meio difícil. Além do mais, a tal "bem amada" não era a Aimée?

De qualquer forma... alguém sabe que fim levou essa história? Não encontrei mais nada a respeito além do post do Pilger ecoando o post do Nassif sobre o assunto, e ambos daquela época. Não deu em nada? Não sei o que é mais estranho...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Diploma de jornalista para quê, se ninguém aprende a ser jornalista na escola?

A Patrícia Köhler do blogue Cintaliga escreveu um post matador (e muito verdadeiro) sobre a realidade dos cursos de jornalismo e a inexplicável (e bem suspeita) necessidade de diploma para se exercer a profissão. Diploma para quê, se boa parte dos estudantes de jornalismo ou já nasceram para coisa (e seriam bons nela mesmo sem curso algum, como o são muitos blogueiros, entre os quais meu irmão) ou não vão levar jeito nenhum para o trampo de jornalista/comunicador nem depois de uma lavagem cerebral?

Segue um trecho do post da Patrícia (que eu encontrei por conta do Overfeeds):

"(...)Na verdade para ser jornalista é preciso ter senso crítico, ser analítico, ter MUITA disposição para enfrentar adversidades e problemas de toda ordem (imagina, alguém que tem preguiça/medo de pegar um ônibus num bairro mais distante do seu, de pedir informação, de apenas falar com um morador de rua tem mesmo capacidade – nem digo intelectualmente, mas principalmente estrutura emocional - para chegar a cargos altos, sejam eles em redações ou como correspondentes em lugares ou situações nem sempre aprazíveis?) e mais uma série de atributos que ou você nasce com eles ou espera a próxima encarnação e conta com a sorte.
Antes dos chatos de plantão me falarem "se reclama da universidade particular, por que não vai para uma pública?", como já fizeram anteriormente em conversas por aí, eu digo que já prestei na USP e não passei, e não tenho a menor vergonha disso, haja vista a relação canditado/vaga daquele curso. Não prestei Unesp ou mesmo univesidades fora do estado, e isso eu realmente lamento por não ter ao menos tentado.
Mas o problema, no meu entender, não reside apenas nisso. Há elite - e como há! – nas faculdades públicas, resta saber se eles agem como os alunos das particulares, com eventuais ataques de criança que se perdeu da mãe num supermercado, ou se lá eles resolvem agir de forma mais adulta e fazer valer os vários meses – às vezes mais de ano - de empenho nos cursinhos.
Mas eu JURO que queria saber o porquê do diploma para se exercer o jornalismo. JURO. Ninguém até hoje me deu respostas plausíveis. Quem sabe você, querido leitor, me convença?
Ninguém me ensinou a escrever na faculdade, muito menos a ler e ser criteriosa. Ninguém me imbuiu de coragem para ir a lugares sozinha com gravador e bloco de papel em punho. Ninguém fez recrudescer em mim a curiosidade, o interesse pela leitura, por ler artigos na Internet, em revistas, ler livros, por gostar de conhecer pessoas e suas vivências.
No dia em que um curso promover isso em um único aluno, talvez eu me renda.(...)"

Vai lá ler o post inteiro no blogue da Patrícia, pois ela parece saber muito bem do que está falando. Concordo com cada palavra do que ela disse. Não preciso, portanto, nem comentar mais nada sobre a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Por outro lado este texto me fez pensar nas consequências (talvez até mesmo benéficas, por um certo ponto) desta proibição. Se por um lado você tem que ter um diploma para ser considerado um "jornalista", não é necessário ter diploma algum para ser blogueiro. Pelo contrário da tendência controladora e centralizadora (e mandona) da industria midiática tradicional, as midias alternativas que são a base da blogosfera e do jornalismo cidadão não discriminam cor, classe, credo, formação ou opinião. A única prova de fogo do blogueiro é saber se comunicar, ter algo a dizer e saber dizê-lo, zelar pela qualidade de sua informação e apresentação e, sobretudo, saber conversar. Não é justamente uma boa parte do que um jornalista deveria ser? Pois então, meus amigos jornalistas com ou sem diploma: vamos blogar!

E que se dane esta lei sem sentido, ou os jornais e meios de comunicação que se prendem a ela e não reclamam. Tudo isso está ficando um bocado demodê. Proibições como estas são um sinal de um velho "modo de fazer" que está em decadência. O jornalismo cidadão está crescendo, e amadurecendo, para tomar seu lugar.
(e foi mais ou menos isso que eu disse lá no comentário que deixei no post da Patrícia)

Quem viver e blogar, verá.



Ah, você ainda não sabe o que é Overfeeds?
Então leia isso aqui, oras!