Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

segunda-feira, 13 de junho de 2005

a único jeito de realmente viver a vida e vivê-la como ela é.
a gente só controla as velas do barco. o vento é dono de si mesmo.

sim. estamos vivos.

Landscape

Sábado.

Muito legal, carinha!
Showzinho de bola!





mesmo. :)

o menino e as asas
uma poesia de varanda de Daniel Duende

já ia bem longa a tarde,
longas suas sombras fugidias,
e o menino na sacada, seguro,
apenas se debruçava e assistia.

ele viu o mais belo passarinho
a bater asas, cruzando a vista.
foi então que o menino também
desejou ter asas (de novo).

mas não é para meninos voar,
como não sabem de amar os pássaros.
então o menino na sacada, seguro,
amou o pássaro distante a voar
e o pássaro apenas voou.

e no vôo de sua imaginação
o menino imaginou suas asas
como a do pássaro que amou.
e assim, com as asas de seu amar
dentro de sua imaginação
o menino também pôde voar.




o querer nos dá asas.
basta querer.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

estou quase conseguindo alugar meu apê.

torçam por mim. este lugar vai ser uma zona! :)

quinta-feira, 9 de junho de 2005


Spinal Curvature - Mario Aguila (flickr)

fotografia é luz sobre a forma.
só quem domina a luz domina a foto.

as formas exercem seu próprio domínio...

O Poder do Pânico
(ou como ser amigo de Pã e resolver seus problemas...)

o pessoal da imobiliária (com o qual eu estava negociando há quase dois meses) resolveu me sacanear e voltar atrás nas negociações. de repente me vi sem apartamento em vista, sem quarto (pois eu tenho que liberar o quarto do Lou Gold) e em breve sem lugar para ficar (já ocupei o estúdio do DP tempo demais...). Pânico!

Mas Pã é meu amigo, me ajuda a trabalhar objetivamente. Em 2 horas já havia ligado para 31 imobiliárias e selecionado sete apartamentos para olhar. Amanhã vai ser um dia cheio, mas até o final da semana que vem eu estou assinando um contrato. Assim vai ser, pq assim eu vou fazer ser...


Quer um conselho? Não confie em vendedores de carros, agentes imobiliários, políticos ou pessoas que dizem que são bondosas. Acredite em você. Só você salva. :)

"...então um dia vc acorda de manhã e resolve que vai resolver as coisas pendentes. você já fez isso muitas vezes na vida. em algumas delas vc realmente resolveu tudo e ficou numa boa. em outras vc tentou e acabou não conseguindo resolver as coisas do jeito que queria, mas no fim tudo acabou se resolvendo. de um jeito ou de outro dias como estes sempre te fazem bem..."


né? :)

"and
then
the
holy
snake
said:





CUT THE CRAP!"

quarta-feira, 8 de junho de 2005

...fumando um cigarro no novíssimo fumódromo do 4o andar do Minc, escuto papos estranhos. Histórias esquisitas de velhos funcionários públicos, falando de boca cheia de velhos desmandos de Cristóvão Buarque e da culpa óbvia dos funcionários do CESPE nos esquemas de fraude em provas... tudo muito esquisito.

Levei quase 5 minutos para entender que se tratavam de Rorizistas. Todos os fatos são distorcidos para um lado ou para o outro, dependendo do "time" no qual você está inserido. Todos os "times", no fim das contas, fedem...



A cada dia que passo tenho mais desgosto com a ridícula tentativa de governo democrático representativo. Isso nunca vai dar certo! A política profissional é uma atividade nojenta e fedida. Não dá para ter fé de que algum dia as coisas vão funcionar assim. Toda a coisa já está viciada demais...




saudades do futuro sonsorolano...

Henry Miller é foda...
quem conhece Henry Miller pode gostar dele ou detestá-lo (o que é muito comum entre pessoas sensíveis). O que poucos discordam é que a palavra mais adequada para ele é "foda"...

"...Ó Tânia, onde estão agora aquela sua boceta quente, aquelas ligas gordas e pesadas, aquelas coxas macias e arredondadas? Em meu membro há um osso de quinze centímetros de comprimento. Tânia, alisarei todas as pregas de sua vulva, cheia de semente. Mandá-la-ei de volta para seu Sylvester com a barriga doendo e o útero virado. Seu Sylvester! Sim, ele sabe acender um fogo, mas eu sei inflamar uma vagina. Enfiarei pregos quentes em você, Tânia. Deixarei seus ovários incandescentes. Seu Sylvester agora está um pouco ciumento? Ele sente alguma coisa, não sente? Sente os remanescentes de meu grande membro. Deixei as margens um pouco mais largas. Alisei as pregas. Depois de mim, você pode receber garanhões, touros, carneiros, cisnes e São Bernardos. Pode enfiar pelo reto sapos, morcegos, lagartos. Você pode defecar arpejos ou amarrar uma cítara sobre o umbigo. Eu estou fodendo, Tânia, para que você fique fornicada. E se tem medo de ser fornicada em público, eu fornicarei privativamente. Arrancarei alguns pelos de sua vulva e os grudarei no queixo de Bóris. Morderei seu clitóris e cuspirei moedas de dois francos..."
(Henry Miller in Trópico de Câncer)

Pronto... agora vocês já sabem o que é Henry Miller.

há um ano atrás...
lou gold, o bom e velho papalou, me ensinava algo sobre lidar com a minha própria sombra...

"Saying you have a bad side is like saying you have an ass hole. That's pretty obvious. God gave you an ego and gave you an ass hole and both have their uses. They shouldn't be denied. Trying to negate you have a bad side in your ego, or trying to negate your own ego, is like trying to forget you have an ass hole. You'll shit anyway, but so you won't be able to wipe your ass and then you begin to smell real bad. Look into your bad side, accept it, deal with it, like you deal with your ass hole. Try to shit neatly and wipe your ass, and then flush, and go on with your life. Being stuck in guilt is like carrying your shit with you..."

Agora ele está de volta. Chega hoje às 19:00hs.

Coincidência...

precisa-se de contador... URGENTEMENTE!
se alguém tiver um contador (não um sistema contador de acessos e sim uma pessoa formada em contabilidade e registrada no Conselho Regional de Contabilidade) para me indicar, por favor se manifeste!

para me mandar um email basta clicar aqui
(meu email é, caso vc não sabia, daniel.carvalho@gmail.com)

O lugar do tesão
se você não leu este post, você deveria ter lido.


VAI LÁ

"toda a criatividade, seja ela artística, técnica ou filosófica, emana do inconsciente..."
(é mais ou menos isso que Peter Lamborn Wilson disse em seu livro Chuva de Estrelas)


Não me pergunte por que,
mas quando li esta frase
toda a minha atividade criativa
se revitalizou...

ela teve um sentido muito particular para mim.

terça-feira, 7 de junho de 2005

o lugar do tesão
o adorável comentário da adorável Kélu me fez perceber o quanto eu estava cego ao poder da magia do glamour...

Conta a lenda que as fadas (chamada nas terras de Alriada de povo sutil, ou "weefolk") possuem o poder de enganar e ludibriar as pessoas. Sua natureza mágica e não completamente corpórea (daí o termo "sutil" - essencial, não totalmente manifesto) as permitia tecer ilusões sobre si mesmas e à sua volta, fazendo com que as coisas parecessem (e fossem sentidas) de uma forma diferente conforme sua vontade. A este poder era dado o nome de glamour.

