"...love and passion are the only thing that matters in life
and i mean, THE ONLY THING"
some things glow in the darkness... even when they glow just because it's dark.
Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
sábado, 17 de abril de 2004
sexta-feira, 16 de abril de 2004
YAFRO!
O melhor sistema de fotolog que já encontrei.
sem censura, crítica ou limite de fotos enviadas.
dos criadores do hotornot. ;)
vale a pena dar uma olhada.
No Recreio
Cassia Eller
(because some things don't change)
Quer saber quando te olhei na piscina
Se apoiando com as mãos na borda
Fervendo a água que não era tão fria
E o azulejo se partiu porque a porta
Do nosso amor estava se abrindo
E os pés que irão por esse caminho
Vão terminar no altar, eu só queria me casar
Com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter
Então quero mudar de lugar, eu quero estar no lugar
Da sala pra te receber
Na cor do esmalte que você vai escolher
Só para as unhas pintar
Quando é que você vai sacar
Que o vão que fazem suas mãos
É só porque você não está comigo
Só é possível te amar...
Seus pés se espalham em fivela e sandália
E o chão se abre por dois sorrisos
Virão guiando o seu corpo que é praia
De um escândalo charme macio
Que cor terá se derreter?
Que som os lábios vão morder?
Vem me ensinar a falar
Vem me ensinar ter você
Na minha boca agora mora o teu nome
É a vista que os meus olhos querem ter
Sem precisar procurar
Nem descansar e adormecer
Não quero acreditar que vou gastar desse modo a vida
Olhar pro sol só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar
O meu coração é o teu lar
E de que me adianta tanta mobília
Se você não está comigo
Só é possível te amar
Ouve os sinos, amor
Só é possível te amar
Escorre aos litros, o amor
.
.
.
.
.
i dream.
Estudando para concursos cheguei à conclusão de que é necessária uma dose de perversão para se apreciar o estudo das leis. É talvez uma das coisas mais chatas que já li na minha vida, mas não tem nada não, eu vou estudar esta MERDA pq eu decidi que vou passar nestes concursos...
depois disso juro que vou me vingar, ah se não vou, dos beócios que realizaram redações tão confusas de leis tão simples. Recomento a todo verborrágico legislador que mantenha-se munido de seu fabrício no momento da redação, pq para escrever aquela obra de pura poesia que é a constituição brasileira é necessária uma elevada carência de PAU NO CU :)
Sento-me à varanda e acendo mais um cigarro. Ao longe o sol se põe deixando para trás um céu de baunilha. Ainda me sinto um pouco triste, um pouco alegre, um pouco silencioso. Ainda me sinto, mas o espetáculo é poderoso demais para que eu consiga me ater a meus pensamentos de humano. A mata na planície experimenta muitos tons de verde para seduzir os pássaros que voam no fim do dia. O sol vai desaparecendo, desaparecendo, e levando consigo a cor da hoste de nuvens que acompanhou sua retirada. E então resta apenas o azul. E eu me sinto bem. A beleza do universo é grande demais para que possamos ficar nos preocupando com as dores dos momentos.
Tudo está bem, tudo vai ficar bem.
Tudo acontece como tem que acontecer...
Aos que se preocupam, vou muito bem.
Aprecio a companhia daqueles que moram comigo na colina, e a de meus livros, meus pensamentos, e da natureza que está em tudo.
Este é o lugar perfeito para se refletir e escrever e criar, e talvez até para estudar.
Esta é a minha nova casa.
quinta-feira, 15 de abril de 2004
quarta-feira, 14 de abril de 2004
terça-feira, 13 de abril de 2004
Enquanto ela não chegar...
barão vermelho
Quantas coisas eu ainda vou provar
E quantas vezes para a porta eu vou olhar
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar
Quantos dias ei ainda vou esperar
E quantas estrelas eu vou tentar contar
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Quantas besteiras eu ainda vou pensar
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar
Quantas vezes vou me criticar
Enquanto ela não chegar
Eu tenho andao tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar, é deixar
É deixar viver
É deixar viver
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Brasilia Bizarra
Homem ateia fogo ao próprio corpo em frente ao Palácio do Planalto(correioweb) - "Ele queria era falar pro presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer". A democracia, hoje em dia, se faz chamando atenção (como estão fazendo os catadores de lixo na estrutural), mas auto imolação é um pouco demais. Até onde o desespero nos leva? Isso é democracia a ferro e fogo?
Estudante é seqüestrado ao oferecer ajuda na Asa Sul(correioweb) - Se você vê alguém precisando de ajuda de madrugada, você para seu carro para ajudar? Eu não estou bem certo de que eu pararia até de dia. São os ônus de nossa civilização: você pode estar morrendo, mas eu vou continar com medo de você. Vivemos com medo de gente nestes dias...
Polícia prende dois traficantes na 109 Sul(correioweb) - Só dois? Acho que o pessoalzinho está ficando esperto então. Nos velhos tempos eles levavam os doidos de monte e ninguém se importava sequer em noticiar isso no jornal. Traficante com um tablete de maconha? Ahh, tenha dó. Coitados dos caras.
e até agora eu não abri o porta malas do meu carro... :)
Domingo, 18 de abril - às 15h30 - No SESC (913 sul). Show do GRAMOFOCAS (lançamento do cd) + BOIS DE GERIÃO, CAPOTONES e SAPATOS BICOLORES.
Ingresso + CD GRAMOFOCAS = R$15 promocional antecipado na desacato (Conic - 225-6662) Já estão à venda!! O CD vc recebe junto com o ingresso antecipado - na desacato. Pra ouvir antes do show!!! http://www.protons.com.br
pronto. está feita a propaganda.
eu vou! :)
ei, eu ainda não postei esta música este mês... :)
Anna Begins
counting crows
(pq Anna virou um nome REALMENTE significativo.)
My friend assures me, "It's all or nothing."
