Alguém, dos muitos que me fotografaram nos últimos dias, poderia fazer a bondade de me passar as fotos do meu novo cabelo? :)
Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.
terça-feira, 31 de janeiro de 2006

desde que vi esta imagem pela primeira vez, me apaixonei por ela.
não apenas por ser um dragão (e dragões tem um lugar muito especial em meu coração), mas também pela beleza das linhas e pela força implicada em seus traços.
agora descubro que ela é um dos grandes motivos da grande visitação do Alriada ultimamente.
certas imagens tem poder. esta é uma delas...
até o fim do semestre, eu acabo dando uma louca e tatuando ela. (talvez em uma versão ligeiramente modificada...)
UPDATE:
Aí vai a versão ligeiramente modificada para o Alriada Express...
Eu adorei. O que vocês acharam?
Morreu Nan June Paik
O pai da "videoarte" morreu anteontem em Miami.
Não parece com o avô das ciberesculturas do Dalton? :)
Já tenho meu candidato ao Oscar de filme estrangeiro...
Não que eu me importe com o Oscar, mas vai ser engraçado ver um filme BOM palestino ganhando o Oscar este ano.
Paradise Now é um filme que parece ser instigante. Fala de dois amigos de infância palestinos que são recrutados para realizar um bombardeio suicida. O IMDB está falando bem para caramba do filme. A Warner fez um lançamento entusiástico dele. Eu quero ver este filme... ONTEM!
P.S. foi uma grande alegria que a porcaria do "Dois Filhos de Francisco" não foi eleito candidata ao Oscar. Não chega a recuperar a imagem da Academia para mim, mas ao menos mostra que nem mesmo eles teriam tanto mal gosto.
"...sentado no parapeito da varanda, ele observava as pessoas vivendo suas vidas, indiferentes a ele, lá embaixo. Via o restropecto distorcido de sua vida nos metros que o separavam de seu fim. Olhou para as pernas dormentes, para o sol se pondo atrás do morro. Olhou para o mundo que iria deixar, respirou fundo, aquele era o momento. Entao sentiu saudades de ser feliz. Em um delgado segundo teve uma vontade marota, quase de menino mimado, de viver. Menino mimado que era, ele se permitia fazer todas as suas vontades... Enfiou a mão no bolso e sacou a caixa de remédios e a jogou lá embaixo. Enquanto observava a caixa se transformar em um pequeno ponto branco e preto antes de atingir o chão lá embaixo, deu-se conta que estava morrendo de fome. Foi para a cozinha. A melhor maneira de recomeçar a vida é comendo uma macarronada."
Aconteceu em uma época distante, em um lugar longe daqui... :)
Ele ainda está vivo.
milk-shake da alma
11:30 da noite, no volante do carro, morrendo de medo da chuva... entendi algumas coisas sobre a arte.
Há dias que eu não escrevo nada que eu considere ter valor artístico. De fato estes períodos de seca criativa tem sido bastante comuns em minha vida nos últimos meses. Meses? Eu disse meses? Eu acho que poderia dizer anos. Há alguns anos não me vejo escrevendo como me via antes. O que será que mudou?
Hoje, dirigindo na chuva, um pouco apavorado por não estar enxergando direito, pelo combustível que estava acabando, pelo cartão de crédito que já acabou (e não me permitia portanto colocar mais combustível), em suma, numa situação entre o desconforto absoluto e o pavor, eu entendi. Eu me acomodei!
Quando a gente se acomoda, quando descobre um jeitinho de viver fácil, sem se importar, sem se tocar, sem estar realmente presente, a gente morre enquanto artista. Sobre o que vamos escrever se a vida segue mansa e tranquila, sem sequer arranhar a superfície da alma... sem tocar de fato lá no fundo?
Anos atrás, quando era mais novo e tudo me assustava, eu estava mais acordado. Eu estava mais atento, prestava atenção nas coisas. Tudo era novidade e tinha um certo ar ameaçador. Confesso que bem depois do final da adolescência eu ainda era lá no fundo um garotinho assustado. Quando o garotinho assustado começou a desaparecer e deu lugar a uma tranquilidade indiferente, eu me acomodei. Quando parei de sentir medo e maravilha com a vida, não havia mais sobre o que escrever...