As lendas em si não são escritas. Elas nascem da experiência e do sentimento de um grupo e se disseminam e perpetuam dentro deste porque fazem sentido. O tempo e as mudanças de pensamento mudam a forma de ver as lendas. Aquilo que para o homem vitoriano (época em que as lendas das fadas foram finalmente deitadas em papel) soava como uma enganação, uma ilusão, pode ter sido visto de outra forma em outros tempos.

Despindo a lógica de que existe uma verdade absoluta e de que tudo que difere desta é um equívoco ou simplesmente uma mentira e buscando uma experiência de existir mais próxima daquela de outros tempos, podemos entender como estas lendas eram "sentidas" e absorvidas no momento em que eram parte integrante da experiência de mundo das pessoas. Pensemos num mundo onde as coisas não são, simplesmente, isso ou aquilo. Um mundo onde a incerteza é regra e a experiência direta e pessoal do indivíduo, e a interpretação deste para ela, pauta a sua relação com o universo (um mundo que por sinal parece um bocado com o que nosso mundo atual pode ser, quando enxergamos através do glamour cinzento da ciência tradicional). Em um mundo como este o poder de fazer as coisas mudarem de aparência, e serem experienciadas, sentidas, de forma diferente não configura uma ilusão e sim um poder sutil de mudar a própria realizade. Em um mundo como este aqueles que moldam o sentir e o experienciar, moldam o mundo.

Eis outro enfoque no glamour. Não é uma mentira, um embuste declarado ou velado. O glamour é um poder sobre o momento. É uma ascendência sobre o sentir que pode moldar sua experiência, aliviar as dores causadas pelas rodas do mundo máquina e te levar à salutar e necessária experiência do mundo sensível e mágico. O glamour é uma das faces, e um dos atributos, da experiência transcendente de Maslow e da imprescindível (à sanidade) alteração da consciência do indivíduo comentada por Pierre Weil. Fugindo de autores e suas idéias, o glamour é em essência a matéria dos sonhos que cerca, e emana, dos artistas, das crianças de corpo e espírito, dos bons loucos e daqueles que caminham na borda.

O glamour é a magia sensível. Todo artista é um tecelão do glamour, e dá a ele forma e utilização como o aprouver. Sem o glamour, viramos autômatos.




Muito obrigado pela sacada, Kélu.
Vc é puro glamour, baby! :****

sssssh! estou dormindo...

leia o post sanduíche de gente. você vai gostar...

o canto apaixonado dos patos do córrego do urubu me desperta.

mas o córrego do urubu não tem patos...

"então devem ser marrecos", penso.

mas lá também não tem marrecos.

ora diabos, então eu viro para o lado e volto a dormir...

aprendi a desconfiar das pessoas cujas paixões e vícios eu não conheço. aprendí a admirar a imperfeição e o desvio com a devoção e encanto de um colecionador. os caminhos curvos da humanidade me encantam, pois eles são parte de nós, de nossa identidade.

seguir em frente por causa e a pesar de si mesmo é a grande beleza...

eu não acredito em linhas retas.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

a gente muda às vezes sem saber, sem perceber...

de repente a gente olha e percebe que coisas do passado ficaram para trás e que mesmo a sua face no espelho te olha com outros olhos. pode ser assustador, mas eu prefiro achar isso uma grande viagem.

é a viagem da vida, sempre para frente.
e no fundo é divertido descobrir as novas paisagens internas e externas do agora. :)

tenho feito mais metáforas (e posts) com comida...

de quem será a culpa?

"a crença é uma questão de escolha.
a fé é uma questão de consciência."

(algo que lí em algum lugar de algum livro de allan watts)

Sanduíche de gente...
as relações entre pessoas são sanduíches... de verdades, mentiras, sentimentos, idéias, medos e... e... e coisas (do original: and... and... and stuff.).

Todos dizem falar a verdade. Alguns admitem que não a dizem o tempo todo. Outros se ofendem com a idéia de que os outros não acreditam em sua absoluta honestidade. Alguns admitem que mentem (e roubam, como o Coyote), outros apenas se eximem de discutir o assunto; apenas são. Há muita verdade e mentira nas relações humanas, pq há muita verdade e mentira (e sentimentos e idéias e... coisas) nas pessoas. Assim somos nós...

Todos dizem querer ouvir a verdade. Alguns a escutam pacificamante, insh'Alah (a origem de "oxalá" na língua portuguesa é a expressão muçulmana insh'Alah, que quer dizer "com a vontade de Alá") a compreendem. Alguns pedem a verdade e depois se revoltam com ela. Outros apenas fogem dela, ou deixam com que ela passe através deles e se fazem de desentendidos. Algum desses tipos de pessoa é parecido com você, não?

Juntando estes hábitos de falar e ouvir (ou de não falar e não ouvir) às reviravoltas rollercoasterianas (me faltou um termo melhor, e este é melhor do que "montanharrussianas", vc não acha?) do coração, às maquinações da cabeça (ambos já discutidos em outros posts meus, e em outros que virão também) e a várias outras coisas que povoam nossos universos internos e inter-nós, temos os ingredientes para nossos sanduíches relacionais.

Gostar de alguém é uma coisa muito boa, e ao mesmo tempo muito complicada. Existem muitas coisas que a gente gostaria de dizer, mas não diz pq acha que o outro não entenderia, ou não saberia lidar. Existem coisas que a gente gostaria de ouvir, mas não pode, ou não sabe como, pedir. Existem coisas que a gente gostaria de fazer mas não sabe como e coisas que a gente gostaria de fazer mas acha que não pode ou não deve. Existem os mal entendidos e os mal ditos (algumas vezes parece que o afeto nos deixa disléxicos e meio surdos) e existem todos os outros ingredientes do sanduíche. E existem o eu e o você. Sempre um eu e um você, seja lá quem for o você...

Eu e você é sempre uma coisa complicada. Dois universos com suas realidades próprias tentando se encontrar (espera-se) e suas tentativas de traduzir em palavras (sempre as palavras, mocinhas e vilãs das relações) aquilo que precisa ser tornado comum. Não é mesmo, se você pensar bem e bastante, algo que seja muito provável de funcionar. Talvez a solução seja não pensar demais, e não falar demais. Algumas coisas são melhor entendidas com olhares e convivência. O problema é que isso parece ser algo tão difícil de entender e realizar para tantos de nós...

Se não bastasse a complicação das relações um a um, há sempre a complicação da multitude tridimensional (uau duende, vc e estes seus termos... makes me horny!) de nossas relações. Estamos conectados, de um jeito ou de outro, em maior ou menor grau, a toda uma rede. Gostamos muito de uns, amamos (seja lá o que isso for... algo que ainda estou descobrindo) outros, morremos de tesão por um ou outro (ou muitos ou muitas), achamos divertidos (e apenas divertidos) uns outros tantos. Nossas redes de relações são geralmente coisas muito complicadas de entender. Levando em conta que cada uma destas relações tem todo este universo de complicações, e os cruzamentos e superposições as tornam ainda mais complicadas... uau... como é mesmo que conseguimos lidar com tudo isso, hein?


É simples. Basta não pensar demais nem falar demais. Deixa as coisas acontecerem e confia no que sente. Sempre acaba sendo uma boa idéia, embora não vá te poupar do sofrimento ou da dúvida. Mas, ainda assim, como é que podemos fugir do sofrimento e da dúvida?