I am not worried I am not overly concerned
My friend implores me, "For one time only,
make an exception." I am not worried
Wrap her up in a package of lies
Send her off to a coconut island
I am not worried I am not overly concerned with the status of my emotions
"Oh," she says, "you're changing."
But we're always changing
It does not bother me to say this isn't love
Because if you don't want to talk about it then it isn't love
And I guess I'm going to have to live with that
But I'm sure there's something in a shade of grey,
Something in between,
And I can always change my name
If that's what you mean
My friend assures me, "It's all or nothing."
But I am not really worried I am not overly concerned
You try to tell yourself the things you try to tell yourself
To make yourself forget I am not worried
"If it's love," she said, "then we're going to have to think about the consequences."
She can't stop shaking I can't stop touching her and...
This time when kindness falls like rain
It washes her away and Anna begins to change her mind
"These seconds when I'm shaking leave me shuddering for days," she says
And I'm not ready for this sort of thing
But I'm not going to break and I'm not going to worry about it anymore
I'm not going to bend, and I'm not going to break and I'm not going to worry about it anymore
It seems like I should say, "As long as this is love..."
But it's not all that easy so maybe I should
Snap her up in a butterfly net
Pin her down on a photograph album
I am not worried I've done this sort of thing before
But then I start to think about the consequences
Because I don't get no sleep in a quiet room and...
This time when kindness falls like rain
It washes me away and Anna begins to change my mind
And everytime she sneezes I believe it's love and
Oh lord, I'm not ready for this sort of thing
She's talking in her sleep
It's keeping me awake and Anna begins to toss and turn
And every word is nonsense but I understand and
Oh lord, I'm not ready for this sort of thing
Her kindness bangs a gong
It's moving me along and Anna begins to fade away (not)
It's chasing me away
She disappears and
Oh lord, I'm not ready for this sort of thing
.
.
.
.
or maybe I am.
Valeu, Adam.
segunda-feira, 12 de abril de 2004
[o post depressivo que estaria aqui foi apagado pois não fazia mais sentido antes mesmo de ser terminado]
hora de dar mais uma reviravolta da vida.
chega de tentar seguir muitos caminhos e não sair do lugar.
a partir de agora só faço 3 coisas na vida:
Escrevo, estudo para concursos e me dedico àqueles que gosto.
a vida andava complicada demais... ;)
domingo, 11 de abril de 2004
quinta-feira, 8 de abril de 2004
quarta-feira, 7 de abril de 2004
A Batalha Pelo Sono.
um velho texto que escrevi há anos atrás. achei ele agora. ele faz muito sentido, principalmente pq estou voltando para a velha casa onde ele foi escrito...
sim... é um texto longo
"É tão bom ver novamente minha casa depois de uma noite agitada e vazia como esta. Depois da estrada escura, depois de dirigir ao longo de todo o reto e entediante eixão, enfim estou em casa. Estaciono meu carro quase com uma sensação de alívio que não chega a ser prazer, mas é bastante boa. Desço do carro, pego celular e cigarro e me dirijo à familiar e segura porta de minha casa. Coloco as coisas que carrego sobre a tábua de passar roupa, como sempre, o velho ritual. Pego minha chave, como sempre, e aperto o interruptor para acender a luz, como sempre. E então a surpresa: não há luz! A tempestade que desabou há algumas horas atrás deve ter derrubado um fio ou coisa parecida, claro. É muito normal faltar energia após uma tempestade, mas mesmo assim me sinto o mais azarado dos mortais. A sensação de alívio se foi por completo. Vai começar mais uma batalha. A batalha para acertar o buraco da fechadura, a batalha para conseguir navegar pela cozinha na escuridão completa e ainda achar uma vela em meio ao universo silenciosamente tátil em que minha cozinha se transformou. Móvel, bancada, cadeira, mesa... Ah, enfim uma vela! Meu júbilo dá lugar a um novo vazio, meu isqueiro está sem fluido, não há como acender a vela. Heroicamente retraço meu caminho, sem saber ao certo o que procuro, mesa, cadeira, bancada, móvel... Ah, enfim, uma lanterna! Faz-se a luz!
Agora é tudo mais fácil, não é? Claro que é! Agora consigo guiar meu caminho pela cozinha até a porta do meu quarto, e encontrar o caminho até minha cama. Sobre ela, molemente me encara uma aranha. Esta parece ser a pior parte, não é? Claro que não, me sinto satisfeito de ter algum ser no qual descarregar meu desconforto e raiva pela situação. Raiva mesmo eu sinto quando me vejo tendo que limpar os pedaços da aranha esmigalhada de cima de meu cobertor, mas a estupidez tem destas coisas não é mesmo? Deito-me satisfeito então, pensando que agora só falta dormir. Ledo, redondo e ledo engano. Primeiro me lembro de como é desagradável dormir com tantas coisas no bolso, e resolvo trocar de calça. Depois resolvo checar a porta, e depois ainda me lembro de escovar os dentes (me lembrando aterrorizado de como foi terrível minha ultima crise de gengivite). Passo a passo a luz da lanterna que antes parecia um sol a brilhar na escuridão começa a parecer novamente a real bolota de luz que sempre ilumina menos do que gostaríamos. Enfim, depois do que parece uma eternidade realizando tarefas simples que se tornaram complexas nesta escuridão, consigo me deitar. Agora sim, penso, só me resta dormir!
