Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

sábado, 30 de agosto de 2008

Essa mudernidade!




É claro que é um fake, ou apenas um secretário de campanha do hômi. Mas achei curioso mesmo assim...

De volta, de novo.

Depois de mais de 30 dias de silêncio, por excesso de trabalho e necessidade de repensar minhas blogadas, estou de volta. É... Acho que é isso.

p.s. fazia tanto tempo que eu nem entrava no blogger.com que eu nem sabia que a interface havia mudado, de novo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"As Pautas dos Blogs e a Comunicação Pública

A quem interessar...

FÓRUM "AS PAUTAS DOS BLOGS E A COMUNICAÇÃO PÚBLICA"

Dia 30 de julho, quarta-feira, será realizado Fórum de Assessores de Comunicação do Governo Federal. O evento será aberto às 9h15min. pelo Ministro Franklin Martins e pelo Subsecretário-Executivo Ottoni Fernandes Jr. O tema do encontro será "As pautas dos blogs e a comunicação pública".

Como parte da programação, Carina Almeida, da empresa Textual irá apresentar o resultado de pesquisas sobre a situação dos blogs e seu uso por jornalistas e assessorias. A primeira pesquisa, junto a 100 jornalistas, mostra que 82% utilizam blogs como fonte de pesquisa para suas matérias e reportagens; que os jornalistas brasileiros usam mais as mídias digitais como consulta que os americanos; o potencial de comunicação em conteúdos participativos (blogs, comunidades como Orkut, Youtube e Wikipedia). A segunda, junto a 40 blogueiros, mostra como as assessorias estão buscando o blogueiros e o que há por aperfeiçoar. Logo depois do debate sobre as pesquisas, jornalistas que mantém blogs irão falar sobre seu dia-a-dia e experiência na cobertura de governo. Participarão Josias de Souza (Folha On Line); Mario Marona (Blog do Marona) e Carlos Castilho (Observatório da Imprensa). O encerramento está previsto para às 12h30min., logo após o debate com os painelistas..

O evento será no auditório do anexo I do Palácio do Planalto. As inscrições são livres e gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail forum.secom@planalto.gov.br informando órgão, nome completo, cargo, telefone e e-mail.

Aproveitamos para solicitar os e-mails atualizados de todos da equipe de comunicação, de maneira a que possamos facilitar a disseminação de informações de interesse dos agentes de comunicação do governo e desta Secom. A listagem deve ser encaminhada por meio de forum.secom@planalto.gov.br


Dica da Carine Roos.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Deu pau no Plurk...

Em um dia em que o Orkut e a Last.FM sofreram de sérios soluços (de fato, o Orkut ficou horas fora do ar), o Plurk também não escapou. Depois de ficar cada vez mais lento nos últimos minutos, por fim, o Plurk acaba de travar.



É uma pena. Hoje foi a primeira vez em muitos dias que eu tava tendo tempo de plurkar meu trabalho e até participar das conversas interessantes promovidas pelos meus plurkamigos...

Bondade do Google

Vez por outra o Google é bonzinho comigo, e resolve indexar meus comentários citando justo a parte mais inspirada:

Comment on Palestine: The Word of the Israeli Against that of an ...
By Daniel Duende
... is highly called for in the Israeli media and State foreign affairs. This is a complex world. It’s not easy to live in it. But that’s no excuse for our mistakes. We are all responsible for the world we live in. Best, Daniel Duende.
Comments for Global Voices Online - http://globalvoicesonline.org

Boletim Barbudo sobre a Lei Big Brother do Azeredo

Por email, do DPadua:

Pessoas incríveis,

- Temos duas semanas para desarticular a aprovação
na Câmara, antes da volta do recesso (dia 4).
Todo mundo pode ajudar. Vejam como:
http://imaginarios.net/dpadua/?p=454

- Pra quem não está acompanhando, vale a pena
se inteirar lendo os posts da blogagem coletiva:
http://xocensura.wordpress.com/2008/07/19/hoje-e-dia-da-blogagem-politica/

- O G1 publicou uma análise da polêmica hoje. Entrem lá e comentem:
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL651929-6174,00-ENTENDA+A+POLEMICA+SOBRE+O+IMPACTO+DA+LEI+DE+CRIMES+CIBERNETICOS.html#frmPost

um abraço,
dpadua


O DPadua bloga no Fluxos, e está presente em todo lugar com sua presença e idéias barbudas.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Links sobre a Lei Azeredo

A absurda tentativa de golpe na internet brasileira propalada pelo senador Eduardo Azeredo (e bancada pelo banco Bradesco, pela Scopus Informática e outros "bem intencionados" grupos) gerou muito barulho na blogosfera. E também, não é pra menos. A "lei Azeredo" é mal escrita, mal intencionada, chegando a ser inconstitucional em vários pontos, e vem sendo vendida como algo que não é -- uma solução definitiva para os problemas da internet brasileira. A única coisa que a lei efetivamente soluciona são os problemas das grandes indústrias de conteúdo de áudio e vídeo, que insistem em vender o que é barato a preços proibitivos, e as dificuldades de bancos e certas empresas em fazer os usuais milhões em um mercado que não mais entendem.

