Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
Mostrando postagens com marcador nonsense. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mudanças... (e fotos)

Acho que este estiloso dragão que venho usando como símbolo (nonsense) do Alriada Express já está caduco. Fico pensando que talvez fosse uma boa idéia tirar aquela imagem dalí, e colocar outra coisa... talvez uma foto minha (blogue sem foto da cara do blogueiro só em país com censura violenta!). Sugestões, opiniões?

UPDATE:
Talvez esta foto aqui, que uso em quase todos os lugares, fique adequada.


Duende is back home. by ~cluracan on deviantART

o que pensam?

UPDATE2:
Ou quem sabe talvez esta foto aqui esteja mais bacana:



(foto batida por Alexandra Martins na Audiência Pública sobre o Projeto de Lei de Cibercrimes de Eduardo Azeredo, no dia 13 de novembro. Foi a Lelex que me mandou a foto, via lista do metareciclagem)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Meu futuro?


Espero que, mesmo que um dia eu ache por bem me candidatar a um cargo público (coisa que eu, definitivamente, não tenho a intenção de fazer), eu tenha ainda um mínimo de bom gosto para chapéus, e ao menos um resquício de bom senso...

(a dica foi do Bicarato, no AINN)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Efeito laptop...


Depois que comprei um laptop (sim, demorei. eu sei) me vi tentado a descobrir as coisas esquisitas que se pode fazer com eles. Entre as pronunciáveis está não trabalhar por mais de meia hora no mesmo lugar. Neste exato momento joguei o saco de roupa suja que ficava no cantinho do meu quarto para um outro canto (alguns centímetros ao lado), me sentei no tal canto e estou trabalhando daqui. Nunca pensei que um dia poderia blogar ao lado do cesto de roupa suja, na companhia de um misterioso martelo que apareceu no meu quarto.

Ok. Isso é esquisito, mas é o tipo de post que se tem vontade de fazer quando se está corujando na frente do laptop para terminar trabalhos atrasados...


UPDATE:
Sim, Mafra. Eu esqueci de te devolver. Marcamos uma cerveja em algum lugar do Brasil qualquer dia, e eu terei prazer em te re-presentear seu mouse. Está sendo muito util por aqui, se isso te serve de consolo...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Promises, promises...

Eu prometi que iria dar mais atenção ao meu blogue, né? Pois é. Eu juro que tento, mas ando um bocado ocupado. De qualquer forma, a gente faz o que pode...

Mudando de assunto, sabiam que o Final Fantasy XII do P.S.2 é bem legal?

É. É sim...

Ei! O que é aquilo? Uma mandrágora com braços e pernas!?

(Duende sai de fininho para escrever o próximo post....)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"Shinnenkai"

"A shinnenkai (Japanese, lit. "new year gathering") is the Japanese tradition of welcoming the arrival of the New Year, usually by the drinking of alcohol. A shinnenkai is generally held among co-workers or friends in January."

Estes japoneses não tem mais o que inventar. No meu tempo isso se chamava "arranjar motivo para beber com os amigos". Acho muito bom. :)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Lista de compras...

- um teclado novo.
- mais um pacote com 10 maços de Hollywood.
- dois pneus novos para o Brutus.
- 10kg de disciplina.
- um cérebro novo.
- 3 horas extras para o dia.


é...

P.S. A Patinha, mergulhada no parto de sua monografia, também pediu um cérebro novo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Procura-se

Alguém viu a minha capacidade de concentração por aí?
Passei o dia inteiro procurando por ela. Procurei dentro da geladeira, debaixo das cobertas da cama, dentro das panelas, dentro das malas... mas não a encontro em lugar nenhum.

E a "to do list" só vai aumentando, enquanto eu fico vendo elefantes azuis passeando pelas paredes...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

sentidos ocultos por trás de "Marcha soldado"...

Estava pensando enquanto preparava meu café da manhã...

Será que há algum significado político oculto por trás daquela velha cantiga "marcha soldado / cabeça de papel. / se não marchar direito / vai preso pro quartel. / o quartel pegou fogo, / a polícia deu sinal: / acode acode acode / a bandeira nacional!"?