Como posso me enganar tanto em tão pouco tempo? Tão logo me aninho em minha cama, satisfeito por terminar tudo que tinha que ser feito, e me aquieto começo a perceber o enorme silêncio e a enorme escuridão que se apodera de meu quarto, e de todo o meu mundo, afinal. O silêncio é cortado por barulhos infinitamente altos dos calangos passando há metros de distância do lado de fora da casa e das telhas da sala estalando. Todos os ruídos ficam tão altos e assustadores quando se está no escuro completo, não é mesmo? Sinto-me pequeno e desprotegido, deitado na cama com apenas um lençol, que nem sequer vejo, me cobrindo em meio a este mundo negro e assustador e cheio de barulhinhos. Começo a pensar em quantas aranhas mais podem estar me rodeando, esperando que eu apenas durma para passearem alegremente sobre mim e me picarem por pura maldade. Começo a imaginar também todos os terríveis ladrões equipados de poderosas lanternas e com uma enorme mira para atirar no escuro que podem estar rodeando a casa. Antes de começar a pensar em demônios da dimensão das trevas e em alienígenas venusianos nada voluptuosos que podem se mover na escuridão completa com facilidade eu resolvo pegar minha espada e coloca-la ao lado da cama. Então me sento na beirada da cama e rio um riso nervoso de meu próprio ridículo. Eu tenho vinte e quatro anos, um homem que ao menos deveria ser um homem feito, que entende das coisas deste mundo e do mundo dos espíritos, que banca o grande fodão na frente de todo mundo... E que tem medo do escuro. Patético, simplesmente patético.
As horas na escuridão passam lentas. Tento pensar em ex-namoradas, tento pensar em Kendo, compor uma aventura de RPG e até mesmo começo a inventar diálogos com pessoas de meu círculo de amizades que devem estar dormindo sonoramente neste momento, indiferentes a meu drama patético. Tudo para tentar distrair minha cuca amedrontada pelo escuro. É tudo em vão. Basta uma folha roçar numa telha ou uma das portas da casa estalar que novamente Daniel já está de pé, segurando desajeitadamente sua espada em uma das mãos e a lanterna em outra, como se fosse mesmo possível, ou mesmo útil, empunhar uma espada com apenas uma mão... contra um ruído. Dividido entre a resistência a ser ainda mais ridículo e a convicção de que o sono será impossível, resolvo então pegar minha espada de bambú, a lanterna, meu celular e um livro (maldita mania de carregar um livro para todos os lados mesmo que ele seja absolutamente inútil) e me postar na cozinha, montando guarda contra todos os ruídos e rangidos. Imagino que eu estivesse mesmo sendo assustador para todos os sons, pois eles se calaram até o momento em que a luz voltou, pouco antes do amanhecer, me causando um susto maior do que qualquer som. Ah, já não era sem tempo! Deito-me jubiloso em minha cama e penso que agora sim poderei dormir, com todos os ruídos maravilhosos da eletricidade me cercando. O zumbido delicioso do estabilizador de meu computador, os estalos cadenciados e enormemente civilizados da geladeira, o tac tac delicioso do relógio. Meu Deus, como eu adoro os ruídos da civilização provida de energia elétrica!
Eu poderia acabar esta história por aqui, mas me recuso a contar uma passagem tão patética de minha noite sem ao menos termina-la, de uma forma um pouco menos patética, com uma reflexão. Somos todos tão viciados em nossos luxos civilizados, não é mesmo? Mesmo morando em cima de uma simpática colina com vista para metade da cidade avião, e livre de todos os ruídos desta, não sei passar sem estes luxos. Posso valentemente matar aranhas, andar na chuva como a maioria nas pessoas normais não acharia de bom tom, conversar com árvores e invocar duendes para me protegerem quando subo minha estrada de terra, mas não sei ficar confortável sem energia elétrica. Não consigo dormir num quarto escuro sabendo que não está escuro para que eu possa dormir melhor e sim pois não há energia para acender minha querida lâmpada fluorescente. Sinto-me inseguro sem a energia elétrica mesmo quando ela não me seria útil de forma alguma. É como se, sem ela, eu estivesse desprovido do alcance, da proteção, da mãe civilização. É como se minha casa fosse transportada para o meio do mato, e como se tudo se tornasse assustador e perigoso. Esta sim é a coisa mais patética, mas este é o patético de todos nós. Pense nisso da próxima vez que estiver tropeçando pela cozinha de sua casa procurando uma vela para iluminar seu caminho, ou um isqueiro para acende-la. Não somos então todos macacos metidos a fodões com medo do escuro e da natureza?"
"E então ele sentou-se à janela e olhou para o céu. Decidiu que não ia chorar desta vez. Um dia estranho a mais em sua vida, talvez. A expressão de seus medos, ou apenas as estranhezas da vida vestindo as mesmas velhas máscaras... de seus medos.
Olhou para o céu e viu que as nuvens estavam borradas, ou talvez não tenha cumprido sua decisão de não chorar. Os problemas de sua vida parecem estranhos agora, e simbolicamente seu nariz começa a doer. Bateram a porta vezes demais à sua cara, ou seria ele que tem o estranho hábito de dar de cara em paredes que deveria saber que estão lá?
Ele não sabe, e não consegue escrever sobre. Então ele apenas se senta à janela e pensa, ou não pensa em nada, e deixa o tempo passar. No fundo, tudo que ele precisava era de um cafuné de uma mão muito distante agora... uma mão que parece estar atrás de uma ou muitas portas fechadas.
Então ele fecha os olhos e apenas tenta não pensar, enquanto a tarde cai sobre seus ombros como uma enorme pedra. E ele se sente mais sozinho do que antes, mas não mais sozinho do que jamais sentira-se.
De qualquer forma, ele gostaria de ter um motivo de que nem tudo dá errado no fim."
hoje eu só preciso ser compreendido e amado.
um dia ruim, e parece que não é só para mim...
mas no fim é um dia só, para mim.
o único momento no qual sorri hoje foi quando o policial cogitou a hipótese de haver um cadáver no meu porta-malas. a idéia me soou tão absurda e mesmo assim plausível, que eu não pude deixar de gargalhar...
life sounds crazy sometimes.
P.S. O porta malas foi forçado e ninguém conseguiu abrí-lo ainda. e há algo chacoalhando lá dentro...
Ok. O meu carro foi encontrado. Está inteiro e fuinciona. Roubaram livros, meu caderno de anotações, meu pequeno caderno de anotações... ele valia mais do que todo o resto que estava ali dentro....