Entrar em contato com as pessoas, se apaixonar por elas, vale a pena. Talvez simplesmente pq é bom, pq faz a vida ter algum sentido... pq é assim que podemos realmente nos sentir vivos.



Eu me apaixono, pq assim eu sou.
Nâo há muito a dizer sobre isso.



E você? O que tem a dizer sobre o seu viver com os outros?
Tem feito sanduíches gostosos?

sexta-feira, 3 de junho de 2005

toda alma é um palácio
com algumas portas fechadas.

algumas delas devem permanecer fechadas.




medo.



Você sabia que os ornitorrincos
só produzem veneno na época
do acasalamento?

continuando, e ao mesmo tempo não continuando, o post anterior...

...e então as pessoas irão perguntar "o que tem a ver o coyote com tudo isso?". Ou talvez não perguntem. A resposta não é difícil. Ele tem a ver com índios norte americanos. É! É isso mesmo! Índios norte americanos.

O coyote é, para algumas tradições indígenas norte americanas, um espírito ligado à trapaça e à esperteza. Seria então, dentro de nosso ideal cristão algo como um demônio. Há quem seja burro o bastante para relacioná-lo com o pelotiqueiro (nunca soube o significado exato desta palavra, mas acho ela simpática) Lokki do mito germânico. É tudo questão de ponto de vista...

Voltando ao coyote. Trata-se de um espírito que vai contra aquilo que muitos de nós considerariam "certo". Talvez, justamente, por ser justamente o espírito do "não há certo". Ele consegue o que quer, do jeito que quer. Ele mente, ele rouba, ele engana. Parece ser justamente o tipo de gente que estou criticando no post, não é? Mas, muito pelo contrário, o coyote nunca disse que não era o coyote. Nunca disse que não roubava, não trapaceava e que não enganava as pessoas...
É um tipo de mentiroso honesto. Algo que soa paradoxal em nossa cultura.

É melhor ser um coyote do que um lobo em pele de cordeiro.
Quem discordar que trate de esconder bem os restos mortais das galinhas da noite passada... :)

O coyote e a máscara...

"Coyote on top of the hill
ooohhh, doin' the things that coyote's will
Staring at the sky, looks at the moon
he starts to howl

Coyote up on the mountain top
blood in his jaws, the bone, he drops
Says no tame dog is ever
ever gonna take this bone"

coyote - velvet underground

Há um tempo atrás eu estava conversando com uma amiga minha sobre a importância de aceitar quem você é, do jeito que for. Estávamos falando sobre como é angustiante não aceitar coisas em você mesmo e, pior ainda, tentar ser o que não se é. Já notaram o quanto sofremos quando tentamos ser algo que não somos? O quanto nos entortamos e amputamos tentando esconder e fugir de coisas que somos? Já perceberam o quanto a gente se violenta quando tenta ser algo diferente de nós mesmos?

O problema é que não somos educados para aceitar a vida como ela é. Não sabemos deixar as coisas serem como elas são. Estamos sempre querendo fazer com que alguém goste de nós, ou tentando fazer com que nos aceitem, mesmo que para isso tenhamos que tentar ser outra pessoa. Estamos sempre tentando fazer coisas acontecerem, sejam elas naturais ou não. Não é fácil aceitar que as coisas são como são, e que só aquilo que acontece naturalmente acontece de verdade. Temos um complexo de deus birrento misturado com uma auto estima baixíssima ou falsificada. Acreditamos que podemos fazer as coisas serem como não seriam naturalmente, e que para isso precisamos ser quem não somos e fazer aquilo que não é de nosso fazer... E assim se passam nossos piores dias.

No fundo não adianta espernear. O que é que realmente conseguimos além de dor quando tentamos ser o que não somos, ou fazer coisas que nos violentam? Que conquistas, ou sucessos, reais e duradouros conseguimos quando não somos nós mesmos? Qual é o preço para se conseguir tão pouco?

Vale a pena tentar?
É um caminho curto para morrer por dentro...

Por essas e por outras que eu digo que é melhor ser você mesmo, seja você quem for, e tentar ser alguém melhor sim, mas sendo sempre você mesmo. No fim das contas quem é que diz o que é que temos ou não o direito de ser? A liberdade verdadeira vem do momento em que você se liberta de tudo e de todos que tentam te dizer o que você pode ou não ser e fazer (inclusive de você mesmo).
Não vale a pena, no fim das contas, viver de outro jeito.

Quem discordar que me jogue a primeira máscara...

quinta-feira, 2 de junho de 2005

hypnox.com
alt.nude para quem gosta de alt.nude



luz!

Ahhh... é o Max.
Max e os incidentes de sua vida são puramente ficcionais. Mas poderiam não ser, se vc também conhecesse o Max...

Distraído, percorrendo a planície interdentária do céu de sua boca e tirando catotas de porra seca dos pelos de seus pés, Max refletia sobre a noite que passou. "Acho que a Estela gozou três vezes... Yeah!". Assim ele pensava. Talvez tivesse perdido alguma coisa, perdido como estava em sua neurose de desempenho.

Levanta-se, tentando sorrir e pensar nos pontos altos da noite. Pensa nas cervejas, na forma como ele se aproximou dela enquanto ela contava sobre seus anos de pré-primário e a beijou, na textura de sua pele e em seus seios pequenos. Pensa vagamente na foda que tiveram, nos gemidos, na luz do teto do quarto(?!?)... ela deve ter gostado né? As lembranças desfilam frente a seus olhos, numa parada marcial de delícias, e seguem seu caminho. Ele fica só então com a sua eterna pergunta...

O telefone toca quatro vezes antes que Estela atenda, com voz de sono.
- Iaih, você curtiu a noite?
- Ma... Maaax? É você? Eu já tava dormindo...
- Ahhn... foi mal te acordar Estela. Deu vontade de te ligar e...
- Ahn... de boa.
- Você curtiu a noite?
- Ahã.
- Foi gostoso?
- Foi, Max... Mas...
- Eu também curtí.
- Que bom.
- Bom pra caralho.
- Max, eu tenho que acordar cedo amanhã...
- Tudo bem. Durma bem...
- Beijo e tchau...
- Beijo...
Ela desligou...

"É! Ela curtiu a noite! Foi muito foda mesmo! Eu sou bom nisso..." Max sorriu enquanto pensava. Deitou-se na cama, tirou a calça e espreguiçou. "Eu sou mesmo um idiota de ter ligado. Claro que eu mandei bem, né?".

Tentou dormir. Virou para um lado e para o outro. Sentou-se na cama, pegou o telefone, voltou a largá-lo. Deitou-se novamente, respirando pesado. "Será que ahã é mesmo uma forma de dizer que curtiu a noite?" pensou, sem sorrir. "A gente fodeu pra caralho e ela fala apenas 'ahã'? Que merda!".

Max não dormiu direito aquela noite.
Max não é o máximo?




(tem mais contículos do Max vindo por aí).

Busch Gardens' red RC and no pot on Tampa, yeah...
nem todas as montanhas russas ficam nos arredores de Moscow. nanã!

"I'm wearin'
Fur pyjamas
I ride a
Hot Potata'
It's tickling my fancy
Speak up, I can't hear you

Here on this mountaintop
Woahoho
I got some wild, wild life
I got some new to tell ya
Woahoho
About some wild, wild life
Here comes the doctor in charge
Woahoho
She's got some wild, wild life
Ain't that the way you like it?
Ho, ha!
Living wild, wild life."

