Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
Mostrando postagens com marcador novo mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novo mercado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Enquanto isso, no Global Voices em Português

Saindo um pouco da bolha do Campus Party, vamos dar uma olhada no que está rolando nas outras blogosferas:

- do Brasil, O Escriba dá uma dica sobre uma biblioteca online com milhares de títulos, incluindo livros raros e proibidos, enquanto a campanha do blog Luz de Luma contra a pedofilia arrebanha mais de 200 participantes, incluindo relatos como este aqui.

- no Timor Leste, blogueiros falam sobre a emboscada que feriu o presidente do país, e sobre o próprio presidente, e comentam sobre as consequências disso para o futuro político do país.

- Em Moçambique, um protesto organizado via SMS tem cobertura pela blogosfera. Na Colômbia, alguns blogueiros comentam sobre a marcha contra as FARC. Enquanto isso, abre-se um espaço global para discutir as eleições nos EUA (com todas as consequencias positivas e negativas que isso traz).

Essas e outras você encontra no Global Voices Online, traduzido para o português no Global Voices em Português.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Viva o Ócio Criativo

"Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. (...) É o que eu chamo de 'ócio criativo', uma situação que, segundo eu [penso], se tornará cada vez mais difundida no futuro."

~ Domenico de Masi, O Ócio Criativo

(estava procurando por esta citação há tempos, e a encontrei no 'about' de um blogue com o mesmo nome)


Assino embaixo. O trabalho como é pensado hoje, e já há tempo demais, ainda tem mais a ver com o "tripalium" medieval do que com o ofício dos velhos artesãos que conheciam o amor pela obra bem feita. Só o prazer gera frutos bons. O sacrifício é uma desgraça.

Mas eu ainda preferia ser pago só pra existir...
(é uma piada interna, mas com fundo de verdade)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Diploma de jornalista para quê, se ninguém aprende a ser jornalista na escola?

A Patrícia Köhler do blogue Cintaliga escreveu um post matador (e muito verdadeiro) sobre a realidade dos cursos de jornalismo e a inexplicável (e bem suspeita) necessidade de diploma para se exercer a profissão. Diploma para quê, se boa parte dos estudantes de jornalismo ou já nasceram para coisa (e seriam bons nela mesmo sem curso algum, como o são muitos blogueiros, entre os quais meu irmão) ou não vão levar jeito nenhum para o trampo de jornalista/comunicador nem depois de uma lavagem cerebral?

Segue um trecho do post da Patrícia (que eu encontrei por conta do Overfeeds):

"(...)Na verdade para ser jornalista é preciso ter senso crítico, ser analítico, ter MUITA disposição para enfrentar adversidades e problemas de toda ordem (imagina, alguém que tem preguiça/medo de pegar um ônibus num bairro mais distante do seu, de pedir informação, de apenas falar com um morador de rua tem mesmo capacidade – nem digo intelectualmente, mas principalmente estrutura emocional - para chegar a cargos altos, sejam eles em redações ou como correspondentes em lugares ou situações nem sempre aprazíveis?) e mais uma série de atributos que ou você nasce com eles ou espera a próxima encarnação e conta com a sorte.
Antes dos chatos de plantão me falarem "se reclama da universidade particular, por que não vai para uma pública?", como já fizeram anteriormente em conversas por aí, eu digo que já prestei na USP e não passei, e não tenho a menor vergonha disso, haja vista a relação canditado/vaga daquele curso. Não prestei Unesp ou mesmo univesidades fora do estado, e isso eu realmente lamento por não ter ao menos tentado.
Mas o problema, no meu entender, não reside apenas nisso. Há elite - e como há! – nas faculdades públicas, resta saber se eles agem como os alunos das particulares, com eventuais ataques de criança que se perdeu da mãe num supermercado, ou se lá eles resolvem agir de forma mais adulta e fazer valer os vários meses – às vezes mais de ano - de empenho nos cursinhos.
Mas eu JURO que queria saber o porquê do diploma para se exercer o jornalismo. JURO. Ninguém até hoje me deu respostas plausíveis. Quem sabe você, querido leitor, me convença?
Ninguém me ensinou a escrever na faculdade, muito menos a ler e ser criteriosa. Ninguém me imbuiu de coragem para ir a lugares sozinha com gravador e bloco de papel em punho. Ninguém fez recrudescer em mim a curiosidade, o interesse pela leitura, por ler artigos na Internet, em revistas, ler livros, por gostar de conhecer pessoas e suas vivências.
No dia em que um curso promover isso em um único aluno, talvez eu me renda.(...)"