Aquilo que estacionei lá embaixo não é mais o Brutus. Brutus está violentado e morto. Agora há lá embaixo apenas um carro... e nao sei se estou feliz por vê-lo novamente.
eu preciso descansar um pouco, e começar meu dia de novo. Este começo foi péssimo...
Adeus Brutus...
Roubaram meu carro. O pobre e velho e caquético Brutus foi sequestrado. Não se se sinto saudades. Todos falam, ou tem ao menos facilidade de imaginar, os motivos para se ficar TRISTE por estar sem carro. Então vou inovar, vou listar meus 7 motivos para estar ALEGRE por terem levado o Brutus...
1 - Não vou mais ter que torcer meu cartão de crédito até a ultima gota colocando gasolina.
2 - Vou ter chance de conhecer melhor a experiencia de andar de ônibus em Brasília. Tenho doces lembranças de meu segundo grau e dos ônibus que pegava (ok, estou sendo romântico).
3 - Tenho agora um excelente motivo para pedir carona para as pessoas. Eu adoro andar como passageiro.
4 - O seguro, cedo ou tarde, vai me dar dinheiro pra comprar outro carro.
5 - Todas as preocupações do tipo "eu tenho que lavar o Brutus pq ele tá imundo, tenho que levar ele na oficina antes que pare na rua, tenho que pagar o bendito IPVA antes que uma blitz me pegue" desaparecem instantaneamente...
6 - Do jeito que aquele carro era fácil de arrombar, ao menos levaram logo o carro e não apenas alguma coisa querida que estivesse no interior dele. Dessa forma não tem mais a chance de eu me tornar estupido o bastante para perder algo pq deixei dentro de um carro que pode ser aberto com uma chave de fenda.
7 - Toda a parte da minha história que estava atrelada ao carro foi junto com ele. Novos periodos de vida demandam mudanças. Ficar sem o Brutus está sendo ótimo pra simbolizar a nova fase....
ok, tem o oitavo motivo que quem me conhece sabe muito bem que existe:
AGORA TENHO UM ÓTIMO MOTIVO PARA FURAR, ME ATRASAR, OU SIMPLESMENTE RECUSAR QQ CONVITE. ;)
Estejam em paz.
E em breve espero sugestões de carro novo ;)
terça-feira, 6 de abril de 2004
Um tal de Metralhadora deixou o recado, e eu "repasso pra galera" (sic).
"ENTÃO TÁ! ATENDENDO AOS PEDIDOS DA GALERA. FAREMOS UM ENCONTRO DOS BLOGUEIROS DO DF NO DIA 14 DE ABRIL. SUGIRO ALGUNS BARES E FAREMOS UMA VOTAÇÃO!!
- BEIRUTE - 110 SUL
- LIBANUS - 206 SUL
- MARUJO - 105 SUL
- AZEITE DE OLIVA - 403 SUL
REPASSE PARA OUTROS BLOGUEIROS DO DF QUE VCS CONHEÇAM!!"
Entre esses eu prefiro o Beirute, e vocês? :)
The Bitter End
placebo
Since we're feeling so anesthetised
In our comfort zone
Reminds me of the second time
That I followed you home
We're running out of alibis
From the second of May
Reminds me of the summer time
On this winter's day
See you at the bitter end
See you at the bitter end
Every step we take that's synchronized
Every broken bone
Reminds me of the second time
That I followed you home
You shower me with lullabies
As you're walking away
Reminds me that it's killing time
On this fateful day
See you at the bitter end
See you at the bitter end
See you at the bitter end
See you at the bitter end
From the time we intercepted
Feels alot like suicide
Slow and sad, getting sadder
Arise a sitting mine
(See you at the bitter end)
I love to see you run around
And i can see you now
Running to me
Arms wide out
(See you at the bitter end)
Reach inside
Come on just gotta reach inside
Heard your cry
Six months time
Six months time
Prepare the end
(See you at the bitter end)
.
.
brian knows the truth
brian reads the future
brian is a fag, brian is a god.
thank you brian.
a vida é impressionante o bastante para me manter vivo.
seus caminhos são estranhos
e há supresas no caminho, sempre.
é impressionante como, com um pouco de concentração e macarrão apimentado, consigo escrever rapidamente. :)
o texto (do qual um trecho é citado abaixo), muito adequado embora macarrônico, foi escrito em 7 minutos.
" A questão do ambiental do transito automotivo nas áreas urbanas muito interessa a nós, estudantes de psicologia e condutores de veiculos automotivos. Por este motivo, após alguma deliberação com nosso parceiro de pesquisa, sr. Marcelo Brandt, foi decidido que o tema a ser abordado em nosso artigo é a interação dos motoristas automotivos que sobem a segunda vicinal transversal à via W4 oriundos do balão em frente à saída central do estacionamento da ala sul do Instituto Central de Ciências da UnB com o ambiente do cruzamento da referida vicinal transversal com a via W4, localizado em frente ao Hospital Universitário de Brasília, e a escolha por seguir o caminho indicado pela sinalização, realizando conversão à direita, ou transgredindo a orientação da sinalização e cruzando a pista em uma conversão à esquerda."
Achou o tema irrelevante?
Eu acho que o professor não achou. Assim é a ciência psicolôgica, "uma cienciazinha aborrecida que se ocupa de elaborar sobre o óbvio" já dizia William James (aquele que cheirava gás hilariante e que escreveu alguns dos mais geniais livros sobre loucura e religião).
Manhã de terça feira...
Acordei com a chuva batendo na janela. Isso foi pouco antes da mensagem chegar no celular. Eu acho que já estava sorrindo antes, e certamente estou sorrindo depois. Levanto-me. Há dois textos breves para escrever para uma matéria da UnB. Há muitos emails para ler, há uma aula a assistir, há a chegada de um amigo a comemorar... há tanta coisa a se ajeitar, numa vida que é maravilhosa mas ainda desajeitada... e há ela.