(trecho de Wild wild life, do Talking Heads)


(a montanha russa vermelha)


(no pot)



são coisas desses bichos...


(post nonsense do dia. só para os raros...)

quarta-feira, 1 de junho de 2005

recebi um spam que ensinava a fabricar sabonete artesanal.

a receita não levava gordura humana.

apaguei o email.

eu não faço sentido.
o sentido se faz sozinho.
eu apenas sou o que sou.



às vezes eles voam.

"he's fucking fond of stars... mostly the unreachable ones. but now he likes to play with the bunnies and puppies while he waits for the fall..."


- as pessoas não fazem sentido, duende.
- não. elas não fazem. você tem que amá-las, ou esquecê-las.

rostos fortes do campo + protestos 9scola
duende andando em meio à manifestação da CONTAG e pensando...

... "quantos rostos bonitos e fortes do campo!" pensei comigo mesmo. estas pessoas tem rostos corajosos e bonitos. parecem ser mais reais do que todos nós. é algo que está no olhar...

existe alguma coisa no jeito que o céu fica nublado aqui na cidade que me deixa lírico. deve ser também alguma coisa que está ecoando dentro de mim... sei lá. mantenho-me sem pensar demais... apenas andando...

me pego pensando que não sei o que diabos é CONTAG. não importa tanto assim. pelos rostos e pelos gritos de guerra, tem alguma coisa a ver com o campo. algo como "o movimento dos com terra mas sem apoio do governo"... whatever.

a manifestação não é nem de perto tão grande quanto aquela do MST. a polícia faz competentemente o seu trabalho de conduzir a boiada de boné verde, fazendo com que atrapalhem o trânsito o mínimo possível. existe um know how das autoridades aqui que os permite fazer manifestações com 3 mil pessoas ficarem quase invisíveis. é uma pena que os manifestantes não tenham feito um upgrade em seus métodos ainda.

ficar gritando coisas na frente do congresso já virou lugar comum. você concentra o seu pessoalzinho, ensaia os gritos de guerra. desce o eixo monumental (mesmo que pelo meio da rua) sendo conduzido pela polícia para atrapalhar o trânsito o mínimo possível e então para na frente do congresso. você grita para o concreto, você canta e você acha que está fazendo grande barulho. algumas câmeras filmam você, mas o resultado vai ser exibido picotado. talvez em algum telejornal. talvez em algum programa do horário político. a distinção não é mais tão clara para mim.

onde estão as mobilizações táticas, não bovinas, não sujeitas ao controle de trânsito da polícia? onde estão as transmissões pirata de rádio e televisão? onde estão os cartazes provocantes? onde está, por Horácio, a criatividade dos movimentos sociais de contestação? Será que nosso governo de origem de esquerda foi a última pá de cal na libertade de protesto?

trabalho na esplanada dos ministérios. quase todo dia tem alguem fazendo uma manifestação aqui do lado. o que me preocupa é que por vezes nem eu noto isso acontecendo (ok, eu tb sou um pouco distraído). no fim das contas esses caras estão protestando para quem, aos olhos de quem? há de se fazer protestos diferentes. estes protestos bovinos não parecem ser nem sequer divertidos...


ou talvez eu esteja apenas sendo romântico demais.
deve ter alguma coisa a ver com o céu e com as coisas que andam ecoando dentro de mim...

confesso que bebi (para caralho)!

"depois de um porre como o de segunda feira,
leva-se umas 24 horas para se voltar a ser real..."

(dizem que eu disse isso ontem...)


ok.
voltei... :)



p.s. mas ainda não entendi pq diabos minhas panturrilhas estão dormentes nem consegui descobrir a origem das marcas roxas no meu braço... poisé, né? acontece...

segunda-feira, 30 de maio de 2005

i do

"I wanna be much more like you
Your effortlessly graceful scene
That drips from every pore of you
Where logic cannot intervene
I wanna take a bath with you
And wash the chaos from my skin
I wanna fall in love with you
So how do we begin?"


(placebo - i do)

a vida tem seus prazeres simples...

... como sushi. :)



no self service:
dpadua> veiote, bota pouco pq essa parada é cara!
duende> tô ligado.
dpadua> ...
duende> ok... ficou caro. mas foda-se. é gostoso.
dpadua> oié!



vale a pena gastar uma graninha para encher o pandú de peixe crú :)

Estou acordado...

depois de dias de zumbi, sem pensar direito e sem sentir direito, estou acordado.
é como chegar de viagem, entrar em sua casa (onde outra pessoa estava hospedada)
e descobrir que ela não está particularmente desarrumada, mas há sinais de que
muita coisa aconteceu por alí...

Ainda estou tentando entender, com a minha consciência mais desperta agora,
tudo que aconteceu.

Quer saber? Acho que foi tudo muito bom.
Mas agora está na hora de ficar melhor... :)


(35 horas de sono em 3 dias fazem maravilhas pelo Duende)

sábado, 28 de maio de 2005

por vezes temos que fazer diferente.

tanto melhor se for de um jeito mais engraçado...

bem... é hora de dar aquele sorriso de 34 dentes escancarados!
é hora de ir ao dentista... :)

(experimente manter o bom humor quando o natural seria perdê-lo. dá para se divertir um bocado)

as coisas são como são. toda ação tem uma reação e aquilo que vc semeia, vai colher.
espere surpresas, mas pode confiar nas regras simples da existência.

as coisas acontecem como tem que acontecer.
vc não precisa gostar disso, mas ajuda a vc se vc o fizer.



o rio corre.
eu caminho
ou atravesso

sexta-feira, 27 de maio de 2005

só me interessam as coisas que são!
aquilo que é apenas idéia,
nada mais que projeção e vontade
que não se faz acontecer
é apenas masturbação!


só me interessam as coisas que são.
o resto não é importante.


é.

paradoxos...

estou doente há quase duas semanas.
primeiro veio a gripe, depois uma sinusite,
depois a gengivite e então a inflamação de garganta...

estou com dor a quase uma semana,
e durante este tempo não comi direito,
não dormi direito e mal consigo pensar...

...e o meu humor está ótimo.
divirto-me até com a minha sombra.

isso é humor paradoxal!

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Classificados

Procura-se sushiwoman experiente, com habilidade de inventar receitas, que seja fluente em alemão, tcheco, inglês e russo e tenha ampla experiência no mercado de turismo e hotelaria.

serviços e remuneração a combinar. :)

ei ei ei ei ei... vcs perceberam, vocês perceberam!?!?!

meus posts estão ficando engraçados de novo. :)





Este não é mais um blog de alguém que se leve a sério. Por favor tire os sapatos na entrada e não dê comida aos ornitorrincos. Aqui ninguém come jiló ou torce para o São Paulo.
Obrigado pela compreensão. :)


(ok, agora quero ver vcs conseguirem jogar alguma coisa em mim daí de onde estão!)

Sinto-me bem melhor!