Infelizmente muitos estão caindo na conversa do Azeredo -- por pura ignorância, acredito eu -- e a lei já passou pelo Senado. Na esperança de que o povo brasileiro (e os digníssimos deputados) larguem a preguiça mental e lutem contra este absurdo jurídico, muitos de nós não desistem da luta contra mais esta tentativa empresarial de colocar uma rédea na internet, e transformar todos os usuários em criminosos a priori (para serem processados ao bel prazer dos juízes ou dos algozes da vez).

Os links abaixo falam por si mesmos. Depois, quando tiver tempo, escrevo mais sobre o assunto.

(os links abaixo foram todos enviados pelo irmão-barbudim Dpadua, o qual eu havia esquecido de creditar na pressa em que escrevi o post)

Oito perguntas ao Eduardo Azeredo sobre a lei de crimes na Internet (por Sérgio Amadeu)
IDG Now Podcast sobre crimes digitais

SaferNet Brasil - O Que Denunciar?
Brasil Contra a Pedofilia | Em defesa da infância e adolescência
A lei do senador Azeredo e o que ela faz da Internet
Interactive Narratives - The Best in Multimedia Storytelling and Multimedia Journalism
Premiação A Rede 2008
Home - Pencil Project
Circo digital:Portal comunitário - Circo digital
Página Inicial ¦ Circo Digital
Página Inicial — Portal da Rede Mocambos
tudismocroned: Partido Pirata convida
Resposta do gabinete do Mercadante « PortuguesIlha
A Nova Corja » Blog Archive » Azeredo me considera pessoa de má-fé
Senador Azeredo volta a colocar Internet livre em risco no Brasil | Remixtures
Protesto de brasileiros contra o projecto de lei do senador Azeredo para o cibercrime aumenta de tom | Remixtures
Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira Petition
m a r t e l a d a - crítica vitriólica e comentários sarcásticos por marcelo träsel
A Nova Corja » Blog Archive » Azeredo me considera pessoa de má-fé
Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira Petition
A lei seca e o direito de locomoção de todos nós - Terra - Rizzatto Nunes
Senador Azeredo volta a colocar Internet livre em risco no Brasil | Remixtures
tudismocroned: Partido Pirata convida
Resposta do gabinete do Mercadante « PortuguesIlha
The Bureau of Piracy and The Pirate Bay on Tour 2008
Avaaz.org - The World in Action
Una-se a pessoas de todo o mundo na mobilização por assuntos globais.
Everyone hates stealth
Então, Somos Todos Criminosos - A2K
Observatorio - Internet brasileira precisa de marco regulatório civil, não criminal
Franklin Street Statement on Freedom and Network Services :: autonomo.us
Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira Petition
Blog do Sergio Amadeu
Petição ao Senado Federal - Pelo debate e transparência no PL de Controle da Internet
Do celular direto pra cela
blogs/lxo/2008-07-02-navegando-pro-xadrez.pt
blogs/lxo/2008-07-05-surpresa,-sou-contra.pt
PSL Brasil - Alexandre Oliva escreve sobre o projeto de lei do senador Azeredo - 11724
blogs/lxo/2008-07-07-manchetes-cybercriminosas.pt
Comissão debate nesta terça uso de sistema anti-cópia para a TV digital
Debate Urgente: Crimes na internet
Senado Federal - Agência Senado -Notícias
Noticiário produzido pela Agencia de Notícias do Senado Federal - Secretaria de Comunicação Social - Agência Senado
Substitutivo aprovado ontem no Senado « PortuguesIlha
Projeto ainda vai passar pela Câmara Federal « PortuguesIlha
Senado aprova projeto nocivo à Internet Agora é a vez da Câmara
Senado Federal - Agência Senado -Notícias
Noticiário produzido pela Agencia de Notícias do Senado Federal - Secretaria de Comunicação Social - Agência Senado
Observatório da Imprensa
PSL Brasil - Senador Azeredo consegue convencer Senador Mercadante a aderir ao movimento pela vigilância na rede? - 11759
PSL Brasil - Projeto Azeredo Aprovado no Senado - 11760
PSL Brasil - Projeto Azeredo - "Nervosismo e Cibercrime. Por Pedro Rezende" - 11762
Observatório da Imprensa
Senado aprova projeto contra crimes de pedofilia na internet - Internet - IDG Now!
Prazo para guardar logs de internautas deve ser modificado, diz Abranet - Internet - IDG Now!
Orkut: as razões para o sucesso da rede social do Google entre brasileiros - Internet - IDG Now!
Entenda os principais pontos da lei para crimes de informática - Internet - IDG Now!
Yaso.in » As leis brasileiras é que são burras?
Trabalho Sujo: Cut Copy
blogs/lxo/2008-07-10-demagocracia-e-os-delisola.pt
Electronic Frontier Foundation | Defending Freedom in the Digital World
Sociedade Livre... até quando?
WeBlog - A2K
Censura não !
Partido Pirata - Home
III CIDE - Congresso Internacional - III Congresso Internacional de Direito Eletrônico
Carta Aberta: Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira - Google Discovery
Assessoria do Senador Eduardo Azeredo responde à Carta Aberta da Blogosfera - Google Discovery
Folha Online - Informática - Lei sobre crimes virtuais transfere ação do Estado para a sociedade, diz Abranet - 11/07/2008
As leis brasileiras é que são burras?
Senado Federal - Agência Senado -Notícias
Crimes digitais: como a nova lei pode afetar seu cotidiano virtual - Internet - IDG Now!
São Paulo – Amparado por advogados com experiência em TI, IDG Now! cita possíveis conseqüências do PLS 76/2000 para seu dia-a-dia.
Observatorio - Todos poderemos ser cibercriminosos
Observatorio do direito à comunicação
Provedores e gestores criticam lei que tipifica crimes na internet - O Globo Online
RIO - O projeto que tipifica crimes praticados na internet, aprovado na madrugada desta quinta-feira, vem causando muita polêmica entre os usuários da grande rede no Brasil. Muitos consideram que o substitutivo apresentado pelo senador...
Além destes, há também o artigo da Paula Góes no Global Voices sobre as imprecisões da lei.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tradução colaborativa do Plurk para pt-br leva apenas 3 horas