E então me levanto e faço uma coisa de cada vez.
Devagar, a gente chega lá.
domingo, 4 de abril de 2004
(cortesia do blog da Luisa que não é a minha sobrinha)
vamos à caça, meninas!
- posso levar ela em casa?
- não.
- onde você mora?
- longe.
- eu moro perto dela.
- e daí?
- deixa eu levar ela em casa?
- não.
- ela pediu para eu perguntar pra vc.
- já não perguntou?
- deixa, vai...
- NÃO!
my name is cu niahm
UPDATE: segundo a própria, eu teria dito "voce mora perto? problema seu... ela está indo para longe"
pessoas cambaleando pelos corredores / água para todos / cada um cai em um canto / ei, essas almofadas são minhas, eu vi primeiro... / nath, veste isso aqui, vc tá de saia / seu celular deu pau, pega o meu... / eu tenho que escrever um conto, fica para amanhã / tatuagem amanhá cedo / eh, tatuagem amanhã cedo / bebe água você também / melecas pretas de rapé / a casa fica em siléncio...
e então também é minha hora de dormir.
chegamos todos bem, e bem bebados, a Weimar.
sábado, 3 de abril de 2004
Saturnine
The Gathering
The day you went away
You had to screw me over
I guess you didn't know
all the stuff you left me with
is way too much to handle
But I guess you don't care
You don't need to preach
you don't have to love me, all the time
Whatever on earth possessed you
to make this bold decision
I guess you don't need me
While whispering those words
I cried like a baby
hoping you would care
You don't need to preach
you don't have to love me, all the time
You don't have to preach
all the time
sexta-feira, 2 de abril de 2004
Olha lá, quem vem do lado oposto vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos sao escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitoria e perde a gloria de chorar
eu que ja nao quero mais
ser um vencedor
levo a vida devagar
pra nao faltar amor
olha voce
me diz que não
melhor esconder
o coração
Não faz isso amigo
ja se sabe que voce
so procura abrigo
mas nao deixa ninguem ver
Porque será?
e eu que ja nao sou assim
muito de ganhar
junto as mãos ao meu redor
faço o melhor
que sou capaz
so pra viver em paz
(los hermanos, o vencedor)
Pq se parece comigo.
Sometimes...
arquivos... arquivos... arquivos...
enquanto não dou um jeito neste template (leia-se, enquanto não arranjo outro...) aqui vão meus arquivos que ficaram inacessíveis desde mês retrasado:
- Fevereiro de 2004
- Março de 2004
sim... são arquivos de mês inteiro, mas ao menos assim vc consegue acessá-los :)
Agora vamos aos outros posts :)
quinta-feira, 1 de abril de 2004
anti-sionismo de cu é rola
Para aqueles que ficaram chocados ou impressionados com as coisas que os judeus fazem em Paixão de Cristo...
você sabia que judeus explodem criancinhas (e homens maus em cadeiras de rodas)?
você sabia que palestinos também explodem criancinhas e velhos judeus?
você sabia que os norte americanos e os europeus tb explodem criancinhas?
você sabia que os católicos adoravam uma guerra tb antigamente?
na verdade, na irlanda (onde agora não se fuma em público) eles ainda adoram...
você sabia que os protestantes, outra galera que é chegada em Jesus, tb adoram uma guerra?
você sabia que na África mulheres morrem de infecção graças à circuncisão publica (e nada higiênica)?
você sabia que durante o período em que Jesus viveu, matar profetas era uma prática profilática?
você sabia que Castro Alves teve sua perta amputada sem anestesia pq era alérgico a éter?
tudo bem, isso não tem conexão, mas tb foi foda...
por fim... você sabia que os corpos dos palestinos e iraquianos mortos só este ano por causa das guerras pela liberdade e erradicação do "mal" no mundo não caberiam dentro do World Trade Center?
é... este é o nosso mundo. os judeus não são, enquanto povo, piores do que ninguém.
o que não quer dizer que sejam melhores...
se você não sabia de nada disso, vou te contar mais uma coisa...
O SEU PAI COMEU A SUA MÃE! :)
...e eu mal posso esperar,
pq ela é foda e me deixa sem palavras...
e eu já disse que ela é muito foda?
é foda!
(e quando eu uso a palavra foda 3 vezes em um post de 4 linhas, é pq é foda mesmo...)
ficou parecido comigo? :)
gostou? vai lá e faz o seu.
(o link é cortesia da Dorothy Gale, a MAIS PROXIMA fã de Doors de Belo Horizonte)
quarta-feira, 31 de março de 2004
It's in your reach
Concentrate
It's in your reach
Concentrate
If you deny this
Then it's your fault
That God's in crisis
He's over
It's in your reach
Concentrate
It's in your reach
Concentrate
If you deny this
Then it's your fault
That God's in Crisis
He's over
Every time I rise I see you falling
Can you find me space inside your bleeding heart
Every time I rise I see you falling
Can you find me space
Find me space
It's in your reach
Concentrate
It's in your reach
Concentrate
If you deny this
Then it's your fault
That God's in Crisis
He's over
Every time I rise I see you falling
Can you find me space inside your bleeding heart
Every time I rise I see you falling
Can you find me space inside your bleeding heart
It falls apart
It falls apart
Falls apart
Every time I rise I see you falling
Can you find me space inside your bleeding heart?
Every time I rise I see you falling
Can you find me space inside your bleeding heart?
It falls apart
It falls apart
Falls apart
(placebo - passive agressive)
.
.
.
.
.
estava cantando no chuveiro.
Qualé a teta, mina?
(cortesia meupeitinho.fotolog.fot.br)
É a primeira vez que vejo alguém se dar ao esforço de catalogar os tipos de peito. Este é o fim das discussões epistemológicas (ou seriam epeitemológicas?) e do desencontro de jargões nas publicações a respeito do tema.
