Daniel Duende é escritor, brasiliense, e tradutor (talvez nesta ordem). Sofre de um grave vício em video-games do qual nunca quis se tratar, mas nas horas vagas de sobriedade tenta descobrir o que é ser um blogueiro. Outras de suas paixões são os jogos de interpretação e sua desorganizada coleção de quadrinhos. Vez por outra tira também umas fotografias, mas nunca gosta muito do resultado.

Duende é atualmente o Coordenador do Global Voices em Português, site responsável pela tradução do conteúdo do observatório blogosférico Global Voices Online, e vez por outra colabora com o Overmundo. Mantém atualmente dois blogues, o Novo Alriada Express e O Caderno do Cluracão, e alterna-se em gostar ora mais de um, ora mais de outro, mas ambos são filhos queridos. Tem também uma conta no flickr, um fotolog e uma gata branca que acredita que ele também seja um gato.

sábado, 31 de janeiro de 2004

se o espaço de comentários de meu fotolog acabou, comente aqui...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

"yes, you do"

uma resposta para uma pergunta que fiz em um sonho. um sonho de outro alguém...
putz.. é foda viver no multiverso. Ei, duende que apareceu no tal sonho, trate de vir aqui me contar o que foi que vc perguntou ou eu esgano vc... :)

"Just look in the mirror and you?ll find there what you?re always looking for"

Já isso faz muito, muito sentido...



"As vezes, só precisamos olhar para ver o que sempre esteve lá.
Abra os olhos."


Estou refletindo a respeito disso, baby...

Levei uma noite para descobrir o quanto estava errado...
mas naquela noite eu não dormi.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Projeto:
RELOAD



A primeira festa vai ser dia 30 de Janeiro de 2004
Space bar, 410 sul, na quadra do UK brasil
- Indie - Guitar - Big Beats - Alernative rock
Preço: 5 reais
Djs: Zeca, Ed e Blás
Censura 18 anos






EU VOU!!! :)

Lalalalá...
eu também sou bom nisso :)

music
Good. You know your music. You should be able to
work at Championship Vinyl with Rob, Dick and
Barry


Do You Know Your Music (Sorry MTV Generation I Doubt You Can Handle This One)
brought to you by Quizilla

i'm not sure i'm breathing right now...

i must go somewhere else.
far away from here, I guess...

i must rest.

I CRAVE...

i'm not an addict (maybe it's a lie...)

e assim vamos vivendo...
e aprendendo, ou não, com nossos erros.
Apesar de tudo, ou por causa de tudo
eu sou feliz...

Just can't think straight right now...
i'm gonna go out for a walk,
and to do what must be done
and then get some rest
somewhere warm and with a past.

preciso de mais roupas, as minhas estão todas velhas e bizarras
preciso de mais sono, preciso de mais calma
preciso descobrir um rumo, preciso de um emprego
(onde eu seja remunerado com dinheiro e não apenas elogios)
preciso trocar meu celular antes que a promoção acabe
preciso conversar com meus amigos...
preciso de coisas demais
eu preciso de mim agora.

cadê eu?

Black-Eyed
placebo

I was never faithful
And I was never one to trust
Bordelining schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black-eyed
A product of a broken home

I was never faithful
And I was never one to trust
Bordeline bipolar
Forever biting your nuts

I was never grateful
That's why I spent my days alone
I'm forever black-eyed
A product of a broken home
Broken home

Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed

I was never faithful
And I was never one to trust
Bordeling schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black-eyed
A product of a broken home
Broken home

Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed
Black-eyed, black-eyed
Broken home
Black-eyed
Broken home
Black-eyed
Broken home
Black-eyed
Broken home
Black-eyed
.
.
.
.
.
some things were true
and are still true
but will be no more... some day... i hope.


I hope I can become a better man, someday.

sim.. eu sei
não escrevi nada que preste

pq hoje não tenho nada de útil a dizer...

Maggie Gyllenhaal é um barato...


(maggie interpretando giselle levy em mona lisa's smile)

ser fâ de jovens atrizes de cinema das quais vc só assistiu um filme...
uma forma realmente inútil de se divertir sem consequencias...



É um puta filme.
assistam...

Ok, já me diverti o suficiente com a mudança...
agora é hora de trabalhar.


duende, vc não cansa de suas próprias frases feitas?
pq é que vc ainda se leva a sério? :)

o céu não está meio esquisito?
não está com uma certa cor de baunilha?

Ow... God...

"Falar é fácil. Difícil é calar a boca..."