Começou hoje, e já terminou, a tradução colaborativa do site de micro-blogging e relacionamentos Plurk para a língua portuguesa brasileira. Os "portões" foram abertos para a tradução pt-br do site às 19:00, horário de Brasília, e por volta das 22:20 já havia sido concluída, e já estávamos em fase de revisão. É redundante dizer que este foi um recorde no histórico do PCTP (Plurk Collaborative Translation Project), e que mais uma vez os brazucas mostraram seu valor na rede. O colega plurkeiro e tradutor Gabriel merece boa parte dos aplausos, por ter sido um dos maiores colaboradores (junto com este que vos escreve).

E agora vocês já sabem a quem xingar se alguma parte da tradução do Plurk estiver ruim ou bizarra. :)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

De volta a Brasília...

Estou de volta a Brasília (de minha viagem à Europa para participar do GV Summit) desde o dia 4. Mas tirei o final de semana para descansar de tudo -- computador, trabalho, projetos -- e curtir um pouco o carinho de pessoas queridas que fizeram falta nestes meus tempos no velho mundo.

Agora estou de volta à lida, e com mais de 300 emails (ao menos 40 deles do Global Voices) para ler, eventualmente responder, e arquivar. Tenho também algumas toneladas de trabalho acumulado. Tudo isso quer dizer que vai ser bem difícil encontrar tempo nos próximos dias para blogar (e não é uma constante que eu não ache tempo para blogar!?) e para subir as fotos da viagem para o meu Flickr. Contudo, logo que possível blogo sobre a viagem e publico as fotos. É tudo uma questão de achar o tempo para fazê-lo.

Por hora, fica assim. Estou de volta ao batente, e quem quiser falar comigo pode mandar um email.

Abraços do Verde.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Notícias do Global Voices Summit...

Estamos chegando agora à metade do segundo dia de reuniões privadas do Global Voices Online no GV Summit 2008, e a quantidade de informação e conversas interessantes que está se deflagrando à minha volta está sendo estonteante. De fato, depois da cervejada de ontem estou um bocado tonto por conta da ressaca também. :)

Não tive tempo de blogar -- mal tive tempo de plurkar -- o que está rolando aqui, pois há muito a se discutir e já é complexo o bastante pra mim me concentrar em todas estas discussões. Acredito que poderei falar mais a respeito de tudo que rolou aqui quando eu chegar no Brasil e tiver algum tempo pra blogar.