Vou me abster de emitir opinião sobre preferências geometrico-anatomicas a respeito do tema.
Este é um blog de respeito e eu sou um cara discreto
(e há duas afirmações falsas na linha acima). :)
terça-feira, 30 de março de 2004
Eu
Sei que me disseram por aí
E foi pessoa séria quem falou
Você tava mais querendo era
Me ver passar por aí
Eu
Sei que você disse por aí
Que não tava muito bem seu novo amor
Você tava mais querendo era me ver
Passar por aí
Pois é
Esse samba é pra você, oh, meu amor
Esse samba é pra você
Que me fez sorrir
Que me fez chorar
Que me fez sonhar
Que me fez feliz
Que me fez amar
Eu
Sei que me disseram por aí
E foi pessoa séria quem falou
Você tava mais querendo era
Me ver passar por aí
Eu
Sei que você disse por aí
Que não tava bem seu novo amor
Você tava mais querendo
Era me ver passar por aí
Pois é
Esse samba é pra você, oh, meu amor
Esse samba é pra você
Que me fez sorrir
Que me fez chorar
Que me fez sonhar
Que me fez feliz
Que me fez amar
(nós, cassia eller)
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.
.
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se eu canto é pq me encanta.
segunda-feira, 29 de março de 2004
Um país quase perfeito
Irlanda é o primeiro país do mundo a proibir o fumo na maioria dos locais públicos
Reuters(presenteada pela Károl)
DUBLIN - A Irlanda tornou-se nesta segunda-feira o primeiro país do mundo onde é proibido fumar em todos os restaurantes e bares. A lei, aplaudida por não-fumantes, tornou-se uma dor de cabeça para os donos de pubs que terão que assegurar que ela seja cumprida.
A partir da meia-noite do domingo, passou a ser ilegal fumar em praticamente todos os locais de trabalho, públicos, fechados e em meios de transporte. As multas chegam a três mil euros (US$ 3.825) para quem não cumprir a lei.
Legislações similares já foram impostas a cidades e estados em outros lugares do mundo, como Nova York e a Califórnia, nos EUA, mas a Irlanda é o primeiro país a impor tal restrição em nível nacional.
O ministro da Saúde irlandês, Michel Martin, marcou o dia histórico com um café da manhã sem fumaça no Bewley's Oriental Cafe, um tradicional restaurante em Grafton Street, no coração de Dublin. Durante a refeição, ele disse a jornalista que a lei é perfeitamente compreensível em um país com a maior taxa de doenças cardíacas da Europa.
- Precisamos fazer algo a mais, ir mais longe, para diminuir essa taxa - disse ele.
Na Irlanda, segundo o grupo antitabaco ASH, o cigarro mata seis vezes mais pessoas do que os acidentes de carro e de trabalho, as drogas, os assassinatos, os suicídio e a Aids juntos.
Eu pararia de fumar para morar lá...
com aquela cerveja e aquele clima e aquela magia no ar, valeria a pena largar meus bastõezinhos...
ou não :)
ok... eu tenho MESMO problemas muito sérios com horários.
"você é um gênio, Daniel. uma grande cabeça que pensa e percebe coisas, que sente coisas, que maravilham os outros à sua volta. mas você definitivamente é um dos piores realizadores que eu já vi. você não nasceu para realizar coisas e sim para inspirar pessoas..."
Então tá né? :)
hora de ir pra aula...
E o Rio fica livre do Ciclone/Furacão/Sejaláoquefor Catarina...
Ainda bem! ;)
Boa sorte pro pessoal lá do Sul que ficou fodido com esse negócio. São vitimas quase inocentes da resposta de uma natureza que está pirando frente à maluquice desse tal bicho homem.
Podem esperar... este não vai ser o último dos ciclones que vamos ver batendo em nossa porta agora.
Pitboys espancam pai e filho no Rio de Janeiro
(terra notícias)
E você ainda acha o ser humano é maravilhoso?
Eu acho. :)
só nos falta o mínimo de senso necessário para que possamos nos auto entitular civilizados. Não, nós não somos civilizados. Somos o mesmo animal (apenas um pouco menos peludo ou mais bem barbeado) que descobriu que usando um osso ou pedaço de pau, poderia bater mais forte e sobre isso surgiu a nossa "civilização". O que vc esperava? :)
Isso não impede que muitos de nós sejam realmemte maravilhosos. A brutalidade das pedras realça a beleza das flores que nascem por entre suas rachaduras.
"Entraram juntos naquele quarto da casa de campo. Embora fosse dia lá fora, o quarto estava escuro. A única janela do quarto estava fechada e algumas velas brancas estavam acesas em um canto, sobre o chão de cerâmica muito branca. Ela entrou na frente, conduzida pela mão daquele tão familiar estranho. A porta se fechou atrás deles, sem que ela soubesse ou se importasse se fora fechada por ele. A escuridão do quarto só era afastada então pelas velas, dando um ar muito diferente àquele quarto. A mobilia se resumia a sombras agora e seus corpos projetavam longas e bruxuleantes sobras sobre a parede nua.
Nua era também a forma como ela se sentia, voltada para a parede vendo apenas sombras. Ele deveria estar em algum lugar atrás de si no quarto. Mas ela, não sabia por que, mantivera-se no local para onde sua mão a havia guiado, obedientemente. Seu corpo pulou em ressalto, mas ela tentou não se mexer, quando as mãos dele colocaram sobre seus olhos uma venda. Ele disse em seu ouvido, quase sussurrando:
- Confie em mim.
- 'Eu já não tenho mais escolha há muito tempo...' diz ela, com a voz morrendo no final."
Ela nunca sentira-se tão nua...
domingo, 28 de março de 2004
a matemática dos casamentos
algum pesquisador louco parece acreditar que descobriu algumas equações que determinam se um casal vai ou não se divorciar. tente entender a lógica dele, se o seu inglês e sua paciência permitirem...