Minhas gengivas morreram e renasceram (praise the hindu gengival-god), as bolas de pingue pongue que cresceram em minha garganta ao menos pararam de doer. Acostumei com a idéia de passar uns dias com o contorno do queixo meio "alternativo" :)

Sentia-me tão bem ontem à noite (depois de uma adorável caminhada sob a lua) que me aventurei a experimentar a tal Sopa de Ovo do Careca. Ok, podem rir. Só um homem pisando em nuvens e com um sorriso bobo pediria Sopa de Ovo do Careca sem perceber a piada envolvida...
E, sim, a sopa é horrível! :/

Meu carro parou, e continua parado.
Depois do almoço eu dou um jeito nisso...



Obrigado às pessoas que amo, por serem quem são.
(e por fazerem o que fazem)...

O Landscape está de volta!!!
O melhor bar que Brasília teve nos últimos tempos, fechado há 2 meses por evangélicos sem assunto e seguidores do gangster goiano, reabre agora em novo endereço...

O Landscape Reabriu!

Se eu não estivesse todo fodido nas entranhas, eu estaria lá com certeza.
Àqueles que vão, meus desejos de que curtam por mim...


Neste fim de semana esse buraco não me escapa! :)

terça-feira, 24 de maio de 2005

dançando na merda...
Daniel Duende e seu humor paradoxal... mesmo.

Eu sempre digo que tenho um humor paradoxal, daqueles de rir em enterro e coisa e tal. Para o alívio de meus amigos, a coisa de rir em enterro é apenas um exemplo... na maior parte do tempo.
Mas... sim... eu tenho um humor paradoxal.

Vamos a meu dia de hoje.

Acordei. Fiquei feliz por 10 segundos, sorrindo e passando a língua nas gengivas, pensando que o inferno havia acabado... até que doeu. Merda!
Levantei de má vontade e fui lavar o rosto, escovar o dente, enfim, me preparar para um dia de trabalho que eu não poderia perder.

Já no caminho de trabalho eu senti o que me esperava. Ao que parece a inflamação da gengiva causou uma inflamação de garganta, ou coisa parecida. Alguma coisa, ou melhor, algumas duas coisas (uma de cada lado do meu pescoço) cresceu do tamanho de uma azeitona para o tamanho de uma bola de ping-pong. E eu espero de todo coração que não sejam as minhas amigdalas...

Ao longo da tarde fui definhando. Cada vez mais os dentes doíam. Minha velha escovinha e minha pasta de dente de campanha (que parece ser pouco mais do que halls líquido de segunda qualidade) não estavam mais segurando a onda. Em um momento de desespero peguei o telefone, liguei para o velho dentista de família (aquele que eu não visito há 10 anos) e marquei uma hora emergencial. Hoje às 17:00hs...
Alívio!

Mas as coisas nunca podem ser tão simples assim. Quatro horas da tarde, quando o Duende mal conseguia engolir e muito menos pensar, é convocada uma reunião aqui na Secretaria de Políticas Culturais. Lá vai o Duende, qual um zumbi, para uma sala quente e cheia de gente falando, discutindo assuntos que ele nem conseguia mais entender, quanto mais acompanhar...
E foi chegando a hora do dentista, e a reunião se acirrava... até que milagrosamente acabou como que por encanto. Duende corre pelos corredores rumo ao elevador mais próximo...

Ganhando as ruas debaixo do bloco do Ministério, o Duende corre, esquecendo por um segundo seu estado abatido. Se bem me lembro eu até estava cantando algo enquanto corria... Bem... Acho que estava. Entro em meu carro (que estava quente como o 4o, ou seria o quinto, nível do inferno?), jogo minha bolsa para o lado, giro a chave e então... então é só ir para o Conjunto Nacional rapidinho e ir ao dentista, certo?

Certo... seria isso, se o meu carro tivesse funcionado. Pane elétrica geral... o carro não dava nem sinal! Lembrei-me imediatamente das aventuras de Babi e Mausserch (será que é assim que se escreve?) no eixão, mas resolvi não tentar imitá-la por falta de alicate de unhas, flanela e competência. Voltei para o Ministério, dando gargalhadas de mim mesmo e cogitando uma longa caminhada até o conjunto... (ué, mas eu não tava passando mal? acho que havia me esquecido disso de tanto rir...)

Peço o corajoso Herbie, o fusca de meu irmão, emprestado. Depois de um sermão sobre não me esquecer de devolver a chave e os documentos para ele depois (não me lembro mesmo de ter esquecido disso alguma vez... mas esta é a idéia, né?), pego as chaves e corro novamente pelo ministério, e então pelo estacionamento, em busca do carrinho arredondado e marrom. Teria sido mais fácil achá-lo se eu tivesse lembrado de prestar atenção à resposta quando perguntei a meu irmão onde se encontrava o carro.... ele parece ter respondido de forma tão elucidativa... eu só não me lembro.

Enfim... achei. Tirar o carro da micro-vaga onde estava enfiado, cercado pelos 3 lados por carros que mais pareciam querer bolinar o pobre carrinho, foi mais fácil do que eu imaginava. Afinal, um fusca é um fusca. Chegar no Conjunto, parar o carro na garagem, subir até o quarto andar... tudo foi fácil. E eu estava até ficando de mau-humor, sentindo o peso do cansaço e das dores...
Até que cheguei na sala do dentista. E então o meu dia ficou realmente estranho...

A sorridente e redondinha atendente de meu velho dentista me aborta na porta do consultório, de onde posso ver claramente uma cadeira de dentista...
atentende> Oi, você é o Daniel?
duende> Sim. Sou o Daniel Carvalho, filho do Murilo...
atendente> Ahn... vc marcou hora com o Doutor Raphael hoje né?
duende> sim sim... para dar uma olhada nas minhas gengivas.
atendente> Poisé, mas o Doutor Raphael não cuida mais de gengivas.
duende> COMO!?
atendente> Ele agora só cuida de "dores crâneo-cérvico-lombares"
duende> HÂ!?
atendente> Erh... ele faz massagem.
duende> Ahn... sim. MAs eu marquei um horário com vc hoje de tarde para ver minha gengiva. Pq vc não avisou antes?
atendente> Erh....
duende> Ok, pergunta fora do script né? ele mudou de profissão ao longo da tarde, acredito... bem... eu vou nessa, obrigado.
atendente> tome um telefone de outro dentista.
duende> obrigado... ele fica aqui no conjunto?
atendente> não sei!
duende> obrigado de novo....

Inacreditável!!!

Sigo então pelo corredor, rindo de mim mesmo e pensando o que faço então de minha vida. Ligo para o telefone indicado, onde uma atendente muito mal humorada me responde que o Doutor Luiz Sérgio não tem horário hoje e é um UROLOGISTA! As pessoas enlouqueceram!
OBA! :)

Já que via crúcis virou circo resolvi desistir desta merda toda. Comprei uma escova de dentes bem bonita (a mais bonita da farmácia, com anteninhas roxas e cores da moda... dizem que brilha na luz negra...), a pasta de dente com a maior poluição visual possível na embalagem (daquelas de combate tártaro, cáries, mau hálito, gengivite, dores lombares, depressão e ainda previne o atraso da menstruação) e um bochechador PORRETA. Como escolhi o bochechador? Bem... o nomezinho esta escrito no papelzinho promocional onde a atendente redondinha havia anotado o telefone do urologista.

E assim foi.


Estou agora contando esta história, feliz e satisfeito, com os dentes limpinhos com sabor de menta e as gengivas bem melhorzinhas. Até amanhã acredito que as bolas de pingue pongue (que se os Deuses quiserem não são minhas amígdalas) devem melhorar. Acho que a inflamação toda era causada pela gengivite e... Bem... vcs não querem ouvir minhas teorias que justificam a minha desistência de ir ao dentista, querem? :)


Bem... é isso.