Sempre houve, sempre haverá incerteza, mas eu não sinto mais medo da incerteza. Sempre houve solidão e sempre houve boas surpresas, as pequenas belezas da vida. Não parei de enxergar as belezas, não parei de ser alcançado pelo sentir, pelo amor ou pela antecipação. Não parei de ficar triste nem de me sentir só. Mas de alguma forma nada disso parecia ser mais tão grande. Distanciado, dirigindo meu ser pela estrada da vida como quem dirige voltando para casa, como se o caminho fosse velho conhecido, eu parei simplesmente de me deixar REALMENTE tocar. Foi aí que, sem perceber, minha inspiração secou.
Não foi um processo rápido nem repentino nem definitivo. Muitas vezes ela voltou por alguns dias, me deixando cheio de idéias e coisas a dizer. Escrevi um pouco nestes tempos, mas a fonte sempre voltou a secar. Depois de um ou dois dias de vôo, eu sempre voltei a caminhar tranquilo e indiferente pela vida. Não é assim que vive um artista.
Sinto falta da emoção. Sinto falta de ser tão completa e profundamente movido pelos acontecimentos da vida que não me sobra outra coisa a fazer do que escrever a respeito. Antes, quando eu tinha medo, quando cada sentimento era gigantesco como uma tsunami e da mesma forma arrasava e fertilizava as praias da minha alma, eu sabia sobre o que escrever.
Hoje, chacoalhado pelo medo, arrancado da rotina de uma noite tranquila na frente do computador para buscar o Metal, o DP e o Uirá no Ministério para salvá-los da chuva, eu senti novamente algo que fazia sentido escrever a respeito. Quando fui sacudido para fora do meu conforto, conformidade e tédio auto-induzido, eu descobri de novo os sentimentos que me fazem escrever.
Uma frase ecoou na minha cabeça então. Talvez em outra ocasião eu achasse que é uma frase boba. Mas hoje à noite, investida de todo o sentimento que me preencheu, ela tomou uma força que a tornou incomumente sábia e poderosa:
"A Arte é um Milk-Shake de alma. Se não for bem chacoalhado e batido e misturado pela vida, não é bom o bastante."
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
E o AINN, que há dois dias estava batendo em 300 mensagens só no mês de janeiro, agora já está quase batendo em 400 mensagens. Se continuar neste ritmo, a gente chega a 500...
Viva a mídia livre, horizontal e DIVERTIDA! :)
tem dias em que a gente não consegue acordar, mesmo tendo dormido bem.
tem dias em que a gente acorda tão elétrico que não consegue ficar sentado.
não sei em qual destes dois tipos de dias é mais difícil sentar e escrever um projeto.
só sei que há 2 dias estou TENTANDO escrever uns projetos, e até agora não consegui nem sequer ler o material no qual me basearei. Ê coisa! :)
UPDATE:
O dia todo se passou e eu continuo sem conseguir me concentrar. Já é a quarta vez que eu me sento tentando ler os benditos textos e acabo dispersando. Se eu resisto à tentação de fazer outra coisa, me dá vontade de ir ao banheiro. Se eu decido que só irei ao banheiro quando terminar de ler o texto, começo a suar de vontade de fumar...
tem algo dentro de mim que simplesmente se recusa a conseguir ler textos sobre cultura brasileira hoje...
Acordei hoje com um telemarketeiro da TIM me oferecendo um daqueles planos-super-ultra-plus da operadora, com um celular legal + muitos minutos para falar dentro e fora da cidade, do país e do planeta. Geralmente eu detesto telemarketeiros, mas tendo em vista minha briga com a VIVO, achei a oferta muito oportuna.
Então é isso. Tão logo eu fechar negócio com a TIM, me livro da VIVO (que ainda tem uma última oportunidade de me dar um celular muito bom de graça, se quiser manter o cliente) e mudo para a TIM. Mal vejo a hora de começar a tirar fotos legais com meu celular novo, numa operadora que ao menos até agora ainda não me sacaneou. :)
Além do mais, comprar um S-E k750 por 12x de 42 reais me pareceu bom o bastante. (esta porcariazinha tem uma câmera de 2megapixel embutida!)
Pequenas alegrias do mundo capitalista.
Não me privo dos prazeres, sabe como é, né? ;)
p.s. sim, eu me senti o menino do gravador ganhando o gravador...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
"...seria a perdição cair em braços novos? eu não tenho medo.
não sou conquista de ninguém e me maqueio como uma rainha... rainha essa que nunca serei...
nasci e por excelência sou superior... me porto displiscentemente... foda-se... me chupa."
ju, a rainha dos pântanos, voltou a escrever.
foda até não poder mais.
ahhh... e eu achei mais estes alguns posts interessantes...
Bagunça...
"os links quebrados são uma metáfora para as embalagens vazias de biscoitos e cigarros que fazem as vezes de decoração caótica em meu quarto. Promessas vazias de algo que não tem mais a oferecer."