"There are no general laws of human relationships as there are for physics, but a leading marital researcher and group of applied mathematicians have teamed up to create a mathematical model that predicts which couples will divorce with astonishing accuracy. The model holds promise of giving therapists new tools for helping couples overcome patterns of interaction that can send them rushing down the road toward divorce.
Psychologist John Gottman and applied mathematicians James D. Murray and Kristin Swanson will describe how the model was developed and how it enables Gottman to predict with 94 percent accuracy which couples will divorce after viewing just the first few moments of a conversation about an area of martial contention. They will discuss their work today at a press briefing during the annual meeting of the American Association for the Advancement of Science in Seattle.
"When Newton invented calculus it put science on a mathematical foundation and physics really took off," said Gottman who is a University of Washington emeritus professor of psychology and director of the Relationship Research Institute. "But psychology is a field that has lagged behind in using mathematics and there is no math in social psychology." (leia mais clicando no texto)
Este texto me foi enviado por um amigo casado :)
sábado, 27 de março de 2004
"...O centro da cidade encanta a menina. Todas aquelas lojas diferentes, era diferente do local onde morava. Havia algo de especial, não era como as outras cidades que já tinha visitado antes, era especial, apenas isso.
Muitas pessoas filmando, tirando fotos e se divertindo e ela para em uma loja. Loja mistica, toda em madeira, com bruxinhas e roupas Hippies, o que não é seu estilo. Procura o nome da loja e lá está escrito: "APOTECARIUM". Aquele nome seduz a menina. Ela pega um papel e anota rapidamente este nome, para nunca mais esquecer.
Durante um bom tempo tentou achar o significado para esta palavra. Buscou dali, buscou daqui, mas nada. E como alguém "achou", "criou" aquele nome? Como foi seu nascimento?
A menina nunca mais voltou a cidade, nem ao menos sabe se a loja ainda existe, mas até hoje ela adora esse nome. Porém ela o colou mais exotico: "APPOTHEKARYUM".
E esta é a historia do nome de seu blog."
(texto extraído do velho Appothekaryum, da Károl.)
ela pensa como eu...
É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o a de que cor
O que está acontecendo
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Com o gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo
Um relicário imenso desse amor
Corre a lua, porque longe vai
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo
Peço o contrário, ver o sol se pôr
Porque está amanhecendo
Se não vou beijar seus lábios quando você se for?
Quem nesse mundo faz o que há durar?
Dura a semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo
Um relicário imenso desse amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Porque que está fazendo assim?
.
.
.
.
.
deu vontade de cantar...
sexta-feira, 26 de março de 2004
Fantasma assombrando uma torre.
Por vezes pareço um fantasma.
Fico me assombrando pelos cantos
no escuro, no silêncio
na clareza dos pensamentos.
No silêncio da noite
eu sou um lorde
exilado de suas terras.
Esqueço meu nome,
Acho que é saudade
Meu brasão, um campo
vermelho de paixão
Acendo mais um cigarro
para ver a fumaça subir
e chamar a torpeza de volta.
Acendo um cigarro
pois sinto muito
e agora não quero sentir.
Agora quero apenas observar
Minha queda, minhas memórias.
Apenas observar.
Acendo um cigarro
como quem acende o pavio
de um flash de fósforo
para fotografar a si mesmo
O Lorde em sua fotografia senhorial.
Para a eternidade, para o amanhã,
para decorar estes momentos,
relembrar os passados
e os lençóis amarfanhados.
Fotografia para a identidade
e para a enfermidade da alma
não me levar embora.
Doce miséria, suave liberdade.
Nesta torre em que me aprisiono
perdi o senso e mantive a vaidade
Tenho memórias e galardão,
não tenho ninguém.
Uma velha poesia...
deu saudades de olhar para ela
e aqui ela está.
quinta-feira, 25 de março de 2004
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
presente da Maria del Carmen, por email.
Culinária Orc
com Daniel Duende
Bifes NakadaKug-Mek
ingredientes:
- dois bifes de coxão duro de aproximadamente 120g cada um
- duas calabresas finas cortadas em fatias pequenas
- molho de soja para cozinha
- tempero GRIL da Maggi
- pimenta do reino preta
- pimenta calabresa em raspas
- manteiga
procedimento:
em um prato fundo coloque os dois bifes e salpique-os com o GRIL. esmurre então os bifes (com cuidado para não quebrar o prato) para amaciar a carne e fazer penetrar o tempero. repita o procedimento com a pimenta do reino (salpicar/esmurrar/cuidado pra não quebrar o prato). afogue os bifes amaciados e temperados em molho de soja e massageie-os para que absorvam o molho. jogue então a calabresa em fatias no mesmo prato e misture-a com o molho de soja temperado. em uma panela média, coloque uma colher de sopa de manteiga e leve ao fogo. quando a manteiga estiver borbulhando, jogue os bifes e vire-os duas vezes antes de retirá-los ainda mal passados. separe os bifes em um prato e jogue o molho e as calabresas na mesma panela (aproveitando a manteiga dos bifes). deixe cozinhar até que o molho engrosse e as calabresas adquiram uma coloração preta, jogue então de volta os bifes e misture tudo. jogue a pimenta calabresa em raspas sobre a mistura, misture bem e sirva em um prato fundo, de preferencia de metal, para conbinar com a aparência do prato. Não esquecer de levar bastante água ou refrigerante ou cerveja para a mesa.
Bon Appetit / Nog Namuk-a
depois que meu mouse misteriosamente desistiu de funcionar, começo a ter uma nova perspectiva da idéia de "vencer dificuldades".
vocês já tentaram manejar o windows2000 usando apenas o teclado? alternar entre programas é a perte fácil. experimentem navegar na web usando o Mozilla apenas com o teclado.
anyway.
i'm here, i'm alive and i'm blogging :)
quarta-feira, 24 de março de 2004
Saturnine (rima com...)
the gathering
The day you went away
You had to screw me over
I guess you didn't know
All the stuff you left me with
Is way too much to handle
But I guess you don't care
You don't need to preach
You don't have to love me, all the time
Whatever on earth possessed you
To make this bold decision
I guess you don't need me
While whispering those words
I cried like a baby
Hoping you would care
You don't need to preach
You don't have to love me, all the time
You don't have to preach
All the time
.
