Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Saí por aí.
Volto algum dia...




Saí por aí para procurar por mim mesmo.
Para procurar pelo poeta das palavras livres que dançavam,
pelo menino que se encantava com as coisas
e que mesmo triste sabia sorrir.
Procurar pelo cara que acreditava em seus ideais,
e que tinha vontade de lutar e festejar.

Saí por aí a procurar o menino-homem-duende
que brilhava na escuridão ou mesmo na luz,
que era filho dos Deuses e das fadas,
mas também amigo das pessoas
e que tinha sempre uma história pra contar,
mesmo que a precisasse inventar.

Saí para procurar a inspiração
que se perdeu em meio aos dias,
e pelo encanto que desapareceu
de meus olhos e de meus sonhos.
Saí para procurar por um pouco de merecida paz.

No coração eu levo todo o amor que tenho
e as chamas que não se apagam nunca.
E na alma levo a impressão do meu valor,
que não se perde nunca
mas que por vezes se extravia
em meio aos dois mundos,
um dentro e um fora,
que são tão grandes
e tão cheios de belezas e perigos.
Levo na cabeça um chapéu
e na bolsa um caderno de poesias boas e ruins.
Levo também aquilo que sou...
e a esperança.


Saí para me encontrar
e encontrar meu caminho.
Volto quando achar.


Para aqueles que me amam,
ou que apenas me visitam,
fica o meu adeus ou até logo.
(o que dá no mesmo, nesta vida de caminhos
tão cheios de reviravoltas...)

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