Vai lá ler o post inteiro no blogue da Patrícia, pois ela parece saber muito bem do que está falando. Concordo com cada palavra do que ela disse. Não preciso, portanto, nem comentar mais nada sobre a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Por outro lado este texto me fez pensar nas consequências (talvez até mesmo benéficas, por um certo ponto) desta proibição. Se por um lado você tem que ter um diploma para ser considerado um "jornalista", não é necessário ter diploma algum para ser blogueiro. Pelo contrário da tendência controladora e centralizadora (e mandona) da industria midiática tradicional, as midias alternativas que são a base da blogosfera e do jornalismo cidadão não discriminam cor, classe, credo, formação ou opinião. A única prova de fogo do blogueiro é saber se comunicar, ter algo a dizer e saber dizê-lo, zelar pela qualidade de sua informação e apresentação e, sobretudo, saber conversar. Não é justamente uma boa parte do que um jornalista deveria ser? Pois então, meus amigos jornalistas com ou sem diploma: vamos blogar!

E que se dane esta lei sem sentido, ou os jornais e meios de comunicação que se prendem a ela e não reclamam. Tudo isso está ficando um bocado demodê. Proibições como estas são um sinal de um velho "modo de fazer" que está em decadência. O jornalismo cidadão está crescendo, e amadurecendo, para tomar seu lugar.
(e foi mais ou menos isso que eu disse lá no comentário que deixei no post da Patrícia)

Quem viver e blogar, verá.



Ah, você ainda não sabe o que é Overfeeds?
Então leia isso aqui, oras!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

BNegão, música com filosofia e a cauda longa cultural...

Em excelente matéria para o Overmundo sobre o trabalho de BNegão e os Seletores de Frequência, Paula Martini dá umas boas pinceladas sobre o novo mercado de produção, divulgação e consumo (um termo que preferia ver transformado em usofruto ou coisa assim) de cultura.

"(...) O rapper é um dos criadores do Movimento Pelo Fim do Jabá, que mobiliza artistas chamando a atenção para a "política" das rádios comerciais de cobrar pela veiculação de músicas:

— O CD da gravadora não é mais acessível, e o preço do disco não tem razão de ser tão alto. Eles falam que é o preço da produção, mas o próprio marketing tem que pagar pra tocar, o que faz aumentar o orçamento do marketing e faz aumentar o preço do disco: é uma bola de neve louca. No fim, o que está em risco mesmo é a cultura nacional. Não é por um acaso que são sempre as mesmas músicas que tocam na rádio. A idéia de botar as músicas na internet vem da vontade de falar para o maior número de pessoas possível, desaguar mesmo nossa produção, já que o espaço nas rádios é ridiculamente limitado. Não fazia sentido segurar: quem iria comprar?

Além de tudo, BNegão não tem o perfil das rádios comerciais brasileiras, atualmente restritas a poucas emissoras agrupadas em rede: sua música não arrebanha multidões, não toca na novela das oito e nem é coreografada pelas bailarinas do Faustão. Alguma chance com as massas? Melhor apostar no crescimento dos mercados de nicho, fenômeno gerado pela queda nos custos de produção e distribuição propiciada pelas novas tecnologias — sem falar no fim da limitação de espaço físico (estoques e prateleiras, por exemplo) para uma cultura que agora circula sem suportes.

(A desmidiatização proporcionada pelo avanço tecnológico e pelo conceito de portabilidade vem se expandindo para bem além dos produtos culturais como música, literatura e cinema: o que dizer dos Linden Dollars do Second Life, senão que pode ser o início da desmidiatização da própria moeda e de tudo que ela pode comprar?)

Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, uma das publicações mais respeitadas em termos de inovação, publicou em seu livro "A Cauda Longa" (Campus/Elsevier) sua teoria que demonstra que o desenvolvimento tecnológico, ao tornar cada vez menos fundamental o meio físico, propicia a mudança de foco da cultura e da economia: os best-sellers passam a ter tanta importância no mercado quanto os produtos de nicho.

O que nos faz pensar em uma abundância caótica de possibilidades. Como separar o que é bom do que não presta para mim? É aí que Anderson fala da importância da "curadoria" de informações através da recomendação, agora exercida não somente pelos agentes "autorizados" (veículos especializados), mas sim por cada um de nós — através do boca-a-boca virtual dos blogs, redes de relacionamento e fóruns de discussão. A força da comunidade é, pois, fundamental para o sucesso de modelos de negócios baseados na Cauda Longa. Como diz o livro: "A primeira força, a democratização da produção, povoa a cauda. A segunda força, democratização da distribuição, disponibiliza todas as ofertas. Mas isso não é o suficiente. Só quando a terceira força, que ajuda as pessoas a encontrar o que querem nessa nova superabundância de variedades, entra em ação, é que o potencial do mercado da cauda longa é de fato liberado".