Agora vou nessa, pq tem alguém lá embaixo que veio salvar meu dia. :)

Vendo, troco, faço rolo...

- 34 dentes meio rebeldes, não muito bonitos, resistentes às cáries e em estado de conservação primorosa.

- umas 150 gramas de gengiva inflamada num lindo tom de vermelho beterraba. pode ser muito decorativa se pendurada no pescoço.

- faço negócio na cabeça inteira, dependendo da proposta.




é isso aí. :)



"a realidade é movimento, a vida é fluxo, a vontade é momento...
quem não sabe disso não voa junto com o vento.

quem voa sabe do risco de cair, sabe da proximidade da morte
mas vira seus olhos ao céu e fita feliz a proximidade da vida.

tudo passa, como a brisa que vai.
a pergunta é se você voou ou se ficou apenas esperando
a brisa passar..."




fly, baby! :)

Ontem foi um dia infernal.

Dor, fome, solidão, pães de queijo duros em gengivas inflamadas, vizinhas feias andando de camisola, angústia, desespero, saudade, topada com o dedo mínimo na quina da parede, dor de dente, dono mau educado de restaurante, falta de inspiração para escrever e... last but not least... o fluído de meu isqueiro acabou.


Mergulhei fundo até as profundezas do meu ser, tentando separar o que era real do que era apenas firula, separando o que era importante e o que era supérfluo, separando a roupa limpa da roupa suja e o ontem do hoje e do amanhã, seja lá o que isso for. Foi um dia de aprendizado (onde aprendi, inclusive a ser mais feliz comigo mesmo E aprendi a jogar WORMS I também).


Em suma:
Hoje vejo a vida com outros olhos. Sou um homem mais feliz, mais sábio e...
CARALHO, ESSA MERDA DESSA GENGIVA NÂO VAI DESINCHAR NÂO!? :)





Beijundas a todos. :)

domingo, 22 de maio de 2005

Frase do dia:

"Na dúvida, faça a coisa do seu próprio jeito.
É sempre melhor cometer seus próprios erros
do que cometer os erros alheios."


(esta é minha. quer pra vc? eu empresto...)

quem nunca foi acometido pelo espírito de domingo?
é aquele estado de humor que nos acomete vez por outra nos domingos de manhã. sob a égide (ói, palavra chique) do espírito do domingo estamos sempre agitados demais para dormir e preguiçosos demais para levantar. e é então que você inventa trezentas coisas esquisitas para fazer sem se levantar da cama (ou levantando-se muito pouco).

você liga para seus amigos e amigas, para acordá-los, embora não tenha nada em particular a dizer...

você folheia todas as coisas legíveis ao alcance da sua mão (até manuais de instrução de transformador e bula de antigripal) e acaba descobrindo que está agitado ou disperso demais para ler...

você se levanta, vai até o computador, mas descobre que está com pregiça demais para ficar sentado. deposi de várias tentativas frustradas de usar o mouse e o teclado estando deitado, vc desiste...

você pensa 10 ou 11 vezes em ir até a cozinha pegar algo para comer (no caso de vc não ser o tipo de gênio que estoca comida no quarto), mas sempre a considera longe demais...

você tenta dormir, mas já sabe muito bem que isso não vai acontecer...


Este é o espírito de domingo...

SAIA DESTE CORPO, ESPIRITO DE DOMINGO, QUE ESTE CORPO NÃO TE PERTENCE!!!
Tá amarrado em nome de São Oisin (que ao contrário de Patrick, sabia se divertir...)


(estou com preguiça de colocar uma amigem neste post. não enche!) :)

sexta-feira, 20 de maio de 2005

And here we go...

poutz... acho que o BackBlog saiu do ar...

não se acanhem. usem o Comentar.
Ele tem aquela checagem de letras super chata, mas ao menos funciona. :)


O BackBlog voltou a funcionar... :)

Aproveito para lembrar que eu NÃO CONSIGO LER AS MENSAGENS PRIVADAS POSTADAS LÁ.
Logo... não adianta postá-las. :)



it's all about dreams and innocence,
and a boy that is a dragon that is a river that is a boy...


spirited away...

quinta-feira, 19 de maio de 2005

ok... eu não queria nem ter levantado da cama hoje.

já fui um bom menino tranzendo o DP até o trabalho, almoçando direitinho (e comendo coisas laranjas, verdes e arroz integral), tomando meu remedinho, aparecendo no trabalho para dar as caras e tentar trabalhar...
eu até fui simpático e falei com as pessoas, embora estivesse em algum lugar entre a alienação total do Resfenol e a preguiça de interação da Gripe...


Agora chega.
Agora eu vou para casa...

Se ninguém se oferecer para me mimar, eu me mimo sozinho mesmo. :)

a palavra do dia hoje é:

Vontade.


porque eu quero.

o mais óbvio não é o mais fácil de perceber...

ao mesmo tempo, dificilmente perguntamos aquilo
que mais queremos saber e dificilmente dizemos
aquilo que mais queríamos que as pessoas soubessem...

a gente complica tudo.
por que?

porque isso faz parte do ridículo humano. desejar e temer, querer e calar, se esconder e se magoar, ou gozar desajeitadamente em um momento de descontração. é assim que somos, em nossa maioria neurótica. :)

p.s. gozar desajeitadamente rulz! estilo é escravidão. somos o que somos. :)


|||post repetitivo detected|||

pq é que eu me levo tão a sério, e, pior, pq é que eu me repito tanto?
vamos fazer algo diferente. vamos dançar, ou então alguém aí canta uma música...
a gente compra umas cervejas, fala besteira, e tralalá... assim vai.


esse negócio de ter a mínima intenção de se levar realmente a sério é muito chato.
eu nem sei pq é que alguém continua lendo este blog.
a cada dia ele se parece menos comigo. estou escrevendo ele no automático...



something's gotta give.

"twenty-twenty-twenty-fooour hours to go i wanna be sedateeed!"

Resfenol + Gripe + Cansaço tem efeitos engraçados nas pessoas.
Essa coisa dá barato, e eu não estou conseguindo parar de rir de tudo...


e quem disse que estou achando ruim? :)

quarta-feira, 18 de maio de 2005

não sei como vou sobreviver ao dia de hoje.

eu só sei que eu vou. :)

quer emprego?
a UNESCO está empregando jornalistas em um contrato temporário de 3 meses (extensível). O salário é bom, R$3.100,00.

Gostou?
Vai lá ver!



E depois não digam que eu não avisei. :)

sob influenza
é raro mas de vez em quando acontece... o duende, quando fica gripado, se torna um zumbi inútil... é ver para crer.



ficar gripado me deixa místico, xamânico e lerdo.
não esperem demais de mim hoje...


dificilmente eu sequer entenderia você falando. :)

terça-feira, 17 de maio de 2005

enfim, e em boa hora, o meu fotolog resolveu voltar a funcionar.

vão lá ver o nu cor de laranja de Matisse de 2005...


um remix simbólico de Daniel Duende.



o nu azul de 1952, Henri Matisse.

Apenas traços, formas, de uma só cor sobre um fundo branco.
O resto é imaginação. O resto é sempre imaginação...