Por hora, quem quiser acompanhar o Summit pode fazê-lo pela página oficial do evento.


p.s. acabei de me tocar que perdí uma reunião da qual TINHA que ter participado hoje. Acho melhor eu me concentrar no que está acontecendo aqui. Abraços a todos.

sábado, 28 de junho de 2008

Livestream do Global Voices Summit 2008, dia 2

Começam as atividades do segundo dia do Global Voices Summit 2008 aqui em Budapest.

Quer ver? Há um livestream rolando no ustream. Clique aqui para ver.

Live Video streamed by Ustream

Enquanto escrevo este post, há um cara bem bacana da África do Sul, chamado Collins Oduor, contando sobre sua experiência com o uso do Teatro do Oprimido de Augusto Boal em comunidades do Kenya (projeto REPACTED). Coisa fina.


UPDATE:
Se quiser saber mais sobre o que está acontecendo no GV Summit, estou publicando comentários sobre o evento em meu Plurque.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Algumas coberturas do GV Summit 2008....

O European Journalism Center tem um feed sobre as coberturas e blogadas do GV Summit 2008 em sua página principal. No site do The Economist, já há um artigo sobre o evento também. E, é claro, o Ethan Zuckerman está blogando sobre o evento, assim como várias outras pessoas (como vc pode conferir no feed do EJC).

Esta legião de blogueiros e "jornalistas cidadãos" (por falta de um termo melhor) não perdem tempo. Já há um tag específico do evento no Flickr. Por hora a maioria das fotos ainda é de passeios por Budapest (afinal, quem viria a Budapest para um evento e não passearia um pouco!?), mas acho que isso deve mudar ao longo do dia. A Neha Viswanathan está tirando fotos legais daqui de dentro das reuniões.

De resto, paulagoes e cyberjuan estão lançando umas plurkadas sobre o evento no Plurk.

É claro que esta não é uma lista exaustiva. Está mais para "algumas anotações". Mais tarde, ou a qualquer momento, eu volto aqui e faço um update sobre quem mais está falando sobre o evento. Pra saber das descobertas mais frescas e dos comentários mais recentes, basta acompanhar o meu Plurque.

Atualizando em meio à correria...

A correria dos últimos dias tem sido tão grande que nem tive tempo de vir até aqui e contar o que está acontecendo. De fato, eu acho que me enganei quando pensei que teria tempo para blogar depois que chegasse aqui na Europa.

Ok, mas vamos começar pelo começo. O que estou fazendo aqui na Europa?
Viajei até aqui como convidado do Global Voices Online para o Global Voices Summit 2008 (para quem não sabe ainda, sou coordenador do site Global Voices em Português), que estará acontecendo nos próximos dias aqui em Budapest.
Viajei no dia 24, e cheguei em Amsterdam no dia 25. Depois de algumas aventuras e desventuras pelas ruas da cidade onde a noite quase nunca cai (nesta época do ano), cheguei finalmente a Budapest ontem (dia 26) para participar do congresso. Quando tiver tempo, conto sobre o que rolou na viagem até aqui.

Por hora vou me concentrar em plurkar e blogar sobre o que está rolando no evento. Acompanhem o que estou vendo, ouvindo, conversando e pensando aqui no Alriada Express e em meu timeline no Plurk. (se vc ainda não está no Plurk, é hora de entrar). Há também um streaming de video do evento, aqui.

p.s. o crédito da foto do post é da georgiap. :)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Coisas que se vê da porta da sua casa no Mississippi...

Se esta não é "a foto do dia", eu queria ver qual foto poderia desbancá-la neste 17 de junho...


A huge tornado funnel cloud touches down in Orchard, Iowa, Tuesday, June 10, 2008 at 9:04 p.m. The Globe Gazette and Mitchell County Press News reported that Lori Mehmen of Orchard, took the photo from outside her front door. Mehmen said the funnel cloud came near the ground and then went back up into the clouds. Besides tree and crop damage, no human injuries were reported. (AP Photo/Lori Mehmen)
(fonte: boston.com / dica da Georgia Popplewell no Plurk)

Parabéns, Helena filha-de-Mário.

Eu sei que estou atrado em dizer isso, mas fiquei feliz em saber que a Helena, filha do Mário-o-Troll, nasceu ontem saudável, grande e pesada (quase como o pai, que ultimamente não anda tão saudável quanto de costume).

Parabéns para os pais e para a nova geminiana, que com a justiça dos deuses vai ser tão cabeça dura quanto o pai, para que este aprenda o que é bom pra tosse. :)

Sumido.

