Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Viação Itapemirim: ônibus quebrados e motoristas despreparados.

Aproveitando a deixa, vamos falar de algumas das cagadas cometidas pela Viação Itapemirim nesta minha viagem a BH.

Antes de mais nada, parece que os motoristas que eles contratam para a rota Brasília-Belo Horizonte são contratados apenas para dirigir, e não para se comunicar. Por mais que se tente, não é possível conseguir informações ou muito menos um sorriso deles. Além disso, o motorista que dirigia o ônibus na ida não sabia operar o ar condicionado do ônibus e o nosso (zuretíssimo) motorista da volta não sabia dirigir em linha reta e mentiu descaradamente sobre as condiçôes de viagem do ônibus que dirigia. Quando perguntamos para ele, logo que o nosso ônibus quebrou no meio da estrada, se aquele ônibus já estava dando defeito antes, ele disse categoricamente que não -- para ser logo desmentido por dois passageiros que afirmaram que aquele mesmo ônibus havia quebrado 2 vezes no dia anterior. Mas não me importo tanto de ter um motorista mentioroso quanto em pagar mais de cem reais para viajar em um ônibus com defeito. A culpa não é do zuretíssimo senhor, e sim do chefe dele.

E chegamos então ao episódio da quebra do ônibus. Além do desconforto de esperar mais de 40 minutos na beira da estrada por um "ônibus de apoio" que estava -- segundo nosso zuretíssimo condutor -- "logo alí", ainda fomos embarcados em um ônibus velho com os assentos ainda mais mequetrefes do que o anterior (que já eram bem ruins), o que tornou as 11 horas de viagem quase em um suplício. Mas tudo seria bem suportável se o motorista, aquele zuretíssimo senhor, soubesse dirigir em linha reta. Mas não, ele não sabia. Ziquezagueou a viagem toda, tirando finos dos ônibus que vinham na direção contrária e ora dirigindo depressa demais, ora dirigindo tão devagar que pensávamos que o ônibus havia quebrado de novo.

Com motoristas, ônibus e atitude empresarial como esta, me surpreende que alguém ainda queira viajar pela Itapemirim. Da próxima vez vou ser um pouco mais organizado e pego um Rota Mineira, e garanto que serei muito mais bem tratado...