Nós, os imaginários, por vezes imaginamos demais.
Somos bichos de cabeça, prisioneiros de nossas próprias imagens (imaginações)...


E eu vou dormir pensando em "aproveite o seu bicho do Matisse..."




é.

Hey you, are me, not so pretty
All the world I've seen before me passing by
Silent my voice, I've got no choice
All the world I've seen before me passing by

(atwa - system of a down)


da série:
Músicas que grudam na cabeça
e você sabe bem qual o motivo... :)

volta e meia este texto reaparece para mim...
há sempre alguém para me mandar ele de novo, ou comentar sobre ele...

de qualquer forma, sempre acho interessante quando ele reaparece...


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo
e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com
palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes
tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve
comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos
ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada
e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute,
quando você cai é uma das poucas
que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiências que se
teve, e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer
a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes,
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva, mas isso
não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do
jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não sabe amar,
contudo, o ama como pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar
ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente
ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender
a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos
pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa
voltar para trás, portanto, plante seu jardim
e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe depois de
pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar.


Há quem diga que é de William Shakespeare. Eu acho que não, mas isso realmente não importa. Toda idéia, palavra, pensamento que é entregue ao mundo não tem mais dono, quiçá autor.

O que importa é o que ele diz, e o que há por trás do que ele diz...

- aye mate! let's have some beers at Stadt's at five?
- i'll try. i'll have some bloody problem getting outta here...
- aw... why the hell?
- there are twenty thousand landless blokes shouting for justice and raising some bloody hell outta my building, and the bomb-squadron is trying to find a fucking bomb in the neighbourin building. all the place is a mess, mate!
- fuck.



histórias escoto-irlando-brasilienses...

eu já falei que a vida é absurda?
sim... acho que já falei isso até vezes demais...

existe algo com um senso de humor irlandês por trás desta coisa chamada vida.
só pode ser...


não tente entender, nem tente fazer com que faça sentido.
não tente evitar nem escolher como as coisas devem ser.
a vida é bem mais simples quando a gente só deixa ser...



o caos é inevitável.
vc pode rir dele, ou não.




é.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

existem os jeitos certos de se fazer as coisas na vida.

e existem os jeitos absurdos que provam funcionar de um jeito muito melhor... :)

Do you still keep paper flowers in the bottom drawer with your Belgian lace
Taking them out every year to watch the colors fade away?
Do you still believe in fairy tales, in battlements of shining castles
Safe from the dragons that lie beneath the hill?
Are you still a Russian princess rescued by a gypsy dancer
To anyone who'll listen is that a story you still tell?
You live a life of fantasy, your diary romantic fiction
Can't you see it's hard for me, can you see what I am trying to say?

(a gentleman's excuse me - fish. clique para ver a letra inteira)


esta música fica rodando na minha cabeça
de quando em quando...

Ajudem o Gaúcho
FF está precisando de um rélpi.

Se você quer saber do que ele precisa, e como vc pode ajudar, clique aqui.

Qualquer coisa, até palavra amiga, vale...

sábado, 14 de maio de 2005

me canso dos umbigos alheios
tentando congregar todas as estrelas
deste céu que não é nosso.
me canso de todas as palavras
e todas as tentativas de explicação,
hoje não quero nada disso não.

hoje eu só quero meu umbigo
e uma ou duas estrelas brilhando para mim.
hoje quero me bastar em mim mesmo
e descobrir minha companhia em mim.


estou cansado do mundo alheio.
por hoje eu só quero o meu mundo eu.

depois eu volto.

creo quia absurdum.

a vida é absurda,
e mesmo assim eu acredito nela. :)

sexta-feira, 13 de maio de 2005

toda vez que me olho no espelho
e me sinto muito estranho
lembro-me do Vinícius dizendo
"quero mais que ninguém me entenda
para eu poder amar loucamente"

é mais ou menos isso. :)

tenham uma feliz sexta feira 13...

hoje as bruxas estão soltas...

ainda bem...
adoro bruxas soltas. :)

Life is a waterfall
we're one in the river
and one again after the fall
swimming through the void
we hear the word
we lose ourselves
but we find it all....
cause we are the ones that want to play
always want to go
but you never want to stay
and we are the ones that want to choose
always want to play
but you never want to lose...




é.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Onde há ódio, há geralmente dois lados que odeiam.
É impressionante como geralmente nenhum dos dois tem razão.

Odiar é uma tentação dos incompreensivos.

as pessoas se machucam umas as outras
quando se relacionam, e não é por falta
de amor ou de vontade, ou mesmo de compreensão...

as pessoas se machucam pq as relações se constroem
no contato e no atrito, a construção de encaixes
e dinâmicas a golpes do formão das conversas
e do contato. Relacionar-se não é fácil...

mas existem também as pessoas que são tão fodidas por dentro
que só conseguem foder umas com as outras.

este foder pode ser interpretado de muitas formas.

Urucubaca Orkuteana

Vocês já viram o Orkut dizendo alguma coisa negativa naquela "Sorte de Hoje"?
O meu resolveu inovar!

"Você escapará por um triz de um problema sério."



Credo!
Sai de mim, Orkut feio!

todos nós cultivamos nossas ilusões.
protegemos cada uma delas
em redomas de cristal trabalhado
e feroz negação...

nossa vida é ficção para nossos próprios sentidos também...


o que é real?
e o que faríamos se soubéssemos, enfim,
o que é real?

quarta-feira, 11 de maio de 2005

espíritos irmãos do passado deixaram um recado
no espelho retrovisor, ora embaçado, de minha memória.

"think small"




eu entendi. :)

nós vivos
DP e HD bateram um longo papo sobre os nós vivos (livenodes). E então, como fazemos nós os blogueiros, o HD blogou a respeito...


(quer ver a imagem ampliada? vai lá no post do HDHD)

"o livenodes do Pádua é uma elucubração espacial de um cyberespaço cartografado por nós vivos das redes. Em resumo, penso eu, uma interface rugosa das relações entre as multidões (leiam as multitudes). Ou, conforme o Pádua coloca no email: (...) a Rede está se condensando em conglomerados/clusters/subredes/nuvens de agregação social de três tipos:

a) comerciais (infra pertencente a grupos
corporativos)
b) livres (infra civil e aberta, auto-gestionada)
c) estatais (infra controlada pelo governo)

O raciocínio continua, mas já dá pra ver o que vejo, e talvez perceber uma direção comum de todos os nossos esforços.
No Brasil, tamos no momento de consolidar esse caldo embrionário do Estado-Rede, antes que uma solução corporativa ou autoritária seja implementada em torno do conhecimento.
De qualquer forma, creio que esses agenciamentos emergentes da rede interferem e catalisam a microfísica do poder. Vamos ao debate?"

(para ler o post completo e entrar na discussão, ->>>APERTA AQUI<<<-)


HD é um cara de palavras. É também um cara de pesquisa e cultura (sem esquecer de dizer que é um cara que promete ir tomar umas cervejas conosco e nunca cumpre). Ninguém melhor do que ele neste momento para entender as visões do DP (nosso sonhador/conceituador/agregador emergente/poeta grunge 4-em-1 batráquio) e propor a discussão.

E então? Quem é que tem algo a dizer sobre isso?
Vai lá...

às vezes temos que fazer o que temos que fazer.
por vezes não basta isso. por vezes temos que
ser aquilo que somos, para então podermos fazer
aquilo que temos que fazer...


só quem viveu para entender.

o salto do menino tritão.
"morrer é nascer. aprender é crescer. viver é transformar-se...