Não tenho aparecido muito por aqui, não é mesmo?

Pois é. Trabalhar com internet tem dessas coisas. Trabalho, da maneira como muitos de nós o enxergam, é antônimo de ludicidade. Logo, trabalhando com internet, é natural que se use a internet com menos ludicidade e...
Mas este não é bem o meu caso. O meu problema não é de falta de ludicidade no uso da internet, mas sim das polarizações desta ludicidade. Como boa parte do meu tempo eu trabalho lendo e escrevendo (na internet), quando tenho um tempinho livre, tenho pouca vontade de ler e escrever mais -- nem que seja em um contexto lúdico. Logo, quando tenho um tempinho livre, vou fazer outras coisas lúdicas na internet... e acabo não blogando nem lendo blogues fora do contexto profissiona.

Isso é ruim. Tenho sentido falta disso aqui, e sempre tenho a esperança que algum de meus leitores também tenha sentido falta de mais atualizações. Mas a vida é assim mesmo. A gente tá sempre procurando novos equilíbrios, novos enfoques, novos fluxos, novas formas de se fazer ser o tal do viver...

Em resumo. Não vou fazer mais um post de "vou tentar voltar a blogar". Quando blogar, bloguei. Quem acompanha meu RSS vai ver. Quem vier, será bem vindo.

Abraços do Verde.


P.S. Mas eu não ando tão sumido assim. Tem gente me encontrando mais facilmente, quando me procura no meu Plurk, no meu Twitter (se bem que não ando mais tanto pelas bandas do Twitter, que é inferior ao Plurk) ou lá em Runescape.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gonzo no Piauí

Felipe Obrer, velho de guerra dos tempos Overmundanos, deu a dica de que estão publicando pedaços preciosos da biografia de Ralph Steadman na revista Piauí.

O texto tá lá de graça...
eu comprei a edição impressa deste mês, mas lembrei de ti e te passo o
link http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=603
Eu, pelo menos, ri bastante.

Abraço!

Para quem não conhece, Steadman -- desenhista, cartunista e autor de ótimas tiradas ácidas com tempero suburbano galês -- foi durante 30 anos o fiel companheiro de Hunter S. Thompson, o cara sobre o qual criaram a estampa do "gonzo jornalismo". Hunter e Ralph fizeram realmente uma porrada de coisas surreais em suas vidas, e ainda escreveram (ou no caso de Ralph, desenharam) contando tudo para revistas como a Rolling Stone.

O texto é impagável. Vale a pena ler. Abaixo, um trecho

"(...) perguntei:

− O que acontece agora?

− Durante a primeira hora, nada − disse Hunter. −Depois, você pode se sentir meio esquisito.

− Tudo bem − falei. − Vamos lá tomar um drinque.

Comecei a me sentir esquisito. O irmão de Richard Nixon − pelo menos acho que era o irmão dele − estava encostado ao piano, com o corpo na diagonal; conversava com ar indiferente com uns outros caras de olhos vermelhos com pinta de iatistas, e não dava a menor bola para uns cachorros que rosnavam e também tinham olhos vermelhos – cachorros dos quais eu tentava me esquivar. As pessoas começavam a derreter e eu me sentia incrivelmente bem. Para onde quer que olhasse, eu via iatistas que, por mais parrudos que fossem, derretiam e sumiam no ar. Naquele momento, eu era o rei do pedaço. Hunter estava ali comigo, me vigiando. Me seguia feito uma babá.

− Acho que está na hora da gente voltar para o nosso barco. A gente precisa conversar − disse Hunter.

Embora de estilo meio desajeitado, Hunter era bom no manejo de remos e embicou um pequeno bote em direção ao nosso barco. A água batia mansa no casco e tudo estava sossegado. Na verdade, a baía inteira parecia sossegada. A lua brilhante penetrava no mar como cacos e os meus sentidos estavam num estado de alerta anormal. Fiquei muito ligado em detalhes de todas as superfícies que via. Passei a observar as cabeças dos pregos no casco do bote, que luziam ao luar. Peças de metal do barco brilhavam feito faróis, e os cabos náuticos reluziam como fios elétricos em chamas. Tocar em qualquer superfície me dava a sensação de mexer em pele de dinossauro. Quando olhei para o cais, imaginei estar vendo a face de um penhasco afundando no mar.

Não lembro quanto tempo essa sensação durou, mas aos poucos comecei a me dar conta de que eu tinha embarcado numa tremenda viagem, que nada tinha a ver com bebida. Eu sabia que a minha mente tinha sido seqüestrada e que eu estava nas mãos de uma fera assassina.