Mas, e aí?

Se, quanto mais a obra circula, maior é seu valor de mercado, cai por terra a visão tradicional do fonograma como produto final. Assim como se mostram ineficazes todas as tentativas de barrar a circulação de arquivos de áudio na rede. O fonograma se reconfigura como a mais eficiente peça "promocional" de um dos possíveis (e reais) produtos: a experiência da fruição artística ao vivo. Em conferência para agentes da indústria fonográfica mundial reunidos no MIDEM (Mercado Internacional de Música), realizado em Cannes no final de janeiro, Chris Anderson sentenciou para uma platéia obviamente relutante: "Tudo aquilo que está ligado ao formato digital será gratuito. Serão as outras experiências musicais, isto é, aquelas que não são duplicáveis até ao infinito, que vão ser pagas".

John Perry Barlow, co-fundador da ONG Electronic Frontier Foundation (EFF), defende em seu famoso artigo "The Economy of Ideas" que "a economia da informação, na ausência de objetos, será baseada mais no relacionamento do que na possessão". O artista, a partir da repercussão de seu trabalho na web, percebe que o suporte físico não mais se justifica e que o fundamental é conquistar seu público de forma sensível e inteligente. Segundo Barlow, no contexto das novas tecnologias, o dinheiro é ganho não com a música, mas sim através dela.(...)"

Vale a pena ir lá para ler a matéria inteira e, se você for overmundano como eu, dar também o seu merecido voto...


UPDATE:
O Zé Murilo acabou de me dar o toque de que a matéria ganhou destaque na sessão de Cultura Digital do site do Ministério da Cultura. Destaque mais do que merecido (e o pessoal do Minc continua sempre antenado!).
Parabéns para todo mundo... eeeeeeeeê! \o/ :D

domingo, 18 de março de 2007

"Cultura Digital parando de querer..."

UPDATE IMPORTANTE: Segundo o DPadua, em seu blog, "Deu tudo certo, as pessoas já estão começando a receber." :)

---

Ecoando o post do DPadua, que por sua vez ecoa o post do Uirá passarinho.

Uirá divulgando a situação: "Para quem não sabe, a equipe Cultura Digital já está a dois meses e meio trabalhando, sem parar e sem receber. Isso mesmo, não estamos recebendo nossos salários, nem ajudas de custo nem nada. Nosso contrato está parado numa das ilhas do imenso arquipélago burocrático do governo brasileiro. Não que já não estejamos acostumados a isso, já estivemos em situações piores nos tempos em que, ainda sem saber, ajudamos a fundamentar conceitualmente o programa Cultura Viva. Mas agora a situação está insustentável, MESMO!"

Pra quem não sabe, a ação cultura digital é um grupo de pessoas reunidas em 2003 colaborativamente na Internet (em sua grande maioria blogueiros, ativistas e pesquisadores) e foi responśavel por inventar (e mais tarde implementar) o que viria a ser o programa de inclusão social/digital do Ministério da Cultura do Brasil, o Cultura Viva, que põe em prática o uso, produção e reflexão de software livre e conhecimento livre em geral. Já entrando no terceiro ano de trabalho, a ação vem passando por inúmeras dificuldades, especialmente 3 meses de salário atrasado, o que interfere diretamente em sua capacidade de atender os pontos de cultura.

Trabalhei na Cultura Digital nos seus primeiros momentos de Ministério da Cultura, em 2004. Aprendí um bocado, e conheci de perto um bocado do que havia de bom e de ruim (muito ruim) dentro daquela estrutura. De resto, poupo-me de fazer qualquer outro comentário.

Espero que os meus bons amigos que ainda seguem naquele barco recebam o pagamento que merecem.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

que papo é esse de "blogueiro profissional"?

(publicado originalmente no Caderno do Cluracão em 23.02.2007)

O André Oliveira, do blogue Marmota (agora parte integrante do "Shopping Center de Blogs" Interney Blogs), teceu umas considerações bem interessantes sobre essa coisa de blogueiro profissional:
"O que me assusta é saber que esse rótulo transforma as pessoas. Preocupadas com resultados, acabam se levando a sério demais.