Não é um pensamento absurdo. Vejam bem: por quê o soldado tem a cabeça de papel? Será uma mera referência aos chapeuzinhos de soldado que usávamos quando crianças(!?) nos desfiles de sete de setembro? Ou será que há algum significado por trás disso, sobre a fragilidade ou falta de profundidade da cabeça dos milicianos? E essa história de "se não marchar direito, vai preso pro quartel"? Isso sempre me assustou na infância. Não será uma ameaça velada aludindo ao rigor dos militares? Por fim: o quartel pega fogo com o soldado (preso no verso anterior) dentro, e a polícia quer salvar só a bandeira nacional? E o pobre do "cabeça de papel" que "não marcha direito"? vira carvão?

Ou essa cantiga é assustadora, ou eu deveria dormir entre o jantar e o café da manhã em vez de ficar trabalhando a madrugada inteira... hahahahah

terça-feira, 19 de junho de 2007

Descoberta bombástica.

Meu novo fã Colin Brayton, que também é fã da AINN, acaba de fazer uma descoberta bombástica!

Ao analisar, em seu comentário sobre a entrevista que dei à PBS, a minha escrita e compará-la com a do meu irmão Zé Murilo, ele chegou à chocante conclusão de que somos a mesma pessoa.

"Postscript: Reading through the forums at the Imaginary News & Nonsense Agency, I believe there is evidence for supposing that Mr. “Duende” is actually Murilo himself.

Mr. Duende writes, recommending Murilo’s post:

Eu estava querendo fazer um post sobre o Global Voices há bastante tempo. Mas ninguém melhor para blogar sobre o assunto do que o próprio editor de língua portuguesa do hyper-bridgeblog.

Mr. Murilo’s post begins:

Há tempos venho querendo escrever um post aqui no ecodigital dedicado ao projeto Global Voices Online, no qual venho desempenhando a função de editor de língua portuguesa desde maio de 2006.

The parallel wording is striking, though not, of course, conclusive."

(C. Brayton em seu fantástico post "The Imaginary News and Nonsense Agency")


Tendo em vista que o senhor Brayton é um renomado analista político e uma pessoa de notável lucidez em seus comentários, fui até o espelho do banheiro para me certificar de que eu sou eu mesmo, e não meu irmão, e vice versa, em conjunto, em uma só pessoa.

Depois de cinco segundos me olhando no espelho, meu senso de identidade foi parcialmente recuperado. De qualquer forma, eu gostaria de ler algumas reafirmações de meus leitores a respeito de minha identidade.

Meus amigos, por favor, me digam: Eu sou eu mesmo? :)


p.s. agora fiquei preocupado. será que Cintia Moscovich na verdade é Clarice Lispector? Medo! :D

p.p.s. infelizmente não pude deixar um comentário no blog do Sr. Brayton elogiando seu talento e perspicácia. ele seria uma grande adição ao time do AINN. :D~

p.p.p.s. o DPadua acaba de me lembrar que sofri outro ataque semelhante ao meu senso de identidade em 2005. Naquela época, um dos editores da pt.wikipedia "cismou que cismou" que eu e o barbudo DPadua éramos a mesma pessoa, simplesmente por termos o mesmo primeiro nome e escrevermos de um modo levemente semelhante. Pobre do meu senso de identidade, em um mundo de pessoas loucas como estas, hehehehehe

terça-feira, 12 de junho de 2007

Por Tutatis! Um museu criacionista?

Diorama do museu, mostrando Adão e Eva no Paraíso
Diorama do Museu da Criação mostrando Adão e Eva no Paraíso
Um polêmico museu que nega a teoria da Evolução e defende que o mundo foi criado segundo o que diz a Bíblia foi inaugurado na segunda-feira nos Estados Unidos, no Estado do Kentucky.


"O Museu da Criação custou US$ 27 milhões, pagos com verbas particulares da organização cristã Answers in Genesis (Respostas no Genesis), e visa, segundo sua página na internet, "demonstrar aos visitantes que a Bíblia é o verdadeiro livro de história do universo", indo contra todas as teorias mais famosas da ciência que explicam a história do humanidade, como a Teoria da Evolução de Charles Darwin - que diz que o homem descende do macaco - e a teoria do Big Bang - que diz que o universo surgiu de uma grande explosão..."