− Ralph. Ainda temos uma matéria para fazer − comentou Hunter.

− Então vamos fazê-la logo, agora, de uma vez. Estou aí para o que der e vier – respondi.

− O que der e vier?

− O que der e vier − respondi com entusiasmo.

− Bom... Você lembra que a gente andou pelo cais hoje à tarde, vendo o lugar onde os barcos ficam atracados, não é?

− Lembro, e daí? O que é que vamos fazer?

− Você! Ralph! O que você vai fazer?

− Eu? Mas sou só um artista!

− Mas você é cheio de idéias − Hunter me encarou de frente.

− E daí...? − Eu estava confuso.

Foi naquele momento que Hunter pegou duas latinhas de spray − uma preta e a outra vermelha.

− Comprei isto aqui enquanto esperava você lá em Nova York. Eu não sabia que íamos precisar disto, mas como até agora a gente não tem nenhuma idéia de reportagem...

− E daí? Para que são essas latinhas de tinta?

− O artista é você, Ralph. O que sugere?

− Algo pirado, numa parede! – sugeri.

− Tudo bem − respondeu Hunter. − Mas, o quê? Você é o ilustrador que veio da Inglaterra. Talvez alguma coisa sobre o IRA?

− Nem pensar! − retruquei. − Que tal uma pichação com os dizeres FODA-SE O PAPA na lateral de um dos iates?

− Caramba, Ralph! Você é católico?

− Nada a ver. Foi só algo que me veio à cabeça.

− Se você está mesmo falando sério, vamos lá. Garanto que posso remar este botezinho no meio dos píeres até chegarmos aos dois barcos da regata. O resto é por sua conta. De manhã, quando a tripulação levar o barco para a enseada, vão perceber o ato escroto de vandalismo e blasfêmia que você perpetrou. − Um sorriso sacana atravessou o seu rosto.

Conseguimos chegar ao local em que estavam atracados o Gretel II e o Intrepid. Uma corrente fechava o acesso entre os dois píeres e uma tabuleta avisava: “Não entre.” Hunter agia no maior silêncio e me sinalizou, com o dedo nos lábios, para também não fazer barulho. A lua era uma mera bola branca, mas os reflexos cintilantes nas ondulações do mar me pareciam estranhamente vermelhos. Um dos barcos estava na sombra lunar e Hunter dirigiu o bote em sua direção. Avançamos silenciosamente entre aquelas duas formidáveis máquinas que agora me pareciam canivetes flutuantes, iguais ao que Hunter tinha comprado à tarde.

− É agora ou nunca – ele me sussurrou.

Peguei a lata preta de spray, levantei na altura da minha cara e sacudi, como todo mundo faz, para misturar bem a tinta. Soou um chocalho tremendamente barulhento dentro da latinha.

Uma voz do alto do píer berrou:

− Ei! Quem está aí embaixo?

Hunter rosnou um palavrão e sussurrou, com voz abafada:

− Caralho! Essa não, Ralph! Fracassamos. Num minuto, isto aqui vai estar infestado de policiais. Temos de dar o fora!

Uma lanterna lá em cima nos localizou e uma voz gritou:

− O que estão fazendo aí embaixo? Essa área está isolada, não viram a tabuleta na corrente?

− A gente estava só dando uma olhada nos barcos − respondeu Hunter.

Em seguida, cochichou para mim:

− Temos de cair fora, Ralph. Isto aqui logo vai ficar infestado de policiais e cachorros farejadores. Temos de cair fora!

Hunter sacou uma pistola (...)"



E se quiser ler mais, vai lá:
http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=603&pag=1


Ilustração de Steadman para o famoso
livro de Hunter S. Thompson
(que acabou virando filme):
Fear and Loathing in Las Vegas

terça-feira, 20 de maio de 2008

Já ouviu falar de Femicídio?

Mesmo incerto de que a palavra exista na norma culta portuguesa, não posso deixar de usá-la. Mas, mais importante do que isso é perceber a realidade para a qual a palavra é (apenas?) um sinalizador.

Segundo a wikipedia espanhola:

"El femicidio representa una escala de la violencia contra las mujeres. Está relacionado con el término genericidio creado por Mary Anne Warren en 1985 en su libro Gendercide: The Implications of Sex Selection aunque la traducción más aceptada, tras largo debate, ha sido la de "feminicidio".[1] Las mujeres entre los 15 y los 44 años tienen una mayor probabilidad de ser mutiladas o asesinadas de una forma u otra por hombres que de morir de cáncer, malaria, accidentes de tráfico o guerra combinados."

