Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eu sou a favor do direito de fazer escolhas sobre a vida.

Para começar o dia... ou melhor, a madrugada...

Você é contra o aborto?



A questão é muito mais simples quando é com os outros, quando não é real para você, quando você não viu o rosto e a situação de quem quer ou precisa abortar para continuar vivendo uma vida digna.

Ser Pró-Vida deveria ser sinônimo de respeitar o direito das pessoas de escolherem o que querem de suas vidas. Uma vida sem escolhas não é uma vida inteira. Em vez disso, aqueles que se dizem pró-vida só querem saber de se meter na vida dos outros, mesmo que esteja claro que não se importam realmente com aquilo que o outro, aquele que não se vê, que é só uma idéia, está vivendo. Por que não cuidam de suas vidas, e das vidas que podem ajudar a melhorar, em vez de se meter na vida de quem não tem nada a ver com eles?

Eu não sou dono da vida alheia.
Eu só posso escolher como viver a minha vida.
Por isso escolhi ser Pró-Escolha.

Um comentário:

Dora Nascimento disse...

Eu também, sou Pró-Escolha.
Os que se dizem Pró-Vida, às vezes não só não fazem idéia do que é a situação do outro, como não querem os frutos do pró-vida dentro de suas catedrais, ou de suas jaulas -condomínios bem protegidos dos perigosos resultados em prol da vida - querem apenas falar e se meter e nada realizar de verdade para ajudar. A ajuda vem sempre com uma cobrança, nem que seja espiritual.
Enquanto isso, não longe de você ou de mim, tem uma mulher na clandestinidade, pagando por um serviço carniceiro, se submetendo a receber em seu útero injeções de cloro puro em fundos de quintais insalúbres, ou, as que têm uma grana, podem ir numa clínica bem asseada, mas não menos matadora.
Pode acreditar, Eu sei do quê estou falando.