Ser "blogueiro profissional" (ou "problogger", que é bem mais legal) é escrever pensando nos números. Nada contra essa prática: quero mais é que todos que procuram esse caminho transbordem a conta bancária. Agora, com tanta gente em busca das mesmas coisas, tenho uma visão muito pesada sobre o futuro da "blogosfera", caso ela "amadureça" por esse viés: isso aqui está se transformando em uma Serra Pelada, com gente demais se acotovelando atrás de alguns tostões."

O André também fala de algumas vicissitudes desse papo de ser blogueiro 'profissa':
"Então cá estou, blogueiro profissional, buscando formas de "monetizar" meu conteúdo; adotando todas as regrinhas de "Search Engine Otimization" para fisgar consumidores; patrulhando os aproveitadores - afinal de contas, além de ser assinado, conteúdo semelhante na rede atrapalha meu posicionamento no Google. Sem essa de compartilhar idéias só para conhecer gente nova ou simplesmente para marketing pessoal: agora, eu quero é ganhar dinheiro. Vou justificar minhas ações na cartilha da ética (e outras totalmente justificadas), mas vou seguir mesmo a lei da selva. E salve-se quem puder.

Tenho medo disso. É o mesmo discurso atribuído a outras áreas competitivas (no caso dos "jornalistas", é exatamente igual)."

E é aí que o cara pegou o espírito da coisa. Quem quer que a profissão -- ops... que o ofício -- de blogueiro se transforme em algo parecido com todos os outros ofícios que perderam a arte e viraram uma coreografia de cachorro comendo cachorro em luta por migalhas? Deste jeito, quem é que quer ser blogueiro profissional? Se eu me recusei a me tornar profissional em qualquer coisa que fosse, justamente para fugir desta mentalidade terrível que acompanha a alcunha, a profissionalização blogueira não faz então nenhum sentido.

Blogs são, como diz a própria apresentação do Interney Blogs "páginas dinâmicas e democráticas - qualquer internauta razoavelmente alfabetizado pode criar o seu). Além disso, possuem linguagem mais informal, interação maior com os leitores (clique aqui para deixar seu comentário!) e dão a seus autores liberdade para escrever o que quiserem, quando quiserem e como quiserem, desvencilhados de limites de caracteres, pautas pré-determinadas e deadlines.". Para se blogar, tem-se que ser igualmente dinâmico, desvencilhado de todas as amarras físicas ou mentais que apodrecem os mercados e as redações jornalísticas e, sobretudo, ter muito tesão por falar e conversar. Estas coisas não se profissionalizam. Então, vá lá, ganhar dinheiro com seu blog -- como ganhar dinheiro com qualquer coisa que se faz com paixão -- é uma delícia. Mas se tornar blogueiro profissional, com todas as vicissitudes e horrores do termo, é coisa de gente que não sabe o que está perdendo -- a própria alegria e liberdade que são a essência do blogar.

UPDATE PICANTE:
Decidi recolocar as frases finais do texto, que havia retirado anteriormente. No dia em que eu tiver que ter papas na língua sobre o que penso, é hora de parar de blogar. As frases eram:
"Se a atividade blogueira começa a obedecer a exigências de mercado, opiniões dominantes dos 'grandes', desígnios dos anunciantes, desejos da burguesia de atenção blogosférica e coisas afins, qual seria a sua diferença em relação às profissões de jornalista e publicitário? Nada contra os jornalistas e publicitários, conheço alguns deles que são fantásticos (curiosamente, a familia Bicarato é rica neles), mas eu sou blogueiro -- blo-guei-ro! -- e como tal gosto de acreditar que a atividade blogueira é como eu, livre pra pensar, falar e fazer o que achar que é certo, sem obedecer a mercados ou idéias nefastas do velho mundo que morre. Blogar é arte, ou então não me chamo mais de blogueiro."

Pronto. Falei. Agora posso seguir desopilado para posts mais leves...

Abraços do Verde


P.S. Em tempo, parabenizo o Edney véio de guerra e toda a galera do Interney Blogs pela proposta e pelo sucesso, e espero que todos eles ganhem tanta atenção, comentários e grana quanto merecem e quiserem ganhar. Só não gosto da idéia de que, para ganhar grana ou ter sucesso (seja lá o que isso significar), um blogueiro tenha que ser alguma coisa diferente do que naturalmente é -- um pensador que vive entre dois mundos e que auto-publica seu pensar e sentir nas teias da rede digital, para os olhos, mentes e corações da rede humana na qual vive.