"O femicídio representa uma escala da violência contra as mulheres. Está relacionado com o termo genericídio, criado por Mary Anne Warren em 1985 em seu livro Gendercide: The Implications of Sex Selection, ainda que a tradução mais aceita para o mesmo, após longo debate, tenha sido 'Femicídio'. Mulheres de 15 a 44 anos tem mais possibilidade de sofrer mutilação ou assassinato de uma forma ou de outra na mão de homens do que de a soma das possibilidades de morrer de câncer, malária, acidentes de trânsito ou em decorrência de guerra."

Embora já estivesse atento ao tema, em grande parte por conta da atenção dada pela Patinha -- minha companheira -- a tais questões, o que me levou a perceber sua importância, este post foi motivado pela leitura de uma notícia publicada na área de assinantes do Correio Brasiliense (porém disponivel nesta comunidade do Orkut), que falava sobre os Femicidios na cidade mexicana de Juarez:

"Máfias de narcotraficantes e gangues como a Mara Salvatrucha adotam a execução de mulheres como marca registrada. Apenas na Guatemala, o número de assassinatos desse tipo chegou a 534 em 2007

Rosaura Montañez, de 53 anos, entrou no necrotério de Ciudad Juárez, no norte do México, com o coração apertado. Ela tinha visto a notícia na televisão, mas não acreditou. O corpo de sua filha mais velha, Esmeralda Martinéz Montañez, 19 anos, havia chegado ao local. A jovem desaparecera cinco dias antes. Um homem caminhou com Rosaura até um cadáver coberto com um lençol branco. Não a deixaram ver os restos mortais. Ela observou apenas os dedos do pé esquerdo. O marido, Santos Domingo, fez o reconhecimento e teve dúvidas de que aquela era mesmo Esmeralda. O rosto estava irreconhecível, havia marcas de estrangulamento e deformações causadas por golpes. “Por que fizeram isso com minha filha? Foi uma coisa horrorosa, terrível”, contou Rosaura ao Correio, por telefone. A noite de 4 julho de 1995 não foi esquecida. Treze anos se passaram e ninguém sabe ao certo o que ocorreu.

A história de Esmeralda se confunde com a de tantas outras mulheres na América Central e no México. Em Honduras, El Salvador e Guatemala, o número de casos de feminicídio sobe a cada ano. Antes de morrer, as mulheres são estupradas, torturadas e mutiladas. A maioria é vítima de gangues e máfias, especialmente do narcotráfico. A realidade das mulheres centro-americanas é dura. A Justiça falha, os crimes não são esclarecidos e os agressores continuam nas ruas. Em seis anos, quase 6 mil mulheres morreram assassinadas brutalmente apenas nos três países.

“A morte da mulher é como uma mensagem, feita com violência expressiva. Trata-se de um fenômeno novo no espaço público”, comenta a antropóloga argentina e professora da Universidade de Brasília Rita Segato. A principal característica desses crimes é a destruição do corpo da mulher. Cabeças são separadas do pescoço. Lábios e seios são arrancados. Há casos em que a mulher é encontrada com inscrições — triângulos, linhas, queimaduras — em determinadas áreas, que servem para identificar a gangue que cometeu o assassinato. “Alguns grupos chegam a arrancar os mamilos delas para usarem como troféu”, revela Rita. [...]"

Pesquisando um pouco mais sobre o tema, descobri que há até um verbete na wikipedia espanhola sobre o tema. Mais do que isso, há um relatório da Comissão InterAmericana para os Direitos Humanos tratando sobre estes assassinatos em Juarez, e há também alguns vídeos falando sobre o assunto, inclusive um deles feito pela associação local de mulheres "Nossas Filhas de Volta pra Casa", tentando sensibilizar os olhares mundiais para o tema:








Já seria terrível se o femicídio acontecesse apenas na assustada cidade mexicana de Juarez, ou que se limitasse à ação de "gangues", "narcotraficantes" e "serial killers", como a mídia tradicional parece querer que pensemos. Mas não é. O assassinato de mulheres motivado por questões de gênero (a condição da mulher ser mulher) acontece cotidianamente em todas as cidades do mundo, pobres ou ricas, desenvolvidas ou "em deselvolvimento". Não é coisa de bairro pobre ou de gente doente. Trata-se, mais do que tudo, de uma consequência óbvia das relações sociais e de imaginário construídas em nossa sociedade.