(não fui eu que falei! a reportagem é da BBC Brasil)


Ora, mas que bobagem!
Todos sabemos que o Grande Espaguete Voador criou o universo, e que no princípio haviam as montanhas, os vales, os rios e um anão.

Esses cristãos! Sempre querendo inventar moda, com esse barbudo e essa ruiva aí. humpf! :D

quarta-feira, 6 de junho de 2007

vivendo e aprendendo...

Querido diário...
(e por quê não se pode começar um post assim?)

Hoje aprendí muitas coisas.

Aprendí que as aparelhos Gillete Sensor3 se encaixam perfeitamente nos cartuchos de refill (danada de palavra feia) Gillete SensorExcel, e que o mundo não acaba por causa disso. Na verdade isso estava escrito na caixa, mas eu nunca havia parado pra ler (e por pouco não fui inutilmente à farmácia para trocar os cartuchos comprados por engano). Vai dizer que você já sabia disso!?

Aprendí que o terceiro modo mais simples de não se ter cerveja para tomar quando se quer, depois dos indiscutíveis "esquecer de comprar" e "esquecer de colocar na geladeira", é "esquecer de tirá-las do congelador". A lata de cerveja congelada sobre minha mesa, babando lamentavelmente uma espuma sorvetina branca, não me deixa esquecer disso...

Aprendí que a vida pode ser um bocado surreal, meu querido diário, e que quando você pensa que as coisas vão ser de um jeito -- vruomps! -- vem a vida e muda tudo, e você se vê enlouquecido e se preparando para fazer depois de amanhã uma viagem que você queria que chegasse logo, mas que você nunca imaginava que seria antecipada por motivos tão tristes...
E, não, eu não acho que vruomps é uma onomatopéia inadequada. Você acha?

Aprendí também, e já aprendí tarde, que os leitores do Alriada não se interessam muito por minhas idéias sobre absurdos do cristianismo moderno ou sobre a corrupção em Brasília. Observando as estatísticas de acesso do blogue, notei que dos quase 300 acessos diários, menos de 5% se destina à página inicial e muito poucos se destinam diretamente a estes posts. Enquanto isso, a discussão sobre a reprodução dos Teletubbies e a bandeira da Escócia estão bombando no Google. Na verdade, acho que nem mesmo eu consigo achar estes meus posts dos últimos meses lá muito interessantes. Perdoem-me, vai. Eu estava morrendo de tédio aqui no Rio, e eu sei que vocês me acham um cara legal. Foi só um período pouco inspirado! Prometo que vou voltar a escrever meu velho blog de nonsense e coisas engraçadas e perfeitamente pouco úteis. Vocês ainda me amam?

Encerro assim, meu querido diário, minhas reflexões da noite.

Agora só tenho que colocar aquela bendita tradução daquele bendito post no ar... e... pronto, agora vou poder descansar. :D

sexta-feira, 25 de maio de 2007

reflexões, torcicolo e... e... e é isso.

Toda vez que releio meus posts aqui no Alriada eu penso a mesma coisa:
"Ahn.... tá legal... tá legalzinho, mas tá muito sério. Isso não parece comigo."
Ou será que parece? Não... não parece não. Bem... acho que eu deveria deixar esta seriedade para escrever em outros lugares, que pedem esta seriedade, como o Global Voices e, quiçá, o Overmundo (embora eu goste de manter meu humor por lá). Mas aqui? Aqui é meu blog. É minha casa. Tinha que ter a minha cara. É... acho que tenho que repensar um pouco o meu jeito de escrever por aqui. Isso aqui não parece com o blog do Daniel Duende.

Daqui a pouco o Ornitorrinco Bugalú, de onde quer que esteja, vai soltar raios e fumos fétidos sobre mim para me punir...

Falando em punição:
Estou com um puta torcicolo.
Acho que estou precisando de uma massagem. Alguém se habilita?


Tá... tá... vou voltar ao trabalho.

sábado, 12 de maio de 2007

uma atrás da outra...