.
.
.
.
eu não resisti...
eu sou EMO, porra.
um emo com uma merda de uma memória boa demais.
a AMY BROWN realmente sabe desenhar fadas...
eu já sabia disso, mas ao revisitar o site para ajudar minha sobrinha mais velha a escolher sua tatuagem, eu REDESCOBRI isso. Fiquei apaixonado :)
terça-feira, 23 de março de 2004
Sobre Assassinatos, Terrorismo, Chipanzés e Cadeiras de rodas...
Então, deixe-me ver se entendi: então um velhinho aleijado de nariz grande, que quebrou a coluna jogando futebol, é um terrorista perigoso e faz todo o sentido que se dispare 3 mísseis sobre ele enquanto ele sai de sua reza matinal com seus filhos? Deixe-me continar tentando entender: esse velhinho é responsável por mais de 450 mortes nos últimos anos, é o fundador da mais feroz facção terrorista da Palestina, é descrito pela imprensa israelente (que adora palestinos) como uma criatura vil e cruel e então não há mal algum que seus filhos e amigos virem carne moída junto com ele? Acho que estou começando a entender. Ahmed Yassim era um homem mau, ele convencia pessoas a encherem seus corpos de explosivos para irem explodir-se junto a outras, ele jogava o povo palestino, que deveria estar satisfeito por não ter terras e ser treino de tiro para o exército israelense, contra seus vizinhos circuncidados? Que homem mau! Por que não jogaram uma bomba de Nalpalm? 3 mísseis deve ter sido pouco...
Agora que eu já entendi a lógica das coisas, vamos ver se minha suposição é correta: Existe um cara, em um outro lado do mundo, que é responsável por muito mais mortes. Dizem que ele parece um chimpanzé e até onde sei também não é circuncidado. Seu nariz também é menor, mas isso não quer dizer que minta menos. Ele é presidente de uma grande nação, alguns diriam que da maior de todas, e para alguns ele é o salvador do mundo livre. Para outros, como aquele velhinho da cadeira de rodas que virou bolhonhesa, ele é o maior terrorista de todos os tempos. Já que o velhinho na cadeira de rodas é um homem muito muito mau por ter matado umas 450 pessoas, por fazer as pessoas se explodirem para explodir outras e por jogar futebol muito muito mal, o que devemos dizer do outro cara, aquele com cara de chimpanzé? O tal senhor com cara de chimpanzé é responsável por 692 mortes civis apenas em UMA campanha militar no Iraque, arrasou um país chamado Afeganistão (vcs lembram onde ele ficava no mapa?) em busca de um homem (e não o achou), jogou o país que governa em uma lamentável crise por causa de seus gastos militares particulares e ainda dá um mau nome ao messias de sua religião, por dizer que ouve conselhos deste. Tanto Ahmed quando Bush (este é o nome de nosso chimpanzé) dizem que falam com Deus. É, eles dizem. Mas são deuses diferentes. O Deus de Ahmed manda que se mate os Israelenses infiéis em nome da guerra santa. O Deus de Bush fala que devemos amar o próximo e... opa, acho que o chimpanzé tava com cera no ouvido quando conversou com Jesus.
Mas este não é o ponto principal, vamos voltar ao ponto para eu ver se entendi. Se o Ahmed (o da cadeira de rodas e nariz grande) era um homem mau por seus feitos, e merecia 3 misseis jogados pelos soldados do Ariel Sharon (o Premiê de Israel, que para não complicar mais este texto fingiremos que é bonzinho), então o que merece nosso chimpanzé? Por favor, lembrem-se que artefatos nucleares prejudicam a biosfera... :)
Em um mundo em que o tamanho do seu nariz, ou o Deus que vc reza, define se vc é um terrorista ou um defensor da liberdade, eu não sei se quero entender muita coisa. Eu, um narigudo que ama um deus com chifres, me sinto pouco seguro neste mundo... vai que inventam de achar que sou um terrorista em potencial... :)
(P.S. não, eu não sou nem nunca fui satanista. quanto a meu nariz, ele é assim mesmo. seria maior se não fosse quebrado.)
segunda-feira, 22 de março de 2004
domingo, 21 de março de 2004
O velho rei senta-se na torre de seu reino. Talvez fosse a mais alta, talvez a predileta. Contempla o vale que se acarpeta além da amurada, o céu onde voam os pássaros que ele hoje bem sabe que não são seus. Os pássaros não pertencem a ninguém. Nem as pessoas.
Olhando à volta para certificar-se de que está sozinho, acende seu cachimbo, aquele mesmo que seu boticarista disse que o mataria. Em momentos como estes, as coisas não fazem o mesmo sentido de antes. Morrer é agora apenas mais um dia da vida, e não uma preocupação.
Ao longe o rei pode ver a comitiva de um de seus filhos, e ele tem tantos, partindo... Ainda há filhos pelo castelo, e em todos os outros lugares. Ele tem tantos filhos, esposas, parentes e conselheiros que não conseguiria lembrar-se de todos agora. O Rei dá uma baforada longa e se delicia no prazer de não pensar em nada... nada...
Olha então para as nuvens no horizonte, e com a alguma sabedoria que seus anos vividos entre problemas demais deram-lhe, espera a tempestade.
Lá embaixo, soam as trompas...
devem ter descoberto seu corpo agora, em seus aposentos...
O rei sorri, e deixa-se ir. Longa vida ao novo rei, seja qual for ele...
que assim seja, e vamos ver o que a noite e o dia me trazem.
é necessário morrer para renascer
e a crença na magia demanda que se acredite
que se pode voar.