No barco dourado enfeitado com guirlandas, uma festa comedida navega.
Na esteira do mar feroz que ruge e cospe navega uma festa dourada
de família. No parapeito, sonhador, um menino sensível namora o mar.
As ondas o convidam, a imensidão do mar o seduz, não há nada no
mundo barco que o possa segurar...

Apenas os gritos o saúdam quando ele salta.
Gritos maternos e guinchos de gaivotas inexistentes se fundem,
no dia em que o jovem se uniu com o mar.

O que aos olhos do navegante é morte,
é para o menino tritão o início da vida.
Mudar de ambiente é uma questão de aprender a respirar...

Ele segue vivendo, além das fronteiras dos barcos,
descobrindo que a vida no mar é fêmea,
descobrindo o que é A Mar...





(uma homenagem a um sonho belo e assustador de Dona Graça).

depois do ceifeiro...
poesia de banheiro sobre uma guerra política.

Há cheiro de morte no ar. Levanto-me,
acreditando-me fora de perigo e vejo,
impotente, a agonia de meus companheiros.

O sonhar e o despertar se fundem,
e pesadelos e sonhos dividem
as mesmas mortalhas.

A lua brilha vermelha,
como se manchada pelo sangue no ar.
Há alguma vida neste campo
ainda para se encontrar?

Pego minhas armas e sigo.
Faço do caminho meu lugar
até a hora em que enfim
possa voltar a descansar...

segunda-feira, 9 de maio de 2005

bones...

"it's the disease of the age
it's the disease that we crave
alone at the end of the rave
we catch the last bus home...

protect me from what i want."



somos quem somos.
o que podemos fazer
além de ser?

sexta-feira, 6 de maio de 2005

faerytales

"Do you still keep paper flowers
In the bottom-drawer with your belgian lace
Taking them out every year
To watch the colours fade away?

Do you still believe in fairy tales
In battlements of shiny castles
Safe from the dragons
That lie beneath the hill?"
(a gentleman's excuse me, by Fish)

quinta-feira, 5 de maio de 2005

looking for dream people...



believing the dream
would never be gone
i was dreaming
i was awake
looking for a dream
to take me home.

believing there could be more to it
i lost the sight of the road
and dreamt on...

lost in translation
i've found myself far away
lost inside my dreams.


maybe i can be happy this way.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

a intensidade desgasta o corpo e alimenta a alma...

preciso de 8 horas de sono.
só isso. o resto segue do jeito que a vida quer (e ela é boa, quando aceitamos ela como ela é...).

Dois de Paus
A nova montagem da peça do fofo-agressive Arthur Curado entra em temporada neste final de semana...

DOIS DE PAUS

DOIS DE PAUS - comédia romântica que narra de forma não-linear a história de uma casal gay - desde o primeiro contato via internet até o desfecho da relação dois anos depois.

Datas: de 07 a 22 de maio de 2005, sempre sábados e domingos.

Horário: sábados às 21 horas e domingo às 20 horas.

Preço: R$ 10,00 (inteira)

Local: Sala Conchita de Moraes - Teatro Dulcina

Interpretação: Arthur Tadeu Curado e Sérgio Sartório

Direção-Final: Rachel Mendes

Iluminação: Caetano Maia

Diretor Musical: Marlos Masini

Arte Gráfica: Cleber Macedo

Fotos: Alexandre Magno

Cabelo e Maquiagem: Marina Praia e Carlos Antônio

Assistente de Produção: Luciana Lobato

Texto: Arthur Tadeu Curado

http://www.fotolog.net/doisperdidos/




vai ser foda.

uma coisa eu não me canso de aprender...

"companhia é quem está com você."




obvio. tão óbvio que chega a ser esotérico.

vidas como sementes
a vida nascendo da ida, e indo em frente então...

entre canecas de cerveja e fumaça de cigarros, vento frio e salsichões quentes, havia uma festa bela e paradoxal. uma ilha de dor pela partida cercada por todos os lados de um oceano de alegria pela chegada, ou pelo retorno. amigos reencontrando amigos, descobrindo amigos em pessoas que antes eram estranhas e assustadoras. laços se reforçando, se reforjando, se construindo.

na congregação de amigos que se fez à volta da partida de uma amiga querida, fez-se a festa da vida que continua. ontem a vida renasceu da semente plantada pela ida.


eu nem a conheci direito, mas sou eternamente grato àquela que trouxe tanto amor
mesmo em seu momento de partida.


a vida renasce, e continua...


...sempre.

segunda-feira, 2 de maio de 2005

a beleza é flor fugaz...
sobre a vida - seus princípios, meios e fins...

É tão fugaz a beleza neste mundo de ventos e palavras. É tão raro seu toque macio e perfumado em nossos rostos sujos de pedaços de viver. É tão sem sentido e cheia de sentimento a beleza...

Vagamos sem rumo certo, buscando em nós ou nos outros direção e sentido, errando e comendo das frutas do caminho. Não temos certeza, embora as vezes acreditemos saber, de para onde vamos, ou se há mesmo algum lugar para onde ir. Para alguns só existe o caminho, e ele é a vida. A vida é um caminho, como pessoas podem ser caminhos. Mas no fim das contas a estrada esta lá, e seus lugares e viajantes passam por nós. No fim das contas, no pôr do sol, em algum momento, só existimos nós sob o céu estrelado. E então a beleza se faz e se resume, enquanto vem a solidão.

É tão fugaz a beleza neste mundo de curvas e retas. É tão imprevisível sua vinda e sua ida.
O amor chove em pétalas para ser varrido pelo vento. A chuva cai e seca enquanto o chão se racha revelando mistérios de sob a terra. A própria estrada é construída por cima das ruínas invisíveis de outras estradas. Caminhamos sob uma fina camada de novos tempos calcada sobre as velhas estradas dos que caminharam antes de nós. E no fim, sobre nossos ossos e pegadas, outros caminharão e irão se apaixonar pela estrada.

Tudo isso pois a vida é bela e breve, e triste por vezes.
Tudo isso pois estamos aqui, e tudo que temos é a estrada.
Amar é preciso para viver. Sem amor somos apenas mercadores de ilusões baratas.

Tudo isso pois a beleza é fugaz e pois estamos na estrada.


é tarde demais para parar, e sempre cedo demais para desistir.
vamos viver.





este post é dedicado aos olhos que se fecharam de repente deixando um frio repentino em algum lugar a oeste de mim.

força sempre, meu irmão Lasher.
força sempre.

algumas coisas sugam a sua alma sem que você perceba...

domingo, 1 de maio de 2005

depois de matar tantas aranhas no meu quarto, não me surpreende que elas tenham chamado a mãe delas... e ela é grande!

se alguma amante de aranhas ou afilhada de Sekhmet tiver alguma objeção a que eu a mate também, pode vir buscá-la. Aliás, tem certeza de que não querem mesmo vir buscá-la? Ela é grande, vai dar um puta trabalho para matar...


p.s. pq é que essa diabinha é tão rápida!?

há muitas coisas que não entendo,
há outras que eu deveria entender... (ou não)
mas no fundo entender não é tão importante assim...


vou indo com o fluxo, com atenção e tesão.
vamos ver no que dá, pq sempre dá em algum lugar.



feliz beltaine para todos.