Eu detesto a sensação de perceber, segundos ou horas depois, que falei o que não devia.
que merda :)

tudo bem, todo mundo erra...


quantas chances desperdicei de ficar calado e quieto
e não deixar ninguém perceber o quanto posso ser
idiota e insensível e insensato...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

A vida tem sido maravilhosa.
Não há, e não precisa haver, palavras para descrever...

E talvez por isso não ande dizendo muito.
Há mais o que fazer do que ficar dizendo...
estou vivendo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

a pedidos da Lullaby...

The heart beat

o coração bate de um lado para o outro
e de um lado para o outro o coração diz
que não sabe ficar de um só lado
e continuar vivo...
o coração é um indeciso
que só sabe bater e apanhar
mas sabe o que faz
por que de tanto balançar
nunca fica parado no mesmo lugar

a beleza é fugaz, e também somos todos nós...
não importa ir ou ficar, tudo há de se mover.
Devemos ir atrás do que há para se viver.
Mas no fim, algumas coisas tem que morrer
nem que seja para nascer de novo no outro dia.

pronto, para quem estava curioso para conhecer (ou rever) minhas velhas poesias, aí está.
são raras as chances... savor them well.

relendo velhas poesias, fico tentando a mudar coisas aqui e ali
e entao percebo que isso seria um sacrilégio. Eu não tenho esse direito.


Cada poesia que escrevi nestes 12 anos, alí reunidas, conta uma história
e eu estou cansado de mudar minhas histórias.

As velhas poesias vão ficar como estão
quer gostem delas ou não.
Eu as amo, pq são a história de minha vida
e de minha forma de ver esta vida.

Podem ser estranhas e tortas, mas eu as amo
pq tem a força da verdade.


Bem, depois desta defesa passional só posso terminar transcrevendo uma poesia, não é?
Trago para luz...

O caminho para a destruição leva ao renascimento

O caminho para a destruição é uma linha reta
que tudo arrasta para seu infinito acabar.
Para uns é como voltar pra casa,
mas, para outros, é como morrer.
É o ditador das coisas finitas,
das delicias que se consomem
das pessoas que se bebem
até a última gota de seu sangue pagão
como uma forma de batismo final.


Me dê algo rápido, para eu fugir.
Qualquer fuga, qualquer rua,
qualquer soma1 de teu perecer.
Me dá teu corpo para eu me crucificar
e para mostrar minha vontade,
minha sede cabal2 pelo que só você pode me dar.
Muito além do sabor doce do vinho
que envenenaste com o teu tesão,
meu tesão, e a fúria de minha mão delicada.
O som derradeiro de um trovão.3


Quero um fim sinistral4
para este magnífico urro de delícia,
esta overdose de som e cor
sem sentido, senão o que dou
e o que me dás é tudo que bebo,
como um vampiro subsistindo
do suco que arranquei de teu sexo urgente.


Me dê um beijo para dar sentido à noite que foge
e para destruir nossa imagem no espelho,
para que eu nunca mais saiba voltar atrás
e seja forçado a caminhar pra frente, apenas para frente.
Me escravize para então me alforriar
e me faça servir à uma nova senhora
apenas por uma noite que seja
para que eu redescubra o sabor doce da liberdade.


Não me deixe voltar
pois em nossa pequena ópera de destruição
o que sobrar há de renascer
o que restar acordará descansado
e o que for feito, há de durar.
E no silêncio do depois
deixe-me esquecer as palavras ruidosas
e me lembrar apenas do que é doce.
Faça-me esquecer a vontade de destruição desesperada
e me encaminhe para a luz da manhã
e vamos brincar juntos nos campos,
esquecendo que não somos mais tão limpos assim


Seja minha puta predileta e me deixe depois
ou seja minha predileta senhora
e caminhe a meu lado para a proliferação do milagre
e esqueçamos pois, depois,
este caminho para destruição
e torne-mo-lo o caminho de volta a nós mesmos
Na calma do depois.

Todo sentido nasce do que se sente.

daniel, lord
algum dia de 1995


1 aqui eu me referia não só à soma aritmética, mas também à idéa de alguma quantidade qualquer e também ao SOMA, droga paradisíaca do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, que por sua vez foi inspirado na substância mítica soma indiana.

2 cabal, "ao cabo de...", "na base de...", e também um obscuro eufemismo fálico. Quem disse que minhas poesias eram fáceis de entender? ;)

3 depois de muito refletir cheguei à conclusão de que nem todos entendem que estou me referindo a algumas sensações auditivas experienciadas em momentos de muita excitação, ou durante o orgasmo. Um som que pode parecer um trovão se você for criativo. :)

4 sinistral, referente a sinistro, acidente.