Se não vamos dizer que é uma consequência do machismo e do patriarcalismo, para fugir de termos fáceis, não podemos fugir do fato de que é uma decorrência da forma como nos enxergamos e nos imaginamos uns aos outros. Fora de qualquer tentativa de teorização ou elaboração, o femicídio acontece pois a mulher é fragilizada e o homem fortalecido, em uma sociedade de poderes desiguais e instituições candentemente hipócritas, onde a violência e o sexo ganham dimensões simbólicas e práticas nefastas. Matar mulheres é afirmação de poder, é satisfação de desejo de afirmação, é mensagem política, é reprodução prática de padrões simbólicos e, acima de tudo, é algo que pode ser feito com relativa impunidade em vários casos.

Posto isso, e olhando para o mundo ao nosso redor, é claro que o femicídio grassa em todos os lugares. Não há como evitá-lo sem que se olhe para algumas estruturas tão mais profundas e enraizadas em nossa sociedade e em nosso pensar. Coisa que muitas mulheres estão tentando fazer há muito tempo, e sendo tachadas de radicais, mal comidas e "femistas".

E ainda tem gente que nunca ouviu falar de femicídio. Devem achar que é coisa que só acontece na África, ou em algum "país pobre latino-americano" como o México. Quem somos nós para viver em tal ignorância, cara pálida?


P.S. Em tempo, além do Femicídio há quem fale em Feminicídio (genocídio de mulheres. logo, um ato político):

"Femicidio y feminicidio: Existe un gran debate en el movimiento de mujeres y feminista acerca de la manera de llamar a los asesinatos contra las mujeres en razón de su sexo. Algunos autores se basan en la terminología usada por Jill Radford y Diana Russell, autoras del libro Femicide: The Politics of Woman Killing, de 1992. Marcela Lagarde, teórica, antropóloga y diputada mexicana, establece que la categoría feminicidio es parte del bagaje teórico feminista introducido por estas autoras estadounidenses bajo la denominación femicide que, traducida a nuestro idioma es femicidio, término homólogo a homicidio, que sólo significa asesinato de mujeres. Sin embargo, para marcar una diferencia con ese término, Lagarde escogió la voz feminicidio para hablar de genocidio contra las mujeres, lo que lo convierte en un concepto de significación política. Fuente: Mujereshoy, Paola Dragnic."




P.P.S. Há também uma blogada interessante falando sobre o novo livro de Patricia Alvarado, chamado "Femicidio: Asesinadas Por Ser Mujeres". Abaixo, um trecho do livro citado na blogada:
" ...los femicidios se deben a una manifestación extrema de la violencia basada en la desigualdad entre mujeres y hombres. Cuando hablamos de femicidio estamos considerando que se trata de un problema social y no privado ni casual. Además estamos derribando los juicios equivocados, que tienden a culpar a las víctimas y a representar a los agresores como "locos", como "fuera de control" o a estos casos como "crímenes pasionales".La mayoría de las mujeres que menciona el estudio fueron asesinadas tras una larga historia de violencia, luego de terminar una relación de pareja, o en el proceso de separación, o después de haber sido atacada sexualmente."



P.P.P.S. Só para frisar que não traduzí as ultimas duas citações em espanhol porque creio que é parte de nossa obrigação, enquanto latino-americanos que somos, entender um mínimo da língua dos colonizadores do resto de nossa Latina América. Vamos lá, gente. Eu sei que vocês conseguem entender espanhol.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pra quem gosta de literatura em lingua espanhola...

O Global Voices em Português está dando a dica da tradicional editora venezuelana Biblioteca Ayacucho, que por decisão do Ministério do Poder Popular para a Cultura do Governo Bolivariano da Venezuela (ufa! que nome comprido!) está disponibilizando seu acervo gratuitamente em PDF.

Vale a pena dar uma olhada.

Sem palavras de despedida...

Um grande amigo meu morreu nestes últimos dias.

A morte de alguém querido é sempre difícil. Quando se soma a juventude daquele que partiu, e as circunstâncias de sua partida, a situação se torna ainda pior. Fiquei os últimos 3 dias como que em um transe, sem saber ao certo o que pensar nem o que dizer, ouvindo por vezes o eco distante da gargalhada sonora de meu saudoso amigo no vento... sem rumo, como meus pensamentos.

Por vezes acho que sei lidar com a morte. Talvez saiba, a meu modo, sobreviver a ela. Mas mesmo assim, eu não estava pronto para isso. E eu, que sempre pareço ter algo a dizer (mesmo que seja besteira) sobre as coisas da vida, sinto que nada tenho a dizer neste momento.

Só o que me vem à cabeça é "Descansa, Bróder!".


E assim a vida segue.