- Daniel, você está bebendo uma cerveja atrás da outra!
- Sim tia. Eu não consigo bebê-las todas ao mesmo tempo.
- Mas você não pode fazer isso!
- Eu sei. É por isso que eu bebo uma depois da outra...
- ...

terça-feira, 24 de abril de 2007

Viva Boris Ieltsin...

Depois da "morte inesperada" (segundo os médicos) do ex-presidente russo Boris Ieltsin, uma música dos Gramofocas (a qual eu já dancei muuuito nos showzinhos do Sesc em BSB) me veio à cabeça e não saiu mais. Resolvi fazer este post como uma homenagem ao simpático carinha rosado que era chegado numa "vódega", e para ver se a bendita música me sai da cabeça...

Viva Boris Yeltsin (sic)
Gramofocas.

Ele é o presidente
Dos que eu vi o mais legal
É um beberrão
Só passa mal

É disso que ele gosta
É isso o que ele quer
Depois de duas vodkas
Ninguém pode parar em pé

E quando ele acorda
O seu café não é Nescau
Ou é Smirnoff Orloff
Ou é Baikal

Ele é o grande chefe russo
Do oeste ele vem
Viva Boris o bebum
Eu quero ser bebum também

Viva Boris o bebum
Eu quero ser bebum também
E ter eslavas como ele tem

Porque ele enfrenta o Tio Sam
Ou a Chechênia, ele pode encarar
Mas o bafômetro vai assustar
Isso ele não vai encarar

E no partido vermelho
Ele é o mais popular
Todas as russas de lá
Se não ganhou ele vai ganhar

Mas se o assunto é conferência
Ele manda um asessor
É melhor jogar Civilization
No computador

Se você é comunista
E quer beber e quer dançar
É no palácio de Moscow
Que as festinhas vão rolar

Porque no som o presidente
É quem decide o que toca
Rola punk e rockabilly
Sem esquecer também da polka

Rola punk e rockabilly
Sem esquecer também da polka
Isso no Kremlin é o que toca

Porque ele enfrenta o tio Sam
Ou a Chechênia, ele pode encarar

Mas o bafômetro vai assustar
Isso ele não vai encarar



É claro que eu não poderia poupar vocês do vídeo... :)




Pronto, agora descanse em paz, meu chapa.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Babawaggababawabababbawaggababah...

Porque este blog anda ficando sério demais...
(porque eu andava ficando sério demais...)

tá vivo!

De vez em quando você sonha que está voando? Eu costumava sonhar com isso, mas há algum tempo que não sonho com quase nada. Mas não vamos falar de mim, por hora. Quando você sonha que está voando, como é que você faz para voar? Tem que fazer alguma força com a barriga, com as costas, ou coisa assim? Seu vôo é algo gracioso, ou é meio desajeitado? Em meus sonhos, apesar de ser um vôo delicioso, tenho a impressão de que eu era um voante tão destro quanto uma barata voadora...

Babawaggababawabababbawaggababah foi, durante anos, uma das expressões mais engraçadas nas quais eu conseguia pensar. Era o grito de guerra de alguma das criaturinhas surreais do jogo ToeJam & Earl, um dos mais surreais jamais feitos para um videogame (e também um dos jogos com a trilha sonora mais legal que eu já vi). Era uma expressão que eu gritava para mim mesmo quando queria descontrair depois de um momento sério demais. Geralmente era acompanhada por uma corrida desenfreada, com os braços levantados e as mãos espalmadas, em nenhuma direção em particular (imitando o monstrinho que inspirou-me a expressão).

Andava sentindo falta de dizer babawaggababawabababbawaggababah. Esta e outras pequenas coisas é que davam o tom da minha suave maluquice que me mantinha são. Não sei por quê diabos invento, por vezes, de ser tão sério. Eu sou o cara que sonha que está voando (e voa que nem um zangão bêbado), e que sai gritando babawaggababawabababbawaggababah por aí, e que anda na ponta dos pés aos saltitos... e que geralmente não estava nem aí para quem achava que nada disso fazia sentido.

12 de março é um bom dia para deixar de ser tão chato comigo mesmo, por nenhum motivo em especial. É parte do meu nonsense, e só tem mesmo que fazer sentido (ou não) para mim mesmo.

Vou alí.
Babawaggababawabababbawaggababah pra vocês.