Pensamentos, notícias, comentários e nonsense do nosso mundo e do meu mundo.
Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.
Achei não só o roteiro do curta muito bom, mas o visual também é impressionante. É claro que há um ou outro detalhe questionável na mensagem, mas o difícil é achar um roteiro ou manifesto que não diga nada questionável...
Por falar na Rainha Rania da Jordânia, tenho uma forte impressão de que muitas rainhas, primeiras-damas e pessoas de vida ganha menos notórias do mundo afora poderiam se mirar no exemplo da jovem consorte do Rei Abdullah.
Considerada por muitos como uma das rainhas mais belas do mundo, e reconhecida em sua inteligência e capacidade por seu povo e por seu companheiro, o rei (que a tem como representante em alguns dos mais importantes forums econômicos e políticos do Ocidente), a Rainha Rania resolveu ir além. Arregaçou as mangas e deu a cara a tapa para o Ocidente: Fez um vídeo para o YouTube (de fato, criou um canal por lá) onde ela chamava os usuários a colocarem, com a delicadeza ou fúria que quisessem, suas opiniões ou dúvidas sobre o mundo árabe nos comentários do vídeo, prometendo que depois, com o tempo, faria vídeos onde "desbancaria um a um todos os estereótipos e preconceitos a respeito do Mundo Árabe". Falou, e está fazendo.
Eleita por uma revista árabe sobre blogues como a mais importante video-blogueira do mundo árabe, a Rainha Rania já lançou sete vídeos abordando questões levantadas pelos comentários que recebe, e seu canal publica também vídeos de vários outros autores que falam sobre o mundo árabe nas mais diversas linguagens, seja a do jornalismo, seja a da música, seja a da sátira. A Rainha diz acreditar que o mundo está precisando de muito mais diálogo, e que o trabalho que está realizando é aquilo que ela viu que podia fazer para ajudar a fomentar este diálogo, criando uma ponte através das distâncias e preconceitos na tentativa de mostrar um outro lado do mundo árabe e do islã.
Seus vídeos são curtos, falados em inglês simples e seguro, e dão respostas diretas e honestas -- sem truques de discurso -- às questões que aborda. Em certo momento, falando sobre a violência contra as mulheres no mundo árabe, a Rainha diz algo como: Se as mulheres são vítimas da violência no mundo árabe? (pausa) Sim, elas são. Mas esta não é uma questão particular do mundo árabe. No mundo inteiro mulheres estão sendo vítimas da violência todos os dias. Mas todos os países [árabes] estão fazendo esforços, através de governos, ONG's e da ação de seus povos para mudar este quadro. Esta é uma guerra que nós também ainda não vencemos, mas estamos todos caminhando, uns mais depressa, outros mais devagar, mas todos em uma direção positiva.
O garoto americano está muito puto, e diz que vai enfiar uma bala na cabeça do motherfucker do presidente se este não renunciar. Como disse o Cris, do e-esquina, "muito fofo".
Não é assim que se faz, garoto (ou quem sabe, seja), mas eu achei interessante de se ver. Interessante que um garoto de -- quantos? -- 9 ou 10 anos possa gravar em sua casa um vídeo ameaçando o presidente de seu país (ou será que não pode, e vai ter seu "sumiço" providenciado pela inteligência do governo?). Motivos, e gente querendo ver o grande terrorista morto, não faltam. Estes são tempos diferentes e estranhos, embora infelizmente muita coisa por aí ainda continue a mesma merda.
(O e-squina também informa que, se o FBI tirar o vídeo do ar, há um link alternativo para ele)
Resta saber se o milagroso plugin também pode ajudar meus compatriotas que ainda trabalham em empresas cujos chefes pensam como um presidente radical iraniano.
Na semana passada rolou (e eu acabei não blogando a respeito), uma dica bacana sobre a blogada do Lou Gold sobre como a Terra Preta (ou "Biochar", como os gringos a chamam) pode ser a solução para o aquecimento global.
O Mohamed Nanabhay deu a dica num dos grupos de discussão do GVO, que a AlJazeera, canal árabe de televisão que é tido como um dos importantes centros de cobertura jornalística do Oriente Médio e Norte da África, está disponibilizando partes de sua programação em árabe e inglês no youtube.
Além de hilário, é um bom lembrete para quando a gente começa a ver o mundo com olhos muito complicados. As coisas são mais simples do que a gente tenta fazer elas serem, macacada. :)
Tentou publicar um vídeo do YouTube no seu blog do Blogger, e descobriu algum erro no post? Sem problemas, não é? Basta editar o post e corrigir o problema, certo? Mas então você descobre um dos bugs famosos do blogger, o de implicar com os vídeos do YouTube "embeddados" no post quando se vai tentar editar o post.
No blogger antigo, bastava mandar o sistema ignorar o aviso de "erros de código" e seguir em frente. O post era republicado bonitinho, sem problema nenhum, e o blogger mostrava que só estava sendo cricri. Mas agora não há mais a opção de ignorar o problema "tocar ficha na parada". O que fazer então?
O problema consiste em uma implicância do Blogger com a falta do fechamento de tag /embed no final do post. O que acontece é que o vídeo do youtube, originalmente, TEM o tal fechamento de tag /embed ao final do post, mas quando o blogger reabre o post para edição, ele dá um sumiço no fechamento da tag (não me perguntem por quê ele faz isso). Logo, quando ele vai processar o post editado, ele implica com a tag não fechada ao final do objeto/vídeo.
A solução é mais simples do que parece. Basta ir no código de objeto do vídeo e colocar de novo a tag (não se esqueça do "<" e do ">") /embed, logo antes do fechamento de tag /object. Depois, e só mandar publicar (mas não esqueça de verificar se o blogger também não sumiu com as suas marcações de permissão de comentários e de trackbacks, no menu de Opções de Postagem).
Fez sentido para vocês? Se não fez, eu explico de novo. Eu ADORO explicar coisas... :)
O título deste post foi o pensamento um tanto heterodoxo e, tá certo, meio exagerado, que me veio à mente quando vi neste post (do sempre antenado Inagaki) o vídeo do direito de resposta dado pela justiça a Leonel Brizola em 1994, que foi lido no Jornal Nacional por Cid Moreira (cuja voz, cá entre nós, é mais propriedade de Roberto Marinho do que dele próprio). Tentei encontrar uma frase menor para espelhar minha idéia, mas esta frase já disse tudo. (eu tenho problema com frases e títulos grandes -- já procurei ajuda especializada para parar, mas o vício é mais forte do que eu...) :D
É um grande momento da história da comunicação (e da liberdade de expressão) brasileira, não é mesmo? :)
p.s. tenho que reformar logo o Alriada Express, antes que meus posts sobre blogosfera e afins sufoquem o meu pobre e singelo Caderno do Cluracão.
p.s. agora sim, o post está publicado no blog certo. :D