(leia o post inteiro aqui)
Patinhos de Borracha...
"Uma maré de patinhos e outros brinquedos de borracha está para alcançar a costa da Nova Inglaterra, encerrando uma jornada de mais de uma década por três oceanos. Os patinhos, sapinhos, tartarugas e esquilos ?vazaram? de um navio de carga que viajava da China para Seattle, nos EUA, em 1992. Vinte e nove mil caíram no mar."
(leia o post inteiro aqui)
Morre Afonso Brazza... (muito curioso reler estes posts em tempos de cineastas chorões)
"Afonso Brazza tinha 48 anos, muito amor pelo cinema e uma enorme dignidade em filmar seus cômicos (e absolutamente amadores) filmes sem utilizar um centavo da grana de leis de incentivo ao cinema e correlatas. Como dizia Felisberto Bulcão, Brazza filmava por amor à sétima arte, sem faser pose de artista incompreendido e nem torturar seus espectadores com baboseiras pseudofilosóficas como fazem alguns diretores nacionais."
(leia aqui o post inteiro)
reposts aleatórios...
A partir de hoje, e para festejar os três-anos-e-tanto do Alriada Express, vou começar a fazer reposts aleatórios dos arquivos de 2002, 2003 e 2004 do blog. Os reposts aleatórios são assim: eu escolho mentalmente um mês e um dia, e então jogo uma moeda para cima. Se cair cara, eu jogo de novo. Se cair coroa, eu paro de jogar. O número de "caras" dado pela moeda antes da primeira coroa será o número do post daquele dia (o primeiro, o segundo, o terceiro...) que irei republicar. Vamos lá. Começaremos com o dia 20 de agosto de 2004 (e, sim, foi uma decisão aleatória. nem sei o que está escrito lá).
-=-
20 de agosto de 2004, 02:39:20 PM, o segundo post do dia.
"...As pessoas têm o direito de morar perto do riacho, e o riacho tem o dever de correr junto às pessoas. Tem o direito de celebrar, ou não, os seus aniversários. Tem o direito de amar e tomar conta de um gato (um gato não tem de amar o seu dono, mas em tempos de necessidade, requer-se que ele o ajude). Tem o direito de às vezes não saber se têm alguma obrigação. Tem o direito de morrer, mas não é um dever."
(segundo o Bicarato, que achou isso lá no blog da Rezinha, esse trecho faz parte da Constituição de Uzupio, que se auto-intitula uma republica independente da Lituânia.)
Ahh, se toda constituição fosse escrita também por poetas.
Seríamos mais felizes então?
Certamente seria no mínimo mais gostoso estudar direito constitucional :)
P.S. Quanto custa uma passagem para Uzupio?
Hoje me deu saudades de ir ao Parkshopping.
Percebi, contudo, que não me deu saudades apenas do Parkshopping. Tive saudades do Parkshopping onde eu andava com o Cão (um velho amigo) olhando, guloso, as menininhas das quais eu, weirdo-geek de carteirinha, ainda não sabia como me aproximar.
Sinto saudades do Parkshopping onde passeava com minha cunhada e minha sobrinha ainda em seu carrinho de bebê, aprendendo uma ou outra coisa sobre travesseiros ou roupas. Eu sinto saudades do Parkshopping com aquário, com o boliche Park Bowling cheirando a novo e a novidade.
Sinto saudades do Parkshopping com as duas importadoras onde eu comprava facas e miniaturas de carros. Nas últimas vezes que estive lá, o lugar não parecia ser o mesmo onde eu havia vivido todas estas histórias.
Este Parkshopping que eu sinto falta deve estar em algum lugar aqui dentro. Acho que eu estava visitando ele quando escrevi este post. A vida deixa marcas, amigos. Divirtam-se a cada momento, eles passam.
Para matar a onda de saudosismos da adolescência, acho que vou ao Landscape hoje para cantar um pouco...
(Para os não iniciados na cultura da cidade seca, Parkshopping foi o primeiro shopping com cara de shopping que grassou Brasília com sua presença verde e imponente. Foi o palco da adolescência de muitos, inclusive da minha)
p.s. a foto do teto do parkshopping, com ares anacrônicos das cores de foto de celular, é de César Cardoso (via flickr).
o menino, o gravador e o duende quântico...
uma reflexão/ensaio/egotrip duendesca numa tarde de quarta feira.
Fumando um cigarro com o DP e sentindo os últimos resquícios do cheirinho da chuva tímida que deu as caras por aqui hoje de tarde, vejo um menino de uns 10 anos andando por entre os carros e chorando. Pele escura, roupas e rosto meio sujos, uma eloquência no chorar que é própria dos grandes fingidos e das pessoas que estão realmente tristes.
Várias pessoas vão até ele perguntar o que está acontecendo. A maioria delas vai embora indignada depois de um ou dois minutos de conversa, algumas saem rindo. Como não gostamos de cara feia, esperamos uma das pessoas sorridentes passarem por nós e perguntamos por que chorava o menino.
"Ele queria um gravador de 120 reais que o camelô está vendendo alí ao lado da banca..."
Insólito e patentemente real, pois estava alí. Eu e DP nos pusemos a matutar sobre o que a sociedade de consumo faz com as pessoas. No fundo, contudo, havia outras perguntas dentro de mim: "para que será que ele quer um gravador? será pelo encanto de possuir um aparelho eletrônico, ou por ter tido algum volátil sonho do que fazer com ele? será que este poderia ser o momento em que o rumo da vida dele faria uma curva em direção a um futuro como um grande jornalista de causas sociais, ou será apenas um menino mimado que irá quebrar ou largar o gravador em breve?".
Curiosamente cheguei à conclusão de que todas as alternativas podem estar corretas, e possivelmente corretas ao mesmo tempo. O ser humano é uma criatura de infinitas possibilidades contraditórias. O mais interessante é que eu senti que não tinha nada a ver com isso, apaguei meu cigarro e fui embora.
Deveria ter dado a ele um bloquinho de papel e um lápis, só para o caso de que ele eventualmente quisesse mesmo algum dia ser jornalista. "Temos que começar por baixo", eu diria a ele. Provavelmente ele me mostraria o dedo médio.
A vida é engraçada e absurda...
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
falando beeem devagar, talvez ele entenda.
foto de uma das faixas apresentadas pelos manifestantes do Movimento do Passe Livre em 13.1.2006.
Só tem uma coisa. Quantos já não foram os assassinos diretos ou indiretos, os pulhas, os idiotas, os crápulas e os filhos da puta que foram eleitos? Falem devagar, talvez ele entenda o que querem dizer, mas talvez não acredite em vocês...
Pq, aconteça o que acontecer (e acontecendo tudo que já aconteceu), elegeram o cara de novo e de novo ao longo da história.
Pq nenhum tribunal em Brasília tem a seriedade de enfrentar o cara, e seu eleitor em maior parte está preso num cabresto de favores/enganação/malcaratismo. Este eleitor não está nem aí para uns estudantes machucados ou mortos.
Pq ainda não há um bom motivo para acreditar que haja uma conexão direta entre os atos de uma pessoa e o resultado que ela obtem nas urnas....
Mas eu sou um otimista.
Quem sabe isto mude. ;)
p.s. a foto veio daqui
a vida é fluxo... passado, presente e futuro dançam em uma tapeçaria de cores e padrôes caleidoscópicos. só há uma forma, contudo, de realmente estar presente na vida. tem-se que estar presente, não agarrado ou trançado com o passado, nem ansioso pelo futuro, apenas presente. tem-se que estar agora, no lugar em que se está. de outra forma tudo fica confuso e a gente nunca entende o que está acontecendo. ou você vive, ou vc rememora. as duas coisas se chocam, e o resultado é o vazio ruim...
só existe um momento, e este momento é o agora.
o resto é apenas sonho.
viciados na mamadeira...
A recente barulheira feita por alguns artistas brasileiros a respeito do desmame ao qual estão sendo - muito justamente, diga-se de passagem - submetidos inspirou uma série de discussões. Junte as peças do chororô de poeta infeliz de Ferreira Gullar com as críticas magoadas de velhos (e, como diria o chato do Caetano, caretas) medalhões do cinema brasileiro, e você poderá encontrar um padrão: são todos velhos beneficiados pelo formato de "balcão de empréstimos" assumido pelo Ministério da Cultura do Brasil em seus primeiros anos, gente que era sempre premiada e bancada pelo governo para fazer seus filmes e trabalhos, em detrimento do novo produtor e do pessoal que não enchia de saliva os moles colhões da classe política dominante. Quando esta "nata" da cultura sente que pode perder as regalias, em um muito justo movimento de redistribuição das verbas e democratização das regras do jogo, é claro que aprontam um escarcel... afinal de contas, a lógica brasileira é a lógica de Macunaíma: quem não chora, não mama...
como eu já escrevi em alguns outros lugares...
O Brasil era, e ainda é, uma pátria de mamadores e desmamados. Quando um dos filhotões acostumados com a mama governamental percebe que tem mais gente chegando para mamar, ou que a mama há de secar, sempre há um esperneio, uma birra, uma gritaria. Tem gente mal acostumada demais neste lugar... gente que não tem nada, e já cansou de acreditar, e gente que tem mais do que devia e não está disposto a partilhar.
Só quem não sabe o que está acontecendo pode levar a sério esta birra toda.
Eu, que já fui filho (quase) único, e que então tive irmãos mais novos dividindo o espaço, sei muito bem como é o sentimento de não ser mais o receptor de toda a atenção e recursos da casa...
Algum dia nossa elite cresce, ou então aprende na marra a partilhar o que é de todos...
Se faltar pulso firme no governo e consciência dos direitos por parte daqueles que merecem ter mais, os mimados vão continuar mimados e, pior ainda, grandes demais para serem desafiados.
E tenho dito...
(este é um comentário deixado por mim em uma grupo de discussão, que virou post com o estímulo malemolente do Ruiz-artista-é-o-K...)
A AINN é só sucessuuu!
A Agência Imaginária de Notícias e Nonsense completa dois meses e meio (de fato, dois meses e 16 dias) e mostra a que veio, chegando a quase 290 mensagens até agora, só no mês de janeiro.
Algumas das melhores idéias que já tive surgiram quando eu estava sem ter nada melhor para fazer. É óbvio, a princípio, que seja assim. Quando vc tem uma grande idéia, geralmente não há nada melhor a fazer do que colocâ-la em prática, não é mesmo? Por outro lado, só quando mergulhamos no vazio do nada-para-fazer somos capazes de ouvir aquela voz que vem lá dos confins da QUALIDADE Pirsigiana e que nos diz o que é que está faltando no universo naquele momento (ó céus, devo estar soando fodidamente zen-amalucado, o que é um reflexo bem real daquilo que sou...). Em 8 de novembro de 2005 eu cheguei à conclusão de que o que estava faltando no universo (e o que eu poderia fazer para me divertir naquele momento) era criar um grupo de discussão sobre notícias. Surgiu o AINN.
O que soava para alguns, e talvez até para mim, como uma brincadeira de gonzo e opinionismo sobre os acontecimentos do mundo acabou se tornando um ambiente fértil de discussão de notícias. Com a ajuda dos sempre fiéis e opinionados companheiros de primeiro momento, e daqueles que entraram posteriormente, o AINN cresceu e ficou bonito. A descrição gonza, que em um momento de banal seriedade eu pensei em trocar, foi defendida com unhas e dentes pelos participantes. O tom da conversa, coisa de mesa de bar com pessoas inteligentes e sem o menor freio na língua (ou nos dedos), me apaixona cada dia mais. Qual não foi a minha alegria quando, no mesmo dia, o velho sapo Dpadua me parabenizou pelo andamento do AINN (bobagem, o AINN é coisa de todos nós!) e a doce Clarinha fez uma defesa de nossa comunidade no post do Bica sobre o NewsVine.
Cheguei à conclusão de que era ora de escrever sobre nosso filhote novamente. Mas tenho a impressão de que já gastei tantas linhas contando história que estou prestes a escrever um post longo demais. Para poupar vc, leitor, de minha verborragia apaixonada de criador-de-comunidade-coruja, vou ser bem sintético.
O AINN significa, hoje, para mim, um dos melhores experimentos de agregação de idéias e notícias em um suporte low-tech (um mero grupo de discussão do googlegroups) que eu conheço. Nem eu nem ninguém sabe onde onde a coisa irá parar, mas é divertido seguir em frente. Se vc ainda não conhece o AINN, vale a pena passar por lá e postar uma ou duas notícias, ler outras tantas, e ver no que dá. A maioria das pessoas que fez isso, acabou entrando para a família. :)
Abraços do Duende, e uma lambida molhada pra todos em nome do Espírito Redivivo do Ornitorrinco Bugalú, o de muitos cheiros...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
das coisas que se manda para a lavanderia...
Hoje, juntando as minhas roupas em um enorme saco para um passeio até a lavanderia, me peguei pensando na quantidade de roupas (e sujeiras) estranhas com as quais eles se deparam. As minhas não devem ser, nem de longe, as piores. Fico pensando, contudo, quando foi que eu sujei aquela calça com giz de cera verde...
p.s. Santa Selma conseguiu lavar os encracados, fedentinos e terríveis TALHERES EM CONSERVA! Metal vai dar pulinhos de alegria quando